Pode até pegar geral, mas não me pega

Na terça, depois de um fim de semana lindo, assisti o blockbuster Tropa de elite 2. Devido ao sucesso do filme anterior, a sequência se tornou um dos assuntos favoritos do botequim. Mas convenhamos, que besteira.

 

Não falta nem bigode no PM

Honestamente, achei o filme uma bela merda. Não desgostei por motivos políticos ou pela interpretação que ele faz do Brasil, o que incomodou foi a  forma mesmo. Me lembrou inclusive, em alguns momentos, o Cronicamente Inviável do Sérgio Bianchi (que eu também não gosto). Tem a mesma fotografia fraca, a mesma dramaturgia televisiva, mas ao invés de ser uma caricatura, esse filme pretende um tom heróico. Notamos isso sobretudo pela trilha sonora. A do filme do Bianchi reproduz o que existe de mais muzak na Bossa Nova, o outro é metal nacional anos 90. É um filme que se parece com a linguagem mais pobre da pintura acadêmica XIX.

O heroísmo acadêmico de Jean Leon Gêrome, em 1872

Uma das heranças do academicismo em pintura foi combinar um tratamento anódino da imagem, distante da vida, sem marcas de pincelada, com um tom heróico. É isso que o filme, como boa parte dos blockbusters americanos faz. Dispõe o lugar do bem e do mal, organiza os conflitos em torno de uma cegueira em torno do bem, comunga os personagens em torno de um ideal nobre em passagens previsíveis e sem contaminação.

Embora busque ser um retrato do nosso tempo, uma crítica moral, aos descaminhos, à desordem, a anomia que tomou conta da sociedade (típicos do pensamento conservador, que vê como desvio o que parece ser sistêmico), o diretor transforma o mundo em um lugar de gente que auto-reprime os seus impulsos corruptos incontroláveis e gananciosos manipuladores. O homem é maldoso, vai fazer merda, só quem tem a disciplina ascética das barbies do 300 segura essa bronca. Agora tudo longe, tudo pra ser admirado adorado, mas não vivido. Como um reino da fantasia.

Assim, a construção da torpe gangue de milicianos em nada tem a ver com os esquadrões da morte, com os empresários da cidade, com um mercado de justiceiros que vem da ditadura militar. Pelo contrário, é um negócio de inovadores. Um investimento de risco, feito por gente que descobre um novo nicho de mercado. Pôxa vