Pout Pourri e Cosa Brava: postagem de palpites infundados

O Fumaça ainda não entendeu qual é a de 2011, mas acha legal.

Tá difícil ter blog em 2011. O meu ano começou com tudo, com artigos pra entregar, coisas em casa para arrumar, uma porção de aulas, contas. um novo morador no Guaciara imóvel (o Fumaça) e sem muito o que dizer a respeito do que acontece por aí. Fora os artigos, mais ou menos longos, que escrevo por agora, não tenho nada pra falar sobre o que chama a atenção de todos. Bem, gostaria, mas tá difícil. Se eu pudesse e o meu dinheiro desse aproveitava que estou estudando o Caravaggio com embalo e fazia uma postagem diária sobre cada pintura. Mas não é pro meu bico.

De qualquer forma, faço um pout-pourri. Vagabundo, impreciso, sem grandes nuances. Quem lê-lo não vai aprender nada. Não digam que eu não avisei.

Sempre odiei pout-pourris. Quando eu era criança, os discos infantis com artistas da música popular brasileira, em maíusculo ou minúsculo, eram cheios de faixas que juntavam num arranjo conveniente músicas das mais variadas épocas.

Era meio matinê de baile de carnaval, meio falta de tempo no estúdio, meio transformar todas as músicas em uma só. Mas me confundia todo. Não sabia se o Pirata da Perna de Pau era ou não era parte de Ala la ô. Para mim era uma música só.

Como tudo o que vou dizer não traz novidade nenhuma, é ligeiro, é rasteiro e é preliminar, acho que essa ligeireza formal do medley faz sentido.

Ao invés de começar com “pula fogueira iá iá, pula a fogueira iô iô”, falo dos rolos recentes envolvendo o MinC. Numa boa, militantes com reivindicações mais do que legítimas parecem meter os pés pelas mãos agora que um grupo com posições diferentes ocupou o ministério.

Pra mim é muito difícil escrever sobre o tema. O meu irmão trabalhou no ministério durante a gestão do Juca e eu não queria que pensassem que o que eu penso tem algo a ver com a passagem dele e nem que confundissem a minha opinião com a dele.

Mas já que o clima é de pout-pourri, vamos no que concordamos. Como o Lauro, tenho ótima avaliação da atuação do Ministério da Cultura durante o governo Lula. Considero que os avanços foram maiores que os tropeços, embora os tropeços também tenham acontecido. No entanto, agora, o modo como militantes de internet arrumaram para garantir esses avanços me parece equivocado: pedir a cabeça da ministra Ana de Hollanda, que mal começou a trabalhar. Não sabemos o que a presidenta pediu a ela, como ela pretende fazer isso.

A crítica deveria tentar entender as possibilidades e o que dá pra fazer diante das novidades. Entender o arranjo de forças, quem atua com que poder nos ministérios. Por onde dá para forçar as pautas. Criar abaixassinados semanais na Avaaz além de ingênuo dá de barato que um ministro é um todo poderoso. As coisas são mais complicadas.

Ontem, no Twitter, li um post que criticava uma entrevista da Ministra que não li. Segundo diziam, ela se atrapalhava em temas como a economia da cultura. Ao invés de se criticar os erros, os radicais de web entraram numas de que economia da cultura era maligna.

Desculpem-me, mas a gestão Gil-Juca aprofundou a discussão do aspecto econômico da cultura e deu papel a uma coordenação responsável pelo assunto. Isso foi muito importante e é bom que seja criada uma secretaria especial sobre o tema. A estruturação de um meio cultural profissionalizado e com papel estratégico na economia do país é fundamental.

Precisamos reforçar as pautas que consideramos importantes e nos esforçar por uma política de Estado que democratize e sofistique a produção e circulação cultural no Brasil. Ao invés de barrar o diálogo, ou ajudar o poder público a interrompê-lo, devemos abrir mais espaços de discussão.

Acho que é hora de forçar as pautas, não entrar em campanhas inglórias. A desinformação tem sido fermento dessas campanhas. Já li cada absurdo na rede. Desde uma suposta privatização do MinC até coisas mais engraçadas, como um factóide em que a ministra era indicação do Aldo Rebelo.

Pra falar a verdade, nem sei se o Aldo Rebelo conhece a ministra. Ela sempre fez parte de grupos petistas e esteve em uma Funarte petista. Além disso, é desse grupo mainstream da arte brasileira. Esses cariocas da zona sul que tocam bossa-nova e andam com gente do clube da esquina. Mas nunca soube relação nenhuma da ministra com o neo-ruralista. Aliás, ninguém do PC do B da gestão anterior ficou no prédio do MinC e nem nomes com projeção – como o Célio Turino – voltaram. [Só um colchete:  o Aldo Rebello tem alguma entrada no governo federal? As notícias que me chegam estão relacionadas à sua atuação em São Paulo, suas negociações com o Kassab, essas cagadas]. A Ancine continua na mão do partido, mas isso independe do MinC.

