Edson “Redson” Pozzi (1962 – 2011)

Morreu ontem a noite quem talvez tenha sido o único ídolo do rock nacional que os adolescentes da minha turma, na minha cidade na época admiravam: O Redson.

Quando éramos novos, em Pouso Alegre, não éramos amigos dos meninos por estudarmos na mesma escola e nem mesmo por morarmos na mesma rua. Claro que tínhamos amigos lá e cá, mas a razão das amizades era outra. Era porque gostávamos das mesmas coisas e, mais que isso, detestávamos as mesmas coisas. Era todo mundo roqueiro, de extrema-esquerda e gostávamos do punk (que era ideia, não visual), das loucuras que conhecíamos na casa do Murilo, no Cinema moderno e nos discos que eram vendidos pela RÉR Brasil.

Por isso, detestávamos o rock nacional, heavy metal, cultura e tudo que fosse diboy.

Mas o Redson cantava no Cólera. O melhor grupo punk. Que era radcó, cantado em português paulistano, inteligível e com potresto. Todo mundo adorava.Os anos passavam, os discos do Cólera eram menos tocados e eu nunca mais escutei. Aliás, a maioria dos meus amigos também ouvia pouco.

Mas tenho certeza que ele animou muita gente a gostar de música no Brasil inteiro. Eu me sinto em dívida com ele. Por isso, uma singela homenagem.

Espero que a terra seja leve e o seu sono tranquilo.

7 comentários sobre “Edson “Redson” Pozzi (1962 – 2011)

  1. Triste demais, defendi muito o Cólera na rixa contra o RDP. Sempre achei a banda mais foda do HC nacional. Fui em dois shows e os dois foram apoteóticos. Três horas sem descanso. O Redson nas eleições do ano passado deu umas declarações muito foda, sobre o campo popular. Era uma galera muito de luta e com uma relação muito legal com a música. Faz muita falta nesses tempos em que só parece que só a discussão do mercado e dos meios importa.

    Descanse em paz Redson.

  2. Me acordaram ontem de madrugada pra contar, não consegui dormir mais. Pra curar a insônia, peguei os CDs do Cólera e fiquei escutando noite adentro.

  3. “Faz muita falta nesses tempos em que só parece que só a discussão do mercado e dos meios importa.”.

    Ufa, as vezes parece que ninguem tá percebendo isso. Música virou acessório até pra quem vive de falar de música.

  4. Tb passei a escutar menos Tiagão, nem sei direito porquê. Mas essa aqui nunca esqueci

    Aguante punk!!!

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