Sobre o cancelamento do show do Elma no Cedo e Sentado (Studio SP / Noite Fora do Eixo), por Bernardo Pacheco

Vale muito a pena ler o texto do Bernardo, baixista do Elma, sobre o cancelamento do show da banda dele. Apesar de ser uma história muito particular, diz muito sobre o cenário musical atual e da falsa independência que domina as casas noturnas. O Bernardo é um dos caras mais fera que eu já conheci e seu lance com música sempre foi de uma integridade e uma invetividade cada vez mais raras na música brasileira. Vale a pena conhecer o Elma e todos os seus projetos musicais (o Are You God? foi mecionado no post anterior) e o leitor deve se ligar  contra a postura de quem vive de cover e só coloca a fantasia de independente quando convém. 

Foto de Samuel Esteves

Sobre o não-Show do Elma

Senta que lá vem história.

No final de março de 2011 confirmamos uma apresentação do Elma no Studio SP através da Norópolis, que marca a maior parte dos nossos shows. Esse vinha na esteira de uma série de noites que a agência vinha fechando na casa, de artistas como Bodes e Elefantes, Porto, Hurtmold, Chankas e Lurdez da Luz.

Originalmente tínhamos sido agendados pra tocar no Cedo e Sentado do dia 17 de maio, uma terça. Só explicando, essas noites Cedo e Sentado funcionam assim: a banda que tocar aceita um cachê fixo de 500 reais independentemente do público que comparecer, e esse público entra de graça na casa. Pra algumas bandas isso é vantagem, pra outras prejuízo, mas a curadoria dos artistas quem faz é próprio Studio SP, e fomos selecionados. Pra gente tava bom.

Em paralelo, desde o início do ano tem rolado no Studio as chamadas terças Fora do Eixo, noites nas quais o coletivo Fora do Eixo é quem faz a curadoria. Normalmente o segundo horário das terças é deles, pelo que entendemos. De modo que nosso show seria de certa forma abrindo pra uma atração selecionada pelo Coletivo Fora do Eixo. Pra gente tudo bem também.

No meio tempo entre o show ter sido marcado e ele não acontecer, fui chamado pra uma reunião na Casa Fora do Eixo SP, sede recém inaugurada do coletivo, como parte de uma tentativa deles de aproximação com os artistas da capital que ainda não estavam alinhados ativamente com o projeto deles. Fui lá, conversei com o Felipe Altenfelder e Pablo Capilé, e deixamos a porta aberta para colaborações futuras, já sabendo que dividiríamos a noite do dia 17/5, o que na minha cabeça serviria como um termômetro pro que pudéssemos vir a fazer juntos.

Após essa reunião, e aproximadamente um mês antes do não-show do Elma, recebemos um pedido do Studio SP: se aceitaríamos mudar nossa data original pra terça seguinte, 24 de maio, por conta de alguma questão de programação que não foi explicitada. Não vimos problema algum, havia antecedência pra isso, e aceitamos, pra que criar empecilhos de graça? Em breve teríamos um curso grátis.

Pois bem, começa aqui a novelinha. Uma exata semana antes do show ficamos sabendo que a banda que faria a segunda parte da noite seria o Mombojó, como parte da Noite Fora do Eixo SP, tocando com entrada paga (o que não interfere no horário grátis da casa, das 21h as 00h). Honestamente eu tinha a esperança de que fossem parear a gente algum artista que tivesse mais a ver com nosso som, mas ao mesmo tempo tinha simpatia pela banda e achei ok. Porem, junto com essa notícia da escalação, veio outra um pouco mais estranha: estavam perguntando se a gente toparia mudar nossa data novamente. Faltando uma semana pro show, com a divulgação já andando, e já tendo topado uma remarcação anterior, achamos que não era o caso, já tínhamos demonstrado flexibilidade e boa vontade antes, quando ainda havia tempo hábil pra tanto. Aí veio o porquê:

Ao que parecia, o Mombojó havia tido problemas tocando com bandas de abertura no Studio SP, e não aceitavam fazer o show nessas condições, não aceitavam que alguém mexesse em um fio de cabelo sequer do palco deles uma vez que o mesmo fosse montado. Não que a gente estivesse realmente abrindo pra uma banda que só entrou no nosso show quase dois meses depois da gente, mas mesmo assim fica no ar a pergunta: por que colocar o Mombojó justamente numa data em que outra banda já estava marcada pra tocar mais cedo, se isso impossibilita a realização do show deles? Se você quer saber a resposta não perca tempo lendo o resto deste texto pois nunca a recebemos, todas as partes envolvidas (excluindo o Elma e a Norópolis) convenientemente evitaram o ponto central da questão até o amargo fim.

Aqui cabe enumerar quem são as tais partes envolvidas:

1. Nós (Elma), que tivemos nosso show marcado via Norópolis (Fred Finelli), diretamente com o Studio SP

2. O Studio Sp, que agendou nosso show diretamente com a Norópolis, e em paralelo tem o acordo das terças-feiras com o Coletivo Fora do Eixo

3. O Coletivo Fora do Eixo, que cuida das terças Fora do Eixo, e conversava em paralelo com o Elma (como com muitos artistas) a respeito de desenvolver algum tipo de parceria a médio prazo

4. O Mombojó, que escolheu ser representado na negociação pela empresária Katia Cesana, que até o final desta história não irá aparecer pessoalmente em momento algum, pra não expor os meninos.

Recapitulando, o Mombojó colocou que não poderia haver outra banda na mesma noite pois eles não tocam no Studio SP, especificamente, dividindo o palco com ninguém, por problemas passados,

PORÉM

o Elma tem equipamento próprio completo (bateria e amplificadores de guitarra e baixo), o chamado “backline”, e sempre que possível (ou seja, sempre que temos como carregar a tranqueira toda) damos preferência por usar esse backline. Alem disso, nosso palco já é normalmente montado de forma que se encaixe no palco normal da maioria das bandas (inclusive o Mombojó), pois nossa bateria fica montada na frente do palco, e nossos amplificadores ao fundo. Isso significa que seria possível montar simultaneamente o palco do Elma e do Mombojó, sem transtorno pra nenhuma das partes. Logo, este problema estaria solucionado. Não fosse pelo fato de que cada solução oferecida pela gente, já num esforço de boa vontade, seria rebatida com um problema novo e cem por cento inédito pra impossibilitar nosso show.

É aqui que eu lembro que nosso show estava marcado quase dois meses antes do Mombojó sequer aparecer na história?

Mais uma novidade, agora faltando já uns 5 dias pro show: já que o Elma não precisaria mexer no palco do Mombojó, os mesmos tocariam no primeiro horário, as 22h, de graça, e o Elma as 00h. Acompanhou o raciocínio? Quando der me explica, então. Digo, acabamos de apresentar solução pro problema DELES, e logo, arrumaram outro problema. Opa, então o headliner que teria condições de encher a casa cobrando entrada (mesmo que o dinheiro dessa não fosse necessariamente pra mão deles) iria abrir mão disso, só pra não tocar depois do Elma? E se eles tocam antes, isso quer dizer que eles montam o palco deles na lacuna do nosso, cagando toda a montagem de palco preciosa deles? A terra é cônica? Até o final do texto você só vai descobrir a explicação pra uma dessas perguntas. O que eu só fui descobrir dias depois, na conversa que tive com o gerente de palco do Mombojó, é que em nenhum momento houve a verdadeira intenção de deixar o Elma passar o som caso tocássemos no segundo horário. Digo, porque a gente imagina que tá implícito que bandas que se dêem o respeito passam o som. E também que o “segundo horário” seria após o show do Mombojó, que COMEÇARIA a meia-noite, ou seja, queriam na verdade empurrar nosso show pras duas da manhã, no mínimo. Pro pessoal já poder esperar o metrô das 4:15.

Bom, pra quem não é do ramo da dedução, aqui a gente já estava sentindo cheiro do seguinte: isso não tinha cara de atitude de uma banda para com outra banda. Parecia picuinha de produtor medindo forças, intermediários deixando as bandas de peão do JOGUINHO SUJO, e colocando o nome do Mombojó como parte inflexível da história. Apostando nisso, o Fred, nosso produtor, disse ao Studio SP que tendo em vista o impasse em que estávamos entrando (já que o Elma não iria simplesmente ser trocado de horário por um capricho arbitrário de quem quer que fosse), passassem pra gente o contato de qualquer integrante do Mombojó. Ficamos no aguardo.

Continuamos no aguardo.

Mais aguardo.

Vamos lembrar, então: temos uma data no Studio SP marcada com dois meses de antecedência. Uma semana antes da mesma, uma banda aparece pra tocar no segundo horário da noite e começa a fazer exigências. Mais ou menos como imaginamos que pudesse proceder, digamos, um Bon Jovi ou Axl Rose, ou qualquer outra figura digna de piada. Tanto o Studio SP quanto o Coletivo Fora do Eixo em nenhum momento se posicionam de forma concreta (ou seja, ninguém disse que o Mombojó não ia mandar e desmandar na agenda do Studio), e nos vimos obrigados a ir atrás de resolver esse impasse por nós mesmos, por pura vontade de encontrar uma solução simples pra um problema inventado.

Aí já chegamos na segunda feira, 23/5, véspera do show. Mexendo aqui meus pauzinhos (agenda do celular), consigo o telefone do Chiquinho, tecladista do Mombojó, ainda acreditando que, falando com um ser humano como eu, ao invés do equivalente prático de um menu de atendimento ao consumidor, conseguiríamos fazer o bom senso prevalecer e arrumar essa puta bagunça. Uma banda não vai deliberadamente tomar atitudes que vão fuder com a vida de suas bandas semelhantes apenas pra agir em causa própria, certo?

Chiquinho atende o telefone, se mostra confuso com a historia toda, e parece entender meu lado, vendo que a coisa toda não faz sentido nem bem pra ninguém. Diz que vai conversar com a banda dele. Passado um par de horas o Fred fala com ele também pra ver se já temos uma posição, Chiquinho diz novamente que não está a par da história e vai checar com os caras pra resolver tudo da melhor maneira possível.

Bom, foi melhor pra ALGUEM.

Daí pra frente ele se torna incomunicável e não atende mais o telefone.

Em paralelo estou pressionando por email as duas pessoas do Coletivo Fora do Eixo que tinham falado comigo sobre uma parceria com o Elma, mais especificamente Pablo Capilé e Fabio Altenfelder, a respeito de como a tal parceria se iniciaria numa situação dessas, e querendo explicações a respeito de porque havia uma pressão pro Elma não se apresentar na noite do próprio show num suposto e inédito antagonismo com o Mombojó, que mal conhecemos de falar “oi”. O Fora do Eixo coloca que a forma ideal de resolvermos a situação seria uma “reunião presencial”, ou seja, reunião em que os presentes estão todos presentes. Essa reunião idealmente envolveria eu (Bernardo, do Elma) o Fred (Noropolis, agenda de shows) o Felipe Altenfelder e / ou o Pablo Capilé (Fora do Eixo) e o gerente do Studio SP, o Maurício, que até então vinha fazendo a ponte entre o proprietário da casa, Alexandre Youssef, e o Fred. Foi explicitado que a presença da produção do Mombojó na reunião só complicaria as coisas, que eles eram a parte irredutível da negociação (negociação do Mombojó, Studio SP e Fora do Eixo pela desapropriação do show do Elma, mais especificamente).

Eu e Fred ainda apostamos que fazia mais sentido falar diretamente com a banda de seres humanos Mombojó, ao invés da parede de produção que cerca os meninos (mais sobre meninos em breve), e seguramos essa reunião enquanto não desistíamos desse caminho. Continuei insistindo e consegui falar brevemente com o Felipe S, vocalista da banda, me utilizando do brilhante expediente de ADICIONAR NO FEICE. Batata, ele estava online no CHAT e me passou o email dele pra eu explicar tudo melhor. Mandei uma mensagem contando tudo em detalhes, e o que eu pensava disso. Ao mesmo tempo o Fred, já na madrugada de segunda pra terça, recebia do Studio SP um telefonema e um email comunicando nada mais nada menos que o cancelamento do show do Elma. O Fred se posicionou dizendo que não aceitaríamos a situação.

Recapitulando: em março o Elma marcou show pras 22h de uma terça feira de maio; quase dois meses depois Mombojó é colocado pra tocar mais tarde na mesma noite e solicita que o Elma não toque; Studio SP e Fora do Eixo obedecem após leve resistência. VALEU, ABRAÇO!

Acordamos hoje, na terça feira do show em questão, com a vida toda fodida, mas surge uma esperança: Felipe S leu meu email da noite anterior e respondeu, dizendo que achava isso tudo uma merda, mal tinha sido informado do próprio show, que foi marcado de última hora (ao contrário do nosso que foi com DOIS MESES DE ANTECEDÊNCIA), que assim como ele estávamos no dia a dia da música (única aparição da palavra em todas as conversas dessa história) e que ele faria o possível pra colocar a gente pra tocar antes (vulgo “não expulsar a gente do nosso próprio show”), e aqui cito verbatim: “mesmo porque não faz sentido ser diferente.” Claro que não entendemos isso como resolução de nada, e sim como uma abertura por parte do Mombojó, pela primeira vez, de não atropelar nosso show.

Coisa linda de viver. Assim que vi a mensagem comuniquei o Fred e ele falou com o Studio SP, que por intermédio do Maurício imediatamente reverteu o cancelamento do show do Elma, que estava começando a ser divulgado nas redes sociais (totalmente a nossa revelia). Mas enfim, faltando umas cinco horas pra passagem de som, e emails indo e voltando entre eu e Felipe S, músico, partimos pros finalmentes práticos da situação, e pedimos a ele que o Mombojó passasse o som a partir das 17h, como é praxe no Studio SP, pra que nós, a banda do primeiro horário, tivéssemos tempo de fazer a nossa própria passagem de som das 19h as 21h, horário também de praxe da casa e PREVIAMENTE COMUNICADO PELO STUDIO SP para esta ocasião em especial também. Daí pra frente recebi um email breve do Felipe dizendo que ele estava super enrolado com mil coisas de projetos X e Y, e que o problema todo era justamente A PASSAGEM DE SOM DO MOMBOJO, que já havia sido problema no Studio antes, etc, e que o diretor de palco deles estava muito preocupado com essa situação. Imediatamente respondi dizendo que eu falaria diretamente com o diretor de palco deles, pois trabalho no mesmo ramo, lido com esse tipo de coisa quase diariamente e sabia que conseguiríamos desenrolar esse nó em 5 minutos, ainda mais o palco do Elma sendo tão simples quanto é.

É aqui que o Felipe S some e não aparece mais. Nem pra PASSAR O SOM DO MOMBOJÓ. A mesma passagem de som que era o ponto central da picuinha, digo, negociação.

Quando vi que o menino tinha tomado chá de nem me viu apelei pra agenda do celular de novo e por a + b cheguei no telefone do diretor de palco do Mombojó, o Brigídio.

Liguei pro Brigídio.

Você está achando esse texto grande? Dê graças a deus que eu não vou transcrever a ligação que se seguiu. O Brigídio falou ininterruptamente por 15 a 30 minutos (consegui enfiar umas palavras no meio, só pra constar), me explicando repetidas vezes como é impossível o Mombojó dividir palco com outra banda no Studio SP, e me contando da situação traumática que tinha vivido na mesma casa numa ocasião anterior. Daquela vez ele tinha tentado ajudar uma banda de abertura que tinha aparecido de última hora (mais ou menos como o Mombojó apareceu na nossa noite), se viu vitima de inúmeras precariedades técnicas da casa e ao fim da noite, em face a vários problemas de som se viu desrespeitado como profissional, numa situação em que estava apenas tentando ser prestativo. Consegui perfeitamente imaginar a situação dele, digo, consegui me imaginar na mesma roubada como técnico de som (poucos dias antes tinha perdido bastante tempo ajudando uma banda de abertura da Holanda num show no Sesc e eles não hesitaram em prejudicar a gente logo na seqüência, por exemplo), e de qualquer forma era inútil tentar o diálogo, pois para o mesmo é preciso momentos de silêncio para que o interlocutor possa se pronunciar, e evidentemente eu não teria essa cortesia. Lamentando que não havia mais tempo pra tentarmos solucionar a situação antes de que todas as partes se encontrassem na própria casa de show (faltava uma hora e pouco pro soundcheck), fomos pra ultima etapa dessa via crucis ridícula. Ah, o Brigídio deixou também escapar que tinha ficado sabendo desse show apenas um dia antes. Desse show que iria provocar o cancelamento do nosso próprio show, marcado DOIS MESES ANTES. O Brigídio falou também que era uma pena que a gente não tivesse se conhecido em uma outra circunstância, em que todos poderíamos ser amigos e se dar muito bem. Como se a tremenda cagada que estava acontecendo fosse fruto de uma força da natureza, uma coisa inexorável, e não conseqüência de decisões de adultos plenamente conscientes dos efeitos de suas ações.

Nesse ponto tanto eu como Fred entendemos que tínhamos esgotado todas as possibilidades de solucionar o problema (que não era nosso) de um jeito que não fosse ficar feio pra ninguém. É por isso que você está lendo isto.

Chegando no Studio SP encontramos parte da equipe do Mombojó montando o palco, o Felipe Altenfelder, do Fora do Eixo, o gerente do Studio, Maurício, e a produtora Marta, que representava a produtora Kátia, que por sua vez representava o Mombojó. Isso, três graus de separação entre o mundo hostil e o Mombojó.

Num momento inicial da conversa ali, pude ouvir uma das coisas mais incríveis que já tive o privilégio de escutar: que era um absurdo que se tivesse permitido que nós, do Elma, tivéssemos entrado em contato direto com os integrantes do Mombojó, pois isso iria “expor os meninos da banda”, e “expor os meninos da banda” é inaceitável, essa era uma questão de produção. Sendo um homem que está acostumado a ser obrigado a resolver os próprios problemas, entendi perfeitamente a utilização muito feliz do termo “meninos”, que precisam de uma parede de duas produtoras, uma presente apenas por telefone, para que se possa agir do jeito que for em nome da banda sem que eles precisem sentir o cheiro escroto das conseqüências das suas decisões pessoalmente, nem olhar nos olhos das pessoas que se fodem por conta deles. E acredite, ninguém teve a cara de aparecer pra olhar na cara da gente. Nem em nome da PASSAGEM DE SOM DO MOMBOJÓ.

O resumo da conversa que se seguiu é: após um tanto de fala-fala e diz-não-diz, a produtora da produtora da banda, o representante do Fora do Eixo e o gerente do Studio sumiram pra dentro da casa. Voltam Mauricio e Felipe com a notícia: fica ao Elma a opção de montar o palco após a apresentação do Mombojó (que começaria as 00h) pra tocar, ou cancelar o show. Foi também explicitado o porque da preferência pelo Mombojó (aqui você pode fingir que ainda não sabia): eles tem bem mais público, logo, eles podem mexer e remexer na vida dos outros, com a conivência do Studio SP e do Coletivo Fora do Eixo. Bom, a gente não ia se prestar ao ridículo de tocar lá pras duas e meia da manhã, depois de montar o palco na frente de uma casa cheia de gente, sendo que as pessoas que iam ver a gente chegariam pra um show as 22h, como estava previamente acordado e divulgado.

Nossa banda estava tendo o show sumariamente tesourado, e a grande preocupação era não “expor os meninos” do Mombojó. Faz sentido.

Aqui fica claro, então, que:

– o Mombojó iria simplesmente prosseguir com o plano inicial de excluir o Elma da noite, sendo que desta vez estava claro que a banda inteira estava ciente das conseqüências da atitude deles, já que tinham se reunido mais cedo, como ficamos sabendo, pra decidir o que fazer

– o Studio SP não honraria o que foi marcado em março com o Elma, dando prioridade aos caprichos da banda que entrou pra tocar na mesma noite em outro horário, várias semanas mais tarde

– o Coletivo Fora do Eixo iniciaria sua frutífera parceria com o Elma permitindo o cancelamento do nosso show em prol de um artista mais popular

Pois bem, nosso show foi cancelado na nossa cara. Fazer o que? Arrumar briga? Ia resolver muita coisa.

Decidimos que iríamos simplesmente ficar ali e assistir a preciosa PASSAGEM DE SOM DE TRÊS HORAS DO MOMBOJÓ, na esperança de ao menos olhar na cara do Felipe S e do Chiquinho, e ver que cara tem a pessoa que faz uma coisa que não se faz. Descobrimos a resposta: cara nenhuma. O único integrante da banda que compareceu a passagem de som foi o baterista, faltando uns vinte minutos pra abertura da casa. Os outros meninos simplesmente não foram, certamente ocupados com o dever de casa. A gente deixou de tocar e passar o som pra que pudesse ser feita com todo o cuidado uma passagem de som de três horas no Studio SP na qual nem os próprios integrantes da banda se deram ao trabalho de ir, deixando um roadie, um diretor de palco e um técnico de PA pra resolver tudo. Eu olhei no meu relógio, já tinham se passado duas horas e quarenta de passagem de som quando finalmente ouvimos o som de um contrabaixo. As guitarras ficaram prós cinco minutos finais.

Pra não dizer que ficou tudo absolutamente no ar, foi explicitado pelo Pablo Capilé e pelo Mauricio, do Studio, que a produtora Katia Cesana sabia de antemão que a noite não era somente do Mombojó. Originalmente além do Elma tocaria também o Slim Rimografia. A produtora teria então solicitado o rider de ambas as bandas, pra ver como adaptar tecnicamente a situação. Daí pra frente ela teria, segundo Pablo e Maurício, ficado em silêncio a respeito da questão toda, deixando chegar a véspera da data pra fazer que não sabia que havia outras bandas e que era inaceitável que houvesse, que havia sido combinado que a noite seria exclusiva do Mombojó. Não temos como averiguar isso, e o mais importante, estamos pouco nos fudendo. Fica aí o que o Pablo e Maurício disseram.

A gente se viu no meio de um jogo de forças ridículo e fomos refens da completa falta de atitude das pessoas que tinham tratado com a gente desde o início. Por questões políticas e comerciais basicamente deixaram a gente tomar no cu, mesmo sabendo que tínhamos a razão (e repetindo que sabiam que a gente tava certo o tempo todo!). Tem coisa mais típica da caricatura de um político do que alguém olhando no seu rosto e dizendo “você é o cara”, enquanto acende o pavio da bomba que vai explodir o seu saco e as suas bolas?

Cada parte envolvida escolheu o papel que queria fazer, a todo tempo deixamos claro que contaríamos a história no final e aqui está ela, cheia de nomes próprios, pra você entender como quiser. Não coloquei o texto dos emails que foram trocados ao longo da negociação pra não estender ainda mais o texto, mas é só pedir que vão pro ar, dão um colorido especial a essa palhaçada. Acredito porem que todos os envolvidos sabem o que disseram e o que deixaram de dizer, e que isso não será necessário.

A propósito: a terra é plana.

72 comentários sobre “Sobre o cancelamento do show do Elma no Cedo e Sentado (Studio SP / Noite Fora do Eixo), por Bernardo Pacheco

  1. O que esperar de uma “casa de shows” que não consegue ao menos limpar o banheiro de forma minimamente decente?

  2. Ué.. Li a epopéia toda, mas a dúvida é: Ok, Mombojó teria tido uma postura ‘stars’? Dois: Por que o Elma se ‘prestou’ a tocar por 500 reais. Dá-se a entender no texto que a banda não é radicada em SP, ou seja, custo-benefício próximo a zero, não é?
    Muitas críticas e dedos em riste, mas eu não li alguma sugestão ou solução apontada para a forma vigente das apresentações no Studio SP?
    Obrigado o espaço..

  3. Mombojó é um lixo, e do que sei, muitas pessoas foram lá para ver VOCÊS!

  4. A gente não se “prestou” a tocar por 500 reais, deixei claro que pra gente esse tanto tava justo. Não nos julgamos acima disso. E não sei se me expressei mal, mas o Elma todo mora em SP.

    Quanto a soluções pra forma das apresentações no Studio SP, isso não é problema meu. Sei que já fui fazer som lá diversas vezes em noites com três ou quatro bandas (sou técnico de PA tambem) e não tive maiores problemas com “a forma das apresentações”, ao contrário do Mombojó. Não é uma situação ideal, mas qual é?.

    E quanto ao Mombojó, cada um conclua o que quiser. O que eu escrevi foi o que aconteceu com a gente.

  5. Mombojó deu o pulo do gato, angariou o público do Elma. Bandinha lixo esse Mombojó, são merda nenhuma e pagam de estrelas, por essas e outras que o indie no Brasil não vai pra frente…

  6. Não vou mentir, tava entupido de gente pra ver o Mombojó, e nosso público não é tão grande assim, por isso que o normal seria a gente tocar mais cedo, como estava marcado.

  7. Os meninos do Mombojó deve estar sendo proibidos de ver internet hoje, para não serem expostos.

    Outra coisa, Bernardo, esse pessoal pelo menos te pagou os 500 pila? Você sabe que se tiver contrato assinado ou qualquer documento provando que vocês deveriam tocar lá, vocês podem meter processo nos organizadores né?

  8. Que palhaçada. Típico de banda cover. Queria saber o que esses “meninos” diriam sem a representação.

    Outro dia, foi feito o maior estardalhaço por produtores de artistas que tocam no studio sp por uma crítica negativa. Será que o barulho será o mesmo?

  9. Não sei como vai ficar esse lance da grana ainda. Não dá vontade de aceitar não, mas seria justo. Na hora eu não aceitei nem carona pra levar as coisas embora, decidimos pagar nosso proprio taxi (acabamos indo com a kombi do Joao).

  10. Agora, pelo menos aprende-se que essa ilusão com esses grupos de MTV, casas noturnas de banda cover e de microcelebridades (copyleft Jay Jay)não têm nada a ver com as bandas underground. Acho que alimentamos a ilusão que esses fora do eixo, mombojó e quem faz música sem pedir dinheiro público estavam no mesmo barco. Não estão.

  11. QAgora aparecem comentários do tipo “A casa errou”, “eles não deviam ter marcado esse show”. Na moral, quem errou foi a banda ou a produtora que aceitaram e sabiam das condições.
    Conta outra

  12. Ó, eu acho que é importante separar as coisas aí. Acho a postura do Mombojó péssima. Mas o Fora do Eixo é um modelo que passa longe de trabalhar com bandas com objetivos unicamente comerciais.

    O trabalho é legal por que envolve gente de tudo quanto é canto. Sei que existe uma birra natural com o pessoal por questões de cachê e de uma postura que muita gente acha excessivamente política, mas o trabalho que eles fazem pra bandas pequenas, que trabalham com composições próprias em todo lugar do país tem todo meu apoio.

    Fico chateado com esse lance com o Elma, mas nem por isso vou falar que é tudo ruim.

  13. É foda… A produção dessas merdas sempre trata as bandas como se estivessem fazendo um grande favor deixando tocar na sua casa. Lamentável. Não existe respeito nesse meio com as bandas “não-principais”.

  14. Não fui em muitos shows na vida, mas dos poucos escolhi os 3 shows mais fracos de música fraca, e o Mombojó é um deles. Nenhum problema nisso, os caras poderiam ser legais. Os outros dois shows (Funk Como Le Gusta e Móveis Coloniais de Acaju) são do mesmo tipo de pessoal. Poderiam ser da banda mais bonita da cidade.

    Uma banda pode ser de caras legais que fazem som de normal pra ruim. Ou pode ser de som ótimo e os caras pouco legais. Ou pode ter o azar de ter coxinhas e – logo! – fazer som ruim.

    Amanhã quero ver Tulipa Ruiz. Ela parece boa gente. O som é legal?

  15. E outra: nem sei se o Studio SP está Fora do Eixo….pra mim o nome nao cola….vai se tornar como um “independete” a la Abrafin….esquemas esquemas esquemas…

  16. A situação que vocês foram obrigados a sentir na pele (fazer divulgação de evento agendado com antecedência e depois ficar com cara de tacho diante de seu público) ainda é fato recorrente aqui em Cuiabá, pois aqueles que foram por anos a fio os “ícones culturais” da terra conseguiram quase matar toda a efervescência cultural que aqui estava estabelecida antes deles, não deixando pedra sobre pedra..

    Solidarizo-me com vocês e ajudo a divulgar o seu protesto, publicando-o em meu blog..

    Abraços

  17. Bernardo:

    Tu é muito otário. No sentido “foi”. Sem ofensa. Se a porra chama “fora do eixo” tu acha que eles vão tratar uma banda de SP como? Só ingenuos como vc acreditam que existirá um tratamento sério a bandas de SP por parte destes racistas. Sim: RACISTAS. Claramente hj existe uma guerra declarada por esses cuiabanos, recifenses, alagoanos,goianos que moram em cidades que não há uma cena e público legal, então rumam para SP e vem destratar as bandas paulistanas e o povo de SP. A minha única alegria deste episódio é que toparam com um “zica paulistano” igual a vc que não deixou barato. Que pena que outras bandas de SP não tenham essa mesma coragem e coloquem esse pessoal do Fora do Eixo em seu devido lugar. Tão pensando que essa porra aqui é CÚiaba, Goiania, Recife.??? Em tempo: tua banda faz um som horrível e sem talento igual ao Mombojó. Mas, lhe dou parabéns nessa. Vc mandou bem na exposição

  18. comentários de internet são o Brasil real… por isso também trollo. 🙂

  19. Esse profi$$ionalismo é vi$io do mundomercado de Recife onde a prefeitura e o governo estadual viciaram os “artistas”com altos ca$h em seus eventos espetaculares.
    Falta humildade e invenção !
    “meninos mombojós ” é hora de crescer !

  20. Bernardo, sou cantora a quarenta anos de uma banda cover. Você é jovem e tem muita decência, alem de escrever bem, demonstrando que estudou!O cenário musical em sua grande maioria é indecente e sem palavra, bem como alguns musicos. Mas não são todos. Siga em fente com o seu Elma.Voce vai encontrar outros mombojós, produtoras sem carater, musicos idem e donos de casas noturnas idem. Mas vai encontrar gente bastante decente como voce.Por garantia tenha sempre á mão um outro jeito de ganhar dinheiro para as entresafras de gente decente. Mas você é um ser humano de primeira! Parabéns!

  21. Tô com o Lauro. “O trabalho é legal por que envolve gente de tudo quanto é canto. Sei que existe uma birra natural com o pessoal por questões de cachê e de uma postura que muita gente acha excessivamente política, mas o trabalho que eles fazem pra bandas pequenas, que trabalham com composições próprias em todo lugar do país tem todo meu apoio”.

    Engraçado o comentário sobre RACISMO ali em cima. Vergonha Alheia.

  22. Ricardo Couto deve ser um skinhead ou alguma merda dessa. O Elma tem mineiros e paulistas e pare com esse papo de preconceito regional. Pernambucanos, cearenses, gaúchos, cuiabanos, capixabas e o que for tocam todos juntos em SP, no Rio, no Jambolada em Uberlândia ou no Calango em Cuiabá. Quem alimenta esse tipo de ódio não merece tocar em lugar nenhum mesmo.

    O Studio se chama SP e a produtora do Mombojó é paulista. Portanto, abaixe esse discurso preconceituoso de vítima, não é disso que se trata.

  23. Falando como publico e como baterista, ta faltanto sacada para os produtores nacionais,já fui em alguns Cedos&Sentados, e maioria do publico são integrantes de outras e bandas ou algo da cena independente,então acho que não precisa de toda essa preocupação quanto a produção do show ,este preciosismo todo, afinal o publico de terça no studiosp ta ligado que são bandas independentes e não esperam grandes produções e sabem definir muito bem
    o proposito. Mombojo menos né rapaziada, vcs sabem que studiosp não tem uma bela estrutura, mais que rola!!!Agora pagar de “estrela” numa casa dessa é lance de vacilão.Foi muita falta de bom senso com a banda Elma,qual não conheço o som, mais me depearei com essa história. Mombojo seu publico e este, qual gosta de estar proximo e trocar idéia, agora pagar de banda ultraprofissonal numa casa dessa é coisa de otário,sua produtora esta atrasada, ela ta achando que o publico alternativo é igual do Luan Santana, sem noção !!!!

  24. o nome já diz tudo, eles estão fora do eixo. de verdade bernardo, não te conheço, não sou de sampa, mas gosto do som do elma, se não me engano foi o cesinha lost que apresentou.
    Esse fora do eixo, é uma babaquice de verdade, conseguem uma grana do governo nervos para num fazer nada de concreto, fui num debate desse cabilé, e fiquei envergonhado de ter trabalhado no meio do independente, sobre o studio sp num conheço e prefiro num falar, porém a atitude foi ridicula. e o mombojó, ah! o mombojó, com relação a eles apenas tenho dó, de músicos que se acham, e num saem da sombra na verdade de outros. e meninos, coitado dos meninos, todos com mais de 30 anos, que não sabem como funciona o meio independente (tem q se ajudar). só acho o seguinte bernado onde foi seu erro, dá tanta importância para isso, manda para aquele lugar e boa… me lembro que na época do killing chainsaw (era roadie, empresário, fotografo, hahaha) as vezes qdo íamos tocar em sampa, tinhamos que correr atrás de bateria e ampli, pois as casas num tinham…. enfim.. continuem fazendo o que melhor fazem elma, tocando e fazendo som de qualidade. Lembra de qdo vcs tocaram em londrina? era um parceiro do fora do eixo que fez, e num teve nem divulgação, pois o show já estava pago, é assim que eles trabalham…

  25. Por isso que escrevo com todas as letras no meu blog – http://dynamite.com.br/jukebox/ – que esse pessoal do Fora do Eixo é, em sua maioria de 99%, mal caráter. Uma vergonha a atitude do Capilé e do Mombojo. Abrafin abra suas contas na INTERNET para todos!!!

  26. na boca miuda eu tenho chamado isso do “MEIOSTREAM” do Studio Sp e sua tchurma.

  27. Ricardo Couto: eu sei que você escreveu pra manifestar algum tipo de apoio, mesmo desse seu jeito, digamos, rústico, mas por favor não me associe com absolutamente nada disso que você disse ou pensa, meu primeiro impulso foi responder simplesmente mandando você tomar no cu (ainda bem que não fiz isso, só pensei!). E não foi porque você não gostou da minha banda, pode ter certeza.

    André, não sinto como se o episódio tenha pesado tanto na vida do Elma, de inúmeros shows que já fizemos e viremos a fazer, foi só um que não rolou. Mas acho importante mostrar como vi os envolvidos agindo.

  28. E uma correção, não acho que tenha realmente feito som em noite de quatro bandas no Studio SP, mas com três já rolou algumas vezes só este ano.

  29. Um monte de comentários preconceituosos contra o som das bandas como se isso tivesse a ver com o problema mas, será que se o som do Mombojó agradasse a quem falou que é um lixo o problema não teria ocorrido? Não tenho tanta certeza. Sou de BH e a falta de organização por parte de casas de show/produtoras é algo que ocorre por todos os lados. Já vi coisas ridículas acontecerem por aqui também, do tipo a banda sobe no palco com o show atrasado devido a problemas da casa de shows e é obrigada a tocar com um som meia boca e com várias restrições devido as atrações que virão a seguir. Isso rolou com uma banda daqui, a Transmissor, e eles disseram que só subiram ao palco naquele dia por causa dos fãs que foram lá. E que nunca mais tocariam nessa casa.
    O artista nessa hora é massacrado e execrado por quem está de fora só “comentando” o caso, enquanto quem também está por trás da podreira toda – produção/organização/casa de show fica lá rindo e garantindo sua grana com seu oportunismo barato!

  30. Em Cuiabá de onde sugiu o Sr. Pablo Capilé com seu sistema, era igualmente isso ai, shows sem horario, nao tinha suporte pras bandas, precario sistema de som, o banheiro como citaram ai as mesmas condicoes, pilantragem pura e muito mais, quando alguem nao faz o que eles querem e como querem começam a limar e queimar as bandas do ‘circuito’ e para outros festivais tambem, ou seja bla bla bla e pura enganaçao

  31. No comunicado do Studio SP e Fora do Eixo a respeito do barraco todo eles mentem na descrição da alternativa que ofereceram pro Elma. Isso já estava explicado no meu texto.

  32. E volto a repetir aqui com todas as letras. Acho paia o que aconteceu com o Elma, mas faço questão de dizer que acho o Fora do Eixo uma iniciativa muito legal mesmo.

    Este papo que os caras pegam dinheiro público como um problema é hilariante. Os caras fazem festivais só com a cena local de músicos, formam técnicos, estimulam a cena local e fazem bem para as regiões onde eles moram. Dinheiro público mais bem gasto impossível.

    O Planeta Terra tb pega dinheiro público, o SWU tb e o impacto desse dinheiro (que é de um valor muitas vezes maior) é irrisório para a comunidade artística brasileira – ah, e os ingressos são uma fortuna.

    O Fora do Eixo resolve a orgnização em várias frentes de pessoas que não tinham onde tocar e isso é do caralho. Se nem todo mundo se sente contemplado, parem de chorar e corram atrás.

    E outra coisa, quem menos tem a ver com essa mancada com o Elma é o FDE. O Mombojó que não aceitou tocar depois e o Studio SP (SP, é bom lembrar) foi quem contratou o Elma.

    Não venham trazer discursos de ódio aqui no Guaci. Sou o dono do blog, mineiro, vivi em SP 12 anos (onde fiquei amigo do Berna), morei em BH e Brasília, se isso aparecer de novo por aqui o block vai comer solto.

  33. Assim como o próprio Mombojó e o Studio SP, né Bernardo?

    Quem tinha poder de decisão sobre a participação do ELMA, era o bar, que era a contratante do show do Elma.

    Concordo com vc, o fato de não haver show foi uma merda, mas a existência do circuito não é nem um pouco ruim. Faz bem pra maioria das cidades onde ele acontece.

  34. Bom, isso só vem comprovar o quanto é furado esse esquema “fora do eixo”, “Indie”, auto-gestão” e bla-bla-bla. Mas independende disso, vc tem que respeitar o fato de eles terem estrutura(produtores) para cuidar de coisas desse tipo. Outra coisa, pra vc ver como são as coisas, o nome de vcs foi usado pelo Capile aqui em Cuiabá como motivo das bandas locais não passarem som, lógico, ficando esse espaço para as bandas de fora, com certeza para fazer média com os mesmos. Por ultimo, agora que eles foram embora daqui, entre em contato com algum produtor de nossa cidade(Cuiabá) e venha tocar por aqui, pois aqui curtimos muito o som “pesado, hard” e não esse “peseudo-rock-intelectual-chato” que tentaram por muito tempo fazer a gente engolir. Obs: não é a toa que Capilé, Vanguart e Macaco vazaram daqui. Abra o seu olho.

  35. O lance é: a condição do Mombojó de só tocar sozinho no Studio SP estava clara para o Studio e para o Fora do Eixo. As duas partes (que acabaram de assinar um comunicado em conjunto, alias, acho isso importante) sabiam que a noite já era agendada pro Elma. Isso se o Mombojó estivesse sendo transparente.

    Porem, pra complicar (e não é nem um pouco por acaso que a história é complicada nesse grau de dificultar o esclarecimento), segundo o Fora do Eixo a produção do Mombojó estava ciente de haver outras bandas marcadas na mesma noite (chegaram a ser duas) e, como expliquei antes, inclusive pediu o rider de ambas pra ver a possibilidade de adaptação da situação. Isso no final se mostrou um falso aceno de flexibilidade por parte do Mombojó pra ir gastando o tempo que havia pra resolver de verdade a situação, pois sentaram em cima desses riders por algum tempo sem fazer absolutamente nada, e depois deram isso por não dito, pressionando para que saíssemos da noite.

    Eu acho que isentar qualquer um dos três é bobagem. Eu concordo que quem tinha o poder de limar ou não o Elma em ultima instância era só o Studio, porem.

  36. Vale explicitar uma coisa: o Circuito Fora do Eixo tem quatro shows do Mombojó comprados (que eu saiba, a serem realizados), e esse de anteontem era um quinto show que eles ganharam de brinde no pacote como contrapartida, para o qual só foram pagos os custos de produção, e não cachê. Logo, não convem ao Fora do Eixo se indispor com o Mombojó publicamente agora.

  37. Contrapartida é otimo, Capilé adora essa palavra, comem o seu cú e ainda querem gozar na sua cara.

  38. Duas coisas:

    1. O papo desse Eu é caidaço.

    2. Tô com o lauro nessa, bom senso nunca é demais: Este papo que os caras pegam dinheiro público como um problema é hilariante. Os caras fazem festivais só com a cena local de músicos, formam técnicos, estimulam a cena local e fazem bem para as regiões onde eles moram. Dinheiro público mais bem gasto impossível.

    O Planeta Terra tb pega dinheiro público, o SWU tb e o impacto desse dinheiro (que é de um valor muitas vezes maior) é irrisório para a comunidade artística brasileira – ah, e os ingressos são uma fortuna.”

  39. Também não isento não Bernardo. Acho que tem cagada do Fora do Eixo nessa história também que devia ter cancelado o show do Mombojó. Se os caras estavam reticentes, bem provavelmente também não queriam tocar.

  40. Não acho bom comentário anônimo (e vago!), mas tambem não curto muito que se rebata criticas alegando que não passa de ressentimento / inveja / etc.

  41. bernardo (olá e há qto tempo!!!!)

    Bom saber notícias suas, infelizmente a partir de um péssima notícia.

    Quanto a tudo isso, tenho nada prá falar não…só lamentar mesmo….
    Mas a idéia lá do começo de fazer um show na rua da tal casa não é má….

  42. Meus queridos amigos, posso lhes afirmar categoricamente que aqui em Cuiabá eles não formaram nenhum técnico, os que aqui tem tiveram sua formação feita em outro lugar, e esse pessoal saiu daqui devendo a muitos(tecnicos, sonorização) ou quase todos. Coisa séria não é com eles, tudo deles é meia boca, só bravata, tipo mentirinha de politico. Pergunte a qualquer banda local que tocou no ultimo Calango se eles pagaram os 500,00 (em especie) acordado?

  43. Bem, pelo menos é um aviso dos malefícios de se terceirizar seu “eu” (no caso Monbojò) nas mãos de gerentes.

  44. Olha só: eu não gosto de Mombojó de jeito nenhum, nunca gostei, acho muito besta. Mas pelo menos deles eu já ouvi falar.

    Isso me cheira a mimimi de banda que não tem moral, hein!

  45. Acho que quem quer defender o FORA DO EIXO tem que ir mais afundo, converse com as bandas e produtores de Cuiabá.

    Eles vão sempre crescer e ter massa de manobra todo dia tem gurizada começando banda nova dispostos a limpar o banheiro dos caras e estender os tapetes vermelhos pra eles.

    É tudo na troca mesmo né Palestra do Sr. Pablo R$ de graça kkkkkkk e banda tem mesmo que tocar de graça ta no site O Inimigo, pagar passagem, dividir a cama com dono da casa que aceitou hospedar em sua casa alguns estranhos pra sua banda poder tocar também e comer o que tiver tipo lasanha com 3 fatias de mussarela e feita com gordura de carne seca em uma tijelinha de 30 cm para ser dividida com 8 pessoas.

    Fantastico viva o Fora do Eixo, liga aqui em Cuiabá e pergunte do Espaço Cubo do Sr. Pablo Capilé.

    Anote aí pessoas que se envolverem com sistema CUBO vocês tem 90% de chance de futuramente estar registrando em algum blog ou site o seu transtorno e indignação e vai estar com cara de palhaço e igual todas as bandas de Cuiabá que tiveram parceria com eles, isso é fato está registrado é só procurar.

    boa sorte e logo eles estarão indo embora de São Paulo também deixando uma multidão de pessoas querendo sangue deles além de dívidas e enroscos para que assim como os otarios cuiabanos os otarios paulistanos se virem com o que sobrou.

    Aposto que eles vão para Argentina (ou talvez não lá eles fazem muito panelaço)

    Boa Sorte Paulistas (ah! os relatos já começaram e eu nem havia parcebido)

  46. foda são esses comentários do tipo “bah, é ressentimento/ciúme por não ser grande como fulano de tal”.
    a pessoa já tá tão acostumada a essa escrotidão que, sempre quando vê uma manifestação contra como a do Elma, reduz a isso. aí fica difícil conversar.