Por fim : Ninguém vai trocar ministro com seis meses. É bom que ninguém troque ministro em apenas um semestre de governo. Quem quer que deseja isso, proponha uma alternativa melhor e viável. Baseada em pautas claras e na factibilidade delas. Não é o caso de se personalizar, mas de criar uma fricção para que as pautas do MinC de Gil e Juca sejam aperfeiçoadas.

Esse modo de fazer política sem políticas a serem propostas e detalhadas tem atrapalhado mais que ajudado. Causas que parecem justas, como evitar a construção da Usina de Belo Monte, até agora foram mais prejudicadas do que auxiliadas por sua web militância. Quem não participa desses debates ou desconhece, fica numa duna de areia sem bússola.

Eu que sou ignorante no assunto não tenho posição sobre a construção da Usina de Belo Monte até hoje. Entram com essa política toda apoiada em termos abstratos e eu sou burro. Ficam numa luta entre o bem e o mal que parece não esclarecer qual é o papel da floresta e nem sugerem um programa energético alternativo. Ficam a dizer que Belo Monte é inútil e que as pessoas que bolaram a usina são cruéis.  Que é a engenharia do Armageddom e que os engenheiros são arautos da magia negra. Calma aí. Menos contos de fada e mais saídas. Assim não dá.

Do outro lado, também dizem que todas as reivindicações são perfumaria ou foram atendidas. Eu fico sem ver nem os navios.

Quero saber de formas melhores de energia. Todo mundo que fala de energia eólica, nunca me apresentou argumentos que me convençam. Parece que polui, parece que o royaltie é caro e a transmissão também. Tá aí outro assunto que a militância destemperada dos dois lados me confundiu mais que esclareceu. Os problemas do MinC, que avançaram tanto em tão pouco tempo, merecem destino mais glorioso.

Bem, depois de muito falar sobre o que nada sei ( só faltou dar palpite sobre o Egito), queria comentar que toda hora em São Paulo tem coisa boa pra ver. A mostra sobre a Arte Povera no SESC Belenzinho é admirável e o show do Yusef Lateef no último fim de semana foi emocionante.

Eu ainda queria falar sobre um debate sobre o fim da crítica, ligado a outro sobre suposta “horizontalização da cultura”, uma nostalgia de 1968 que parece ser o veneno da burguesia do sudeste que pretende fazer arte politizada e, por fim, afirmar que para os brasileiros as greves de 1978 são mais importantes do que 1968. Mas isso é para depois, papo de gente que não foi criado a leite com pera.

Como eu sempre chego depois, só fui descobrir o melhor disco do ano passado em Janeiro: é Ragged Atlas, do Cosa Brava conjunto novo do maioral Fred Frith . Mais uma vez ele aproveitou a sua velha obsessão com a relação entre imagem e som e fez um belo filme da apresentação do grupo na França. O filme não tem a menor graça, mas a música é sensacional (alias, a combinação Frith e Zeena Parkins sempre dá certo. Dois gênios, não é?…) Segue:

ATÉ AGORA, A MELHOR COISA QUE LI SOBRE O IMBROGLIO DO MINC FOI O TEXTO DA PROFESSORA GISELLE BEIGUELMAN.

22 comentários sobre “Pout Pourri e Cosa Brava: postagem de palpites infundados

  1. Rafa, imagina uma mesa redonda sobre pout pourri? O mediador abria os trabalhos e o primeiro pesquisador mostrava toda a sua pesquisa sobre Jive Bunny and the mastermixes.
    Mais ligado à discussão sobre o cancioneiro brasileiro, um recém doutor expunha as fraturas expostas das opções de estribilho nos discos infantis do MPB 4. Aí, aquele cara mais “criativo”, ligado nas novidades, falava da série “O som do barzinho”.

    Antonio, mais uma vez, veja só. Desta vez fala de uma mudança mais do que de um fim. Uma mudança, nas artes plásticas, não conheço as outras áreas, que daria como terminado o tal crítico militante. Que escancararia as suas posições e tentaria legitimar alguma vanguarda, ou um modo de se pensar a arte. O assunto é longo, a objeção não é boba, está meio na moda em círculos acadêmicos, mais do que na crítica menos universitária, mas acho que merece uma crítica bem feita.

