Harun Farocki: O fogo que não se apaga (1969) e links

Uma das discussões mais interessantes atualmente é de certa materialidade da imagem. Cineastas e artistas, como Douglas Gordon, Christian Marclay, Andrea Tonacci, Marcellvs e, sobretudo, Jean-Luc Godard, se põem a manipular essas maifestações luminosas como recortes que se tornaram significantes sem significado. Um sujeito que discute imagem o tempo todo é Harun Farocki.

Neste filme da juventude, ele, bastante influenciado por Straub e Huillet, encena as relações íntimas entre o napalm, o a guerra como espetáculo televisionado e a acumulação de capital. A impressão final é de que quando ele retira as imagens chocantes do Vietnã, tudo parece mais violento. É o primeiro filme dele como cineasta profissional e, junto com o Franco atirador (do Michael Cimino), o mais forte um dos mais fortes que eu já vi sobre aquela guerra.

Atualização: Depois do que o Rodrigo disse e mostrou, não dá mais pra sustentar o que eu escrevi em cima. Ainda tem Corações e Mentes, Nascido para Matar e uma lista quilométrica que ele sabe de cor e salteado.

9 comentários sobre “Harun Farocki: O fogo que não se apaga (1969) e links

  1. poesiaaaaa!

    pior é que a merda do meu aspirador queimou aqui em barcelose…

  2. Franco Atirador, Tiago? voce gosta daquele filme?
    toda força ao América hoje….

  3. Bom ai depende. Como representação do Vietnã o filme é uma boagem. O cara esvazia todo o problema politico pra personalizar a guerra como se fosse um conflito moral e existencial da América branca. Quem ve o filme é compelido a sentir empatia total com aqueles caras, nao so pelo racismo explicito mas por que o diretor nao tá nem um pouco preocupado em questionar os valores dessa gente tão íntegra que vai servir como agressora numa guerra colonial. Agora, eu, na verdade, gosto do filme porque ele é soberbo em outros níveis, como fábula homoerótica, como fordianismo modernizado. Eu uma vez assiti o filme imaginando o Vietna ali como um reflexo invertido da própria América e é incrivel como funciona. É um dos filmes que eu mais gosto de conversar a respeito.

  4. minha sequencia favorita em filmes americanos sobre o Vietanm e está do Kubrick na batalha de Hue. A Sintese mais perfeita da guerra como fenomeno social, político e midiático do ponto de vista americano.

  5. Rodrigão, você tem toda razão no que fala. Acho o que me interessa muito é a narrativa sobre aquele lumpesinato da primeira parte do filme. eu nunca comprei muito o ponto de vista dos personagens sobre o Vietnã, pensava mais naquilo como uma demonstração de irracionalidade total. Mas quem sou eu pra falar alguma coisa disso pra tu. eu só fico quietinho, aprendendo. aliás, escreve um textinho pra gente.
    abração

  6. opa, escrevo sim e ano que vem teremos Cruzeiro x América na primeira divisão. Parabens ao verdepretos.

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