  47. Postando aqui o mesmo que respondi para o Fred quando ele se posicionou no Mural do Facebook do Bernardo:

    Vamos lá Fred. Me coloquei a disposição da Tréplica. Foi uma escolha consciente não bancar o elma as 21h da terça, em nenhum momento dissemos o contrário e expliquei detalhadamente os motivos. Tinha uma fila de 500 pessoas na porta na hora em que a decisão final foi tomada. Como o bernardo disse a opção de tocar depois foi oferecida pela primeira vez 4 dias antes do evento. Dava sim pro MOMBOJO tocar as 21h acabar o show as 22h e vcs entrarem as 23h. Uma hora de diferença é ruim? Sim é, mas não é essas 2h e meia que vc ta falando e resolveria a situação de uma melhor forma. E obviamente que se tivessemos acordado 4 dias antes vocês passariam o som normalmente durante a tarde, marcariam a posicão dos equipamentos e deixariam a cena salva na mesa digital. Esse papo de termos medo de perder banda “grande”é balela, só tinhamos feito um show do MOMBOJO antes e deixar de fazer a partir desse momento também não mudaria em nada nossos trabalhos e nossa trajetória. Temos um LONGO histórico de apoio a bandas independentes, de bandas novas e de bandas em estruturação, faz uma pesquisa minima ai na cena e avalia. Só nesses tres meses foram mais de 100 shows em SP, me diz ai quem ta fazendo isso? Que outra organização ta promovendo tantos shows? Da uma olhada na lista de bandas que se apresentaram e veja quem nos priorizamos! Já tivemos problemas com bandas? Já varios, foram mais de 10 mil que ja trabalharam conosco até hoje, seria impossivel agradar a todas, mas pode ter certeza que a IMENSA MAIORIA é satisfeita, entusiasta e trabalha junto pra parada crescer. Sai fazendo uma pesquisa ai e traz o resultado pra nós. Quer ir a fundo mesmo? quer debater nossa postura enquanto apoiadores das bandas? Peita essa pesquisa ai, te passo a lista das 100 bandas que tocaram conosco esse ano, tu liga pra cada uma e pergunta o que elas acharam, ai traz o resultado aqui pra gente ver.Talvez a pesquisa conclua que de fato nos preocupamos com os artistas e que eles gostam do trabalho que fazemos…arrisca aí! Não fugimos da negociação desse show em NENHUM momento, estivemos la até o fim, da mesma forma que estamos aqui agora botando a cara a tapa pra explicar nossa posição, somos do debate e não vamos fugir dele. Já disse que tamo afim de resolver, estamos afim de fazer com que esse debate avance, de tirar lições e avanços disso. Topam um debate público presencial? Olho no olho? Tet a tet? Com todos os que aqui comentaram e mais outros musicos que quiserem falar desse tema. Transmitido pela tuitcam, com mais pessoas podendo acompanhar e participar. To dentro mano, hora que vocês quiserem, onde quiserem. Ficar nessa aqui leva pra onde? Pra mais caos? Quem nos conhece não vai mudar um fio de opinião sobre quem somos, quem já não gosta vai continuar não gostando, a mesma coisa pra vcs , pro mombojó e pro Studio Sp. Se alguém desconfiar das nossas intenções por causa desse episódio era pq não tava a fim de se aprofundar, só quem não conhece ou quem nao quer conhecer vai medir o que estamos fazendo com a rêgua de uma exceção, que de MUITO mas MUITO MESMO foge a regra. Eu proponho que avançemos, nos reunamos pessoalmente, agendemos um novo show FDE x ELMA e mostremos que de fato estamos pensando na música e na cena. Foi uma merda pra todo mundo? Foi. Vamos aumentar o fedor ou visualizarmos oportunidades em meio a crise? É bom pra cena continuar a treta? As pessoas tão satisfeitas com a pancadaria? Não tenho essa convicção! Já reconheci onde acredito que erramos e se vocês acharem que não erraram foda-se. Nos erramos e vcs não, é isso? Eu topo! Tamo disposto a buscar solução. Mas se quiserem debater aqui eternamente, nos tambem estamos no jogo. abras!

  48. Em cuiabá como em qualquer outra cidade existem os recalcados que morrem de inveja do sucesso alheio.

    Os caras do Cubo e que depois virou Fora do eixo, mudaram completamente o panorama da cidade. Trouxeram muitas bandas, levaram bandas, lutaram no forum de cultura, provocaram outros coletivos a se organizarem, deram oportunidade pra cena aparecer.

    Gente que reclama sempre vai ter, tem um monte de banda aqui que se acha melhor que Macaco Bong e Vanguart e fica revoltada de não conseguir o mesmo espaço, e ao invés de correrem atrás ficam tentando achar resposta pro seu fracasso nos outros.

  49. Pra vc ver a filha da putisse, os caras fizeram mais de 100 shows em 03 meses e não convidaram sequer uma banda cuiabana para participar. Detalhe, ganhando 500,00, porque aqui sempre foi de graça.

  50. Minha querida Giulinha, quem venceu foi o Pablo, não foi nenhuma banda(incluindo macaco e vanguart), ele inventou um negocio otimo pra ele, um modo de sobrevivencia, um emprego ótimo. Vc com certeza não deve ser de cuiaba para saber do “grande legado” que ele deixou. Pablo vc é um genio, parabens!

  51. O Mombojó apagou todos os comentarios na pagina da banda (de uns quarenta tinha mais ou menos meio a favor deles). O melhor, que vai ficar pra sempre gravado na memória, foi “Escrevi e saí correndo, pau no cu de quem tá lendo”.

  52. boicote ao studio sp por favor, puta lugarzinho escroto, esse é mais um dos escandalos dessa playboizada pseudo-intelectualizada e arrogante

  53. Lauro Mesquita Diz:

    26/05/2011 at 13:43
    Ricardo Couto deve ser um skinhead ou alguma merda dessa. O Elma tem mineiros e paulistas e pare com esse papo de preconceito regional. Pernambucanos, cearenses, gaúchos, cuiabanos, capixabas e o que for tocam todos juntos em SP, no Rio, no Jambolada em Uberlândia ou no Calango em Cuiabá. Quem alimenta esse tipo de ódio não merece tocar em lugar nenhum mesmo.

    O Studio se chama SP e a produtora do Mombojó é paulista. Portanto, abaixe esse discurso preconceituoso de vítima, não é disso que se trata.

    Concordo plenamente com o cara, são todos músicos, bandas “pequenas”, ou seja, deveriam resolver esse tipo de situação de forma prática, rápida e harmônica. Essas coisas acontecem e o melhor é deixar passar sem stress, mas sempre expondo a insatisfação, que necessita ser exposta de IMEDIATO. E reforçando o comentário do Lauro, parem por favor com esse preconceito regional, todos tem noção da cena musical de sua cidade, sou de Recife e garanto, a coisa aqui tá fervendo, como em todo o Brasil e as bandas não migram pra SP por causa do “foco”, é o público que pede. O problema é que o pessoal do Mombojó é estúpido, até curto a banda, mas eles são um saco, sobretudo o vocal.

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