  2. e eu tambem nao curtia pout pourri porque me lembrava chambinho…

    e eu gostava de chambinho…

    e so nao gostava de pout pourri…

    e tinha em todo disco do trem da alegria…

    e eu transava um thundercats…

    uou…

  3. e tenho uma critica em relacao ao bichano… porra, eu gostaria que voce trocasse pra padre gato…

  4. Puxa Tiago, de fato, você bem que poderia ler um pouco mais sobre Belo Monte e as grandes barragens na história passada e presente no Brasil! Depois disso, me explicar porque um governo popular e de esquerda pode agir, nesta questão, da mesma forma que os militares, a mesma lógica, o mesmo discurso ufanista, tecnico-burocrático autoritário. Deixo aqui para vocês apenas dois links, vale a pena ler até o final, e um vídeo:
    http://www.jornalja.com.br/2011/02/12/belo-montetucurui-hoje-como-ontem/

    a entrevista de um especialista: http://desinformemonos.org/2011/02/ofensiva-do-capital-contra-os-povos-indigenas-e-camponeses-e-global/5/

    um video: http://www.youtube.com/results?search_query=tucurui+a+saga+de+um+povo&aq=3

    abraços,

    ruben caixeta

  5. Rubinho, muito obrigado pelos endereços e pelo filme. Vou ler, ver e tentar entender melhor. Agora, como desavisado, te dou um toque de quem também já militou em outras causas: evite essa comparação com os milicos. Não explica nada, vilaniza e atrapalha mais do que ajuda a participação política de vocês. Não é verdade que o discurso do governo Lula se asssemelhe com o do Geisel. Basta ver o achatamento salarial e a expansão noutro (estou convencido que direitos sociais são uma ótima forma de preservação ambiental,m talvez uma das medidas mais importantes). Além disso, vocês já começam colocando quem pensa diferente em uma posição constrangedora. Sem isosnomia. Assim, fica difícil contrargumentar. Parece que quem defende a usina é, ao menos, um sicofanta. Acho que não é assim.

    Como imagino você, que conhece o riscado, tenha razões muito mais profundas para sustentar suas posições, não precisa constranger quem pensa diferente. Acho mais interessante comparar projetos e sugerir alternativas que dizer que a Dilma não é de esquerda (é claro que é). O desenvolvimento dos milicos foi feito as custas da expansão da miséria. Na década de setenta isso já era lido no “1975 São Paulo Crescimento e pobreza” (que ainda me ensina muito). Não conheço nenhum estudo sério que mostre que a expansão econômica brasileira esteja a produzir miséria, bem como suspenda os direitos de protesto.

    Por fim, até agora, todos os engenheiros com quem conversei me disseram que energia eólica não é um bom argumento. Alguém sabe alguma coisa sobre isso?

    Mais uma vez, muito obroigado Rubinho!

  6. Rubinho, já que vc conhece um pouco melhor sobre o assunto, poderia ajudar pessoas sem argumentos, mas com simpatia à causa que vc defende. Uma boa maneira de fazer isso é escrevendo um texto para o blog. Publicaríamos felizes da vida.

    abs

    Lauro

  7. Tiago, não trata-se de desqualificar de imediato o argumento de quem é a favor de Belo Monte, neste assunto (e em muito daqueles referentes ao meio ambiente), trata-se sim disso: o discurso e a prática de uma certa esquerda (sobretudo da velha esquerda, tipo PC do B, mas também do PT)são idênticos ao do nacionalismo de direita. Lógico que o governo Dilma (e fiz campanha para ela, no segundo turno) é de esquerda, mas esta esquerda é múltipla, e, hoje, tem de tudo ali. Outro dia eu falei assim, puxa, o PT não pode ser tão reacionário assim neste assunto do meio ambiente, este partido que eu ajudei a construir, deixo ir lá no site do PT, deixa eu ver o que os caras estão pensando, deixo eu tentar argumentar com eles, assim não dá!, será que não enxergam que a agenda hoje é outra, será que acreditam que a tal mudança climática é invenção de um bando de xiita ecologista, e, por aí vai, aí, eu tive acesso a uma entrevista do Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento (a secretaria chama-se assim) do PT, ouvi o cara falar, na TV PT, um tal de Júlio não sei o que, 15 minutos; perdi meu tempo, o cara era de uma crueza terrível, um discurso tão atrasado, tão ultrapassado pela realidade, pensei, é, não tem jeito mesmo não… o melhor é ouvir o que os movimentos sociais, os índios, o Movimento de Atingidos pelas Barragens, o que eles têm a dizer sobre isso…. Talvez apenas a mobilização popular possa fazer o PT e o governo Dilma ajudar a mudar a lógica predatória do capitalismo… Estou para escrever algumas coisas sobre isso, vou te passando. Um abraço, ruben

  8. Também acho que a discussão deva ir por aí, pelos movimentos populares como o MAB e o MST. Aliás, acho que é hora da esquerda tentar salvar suas instituições. Por isso defendo o PT. Não existe outro partido no Brasil que tenha abertura para estes debates. Não existe outro partido no mundo que tenha diálogo com movimentos como o MST. Aliás, duvido que outro governo receberia os sem terra. Fora PT, PC do B e o PSoL (que é uma federação de caciques), ninguém mais faz isso.

    O PV, inclusive na campanha, os tratou como bandidos. Imagino que o Gabeira escute a sigla e já responda no automático ESTADO DEMOCRÀTICO DE DIREITO!!!
    Mudando de assunto, seria uma legria imensa contar com um texto seu Rubinho.

  9. Esse texto aqui bomba no google quando se pergunta por grana x belo monte http://www.nei.com.br/artigos/artigo.aspx?i=102. Achei que apresenta uma boa argumentaçao quando fala do sentido dos investimentos na area, se hoje em dia nao e viavel (e. eolica e solar) nao estamos trabalhando para que venha a ser; e DEVERIA ser, pois trata-se de uma questao estrategica em varios sentidos. Acabei lembrando muito de um texto do Dema que falava sobre a importancia das inovaçoes. Da mesma forma, podemos citar a energia que pode ser obtida do lixo, das estaçoes de tratamento de esgoto e por ai vai. Nesta lista eu incluiria facil facil a energia nuclear, mas sei que isso e um palavrao em muito lugar. Peço perdao pela falta de acentos, devido a alguma coisa aqui neste teclado.

  10. Rubinho, já te escrevi, não sei se pro email certo , já liguei várais vezes pros números que eu tinha e não consigo falar com voce. O Mateu disse que mandou um livro pra mim aos seus cuidados. será que ainda tá com você? se estiver como faço pra pegar?
    abcs

  11. Importante artigo, Gilson. Eu tava precisando dessa síntese de custos. E parabéns por cogitar energia nuclear, também considero ótima saída!

    Pra mim, a importância maior de se construir Belo Monte é porque deve ser a última chance de se fazer uma usina desse porte no Brasil e pra salvar o rio Xingu da degradação grileira que ele já está exposto hoje.

    Não vejo possibilidade de “parques” de energia eólica em larga escala. Já a energia solar, devemos mesmo pesquisar muito pra ter tecnologia nacional com materiais mais baratos e menos poluentes. Mas contar com o Mercadante… podemos?

  12. Tiago, fico feliz q vc tenha colocado Belo Monte em pauta, acho importantíssimo que tenhamos condição de discutir alternativas energéticas frente a projetos mega, ser propositivo e taus… posso estar enganado, mas acho q o governo Lula não teve fôlego, nem vontade política, para colocar essa discussão em pauta, ampliando o debate e investindo, como lembra o Ceara, em pesquisa e produção de material barato e menos poluentes afim de desenvolver alternativas menos impactantes, os “militantes do PT” (digo os das redes sociais, claro) tbm parecem não muito interessados em pautar e disseminar a necessidade de viabilizar o crescimento economico, como sugere Gilson, em taxas chinesas, de forma sustentável (grande aporia desse discurso)… um empreendimento dessa monta cercado de poréns, suspeito inclusive nos tramites de licenciamento, deveria no mínimo ser adiado até que as condicionantes e inúmeros poréns fossem esclarecidos e debatidos com os atingidos, isso antes de cavar o buraco que, certamente, vai sepultar a alegria e a vida das pessoas; índios, negros e brancos, que serão “deslocados” e “desapropiados” pelo empreendimento…. grande abraço guaciara!
    p.s. não acho, de longe, que Belo Monte é a solução para a degradação grileira no Xingu e alhures, pelo contrário…

  13. Ceará, grande fazendas não sei, mas se forem criados os meios de fazer, que sejam feitas (abraço Gênesis). Nos meus sonhos mais molhados cada alto de morro de propriedade rural teria umas meia dúzia de catavento, isso consorciado com a produção tradicional dos sítios. Mas nunca parei pra pensar na viabilidade disso. Dizem que em Osório no RS tem um monte de turista que vai pro lugar só pra ver o parque eólico, não sei se isso entra na conta na hora de ver a viabilidade do trem.

  14. Paulinho, acho que a discussão em seus termos é o que eu quero para aprender e me posicionar. Aliás, não topa escrever um texto sobre o tema? Publicaríamos com muito orgulho e muita metideza. Bem, sobre os direitos autorais, li o melhor texto sobre o assunto hoje, np blog do Pablo Ortelado (professor da USP Leste)
    http://www.gpopai.org/ortellado/?p=13

  15. Contraponto governista:

    http://www.blogbelomonte.com.br/2011/02/14/por-que-belo-monte/

    Gilson, claro que temos de focar em energias mais limpas e a energia solar devia ser nossa favorita em casa, mas por enquanto só dá pra uso não elétrico. O fim do chuveiro elétrico tem que ser logo. Fim do uso de combustível fóssil tá mais díficil… Antes disso, temos milhões de carros pra tirar das ruas… Comecemos por nós mesmos. 😉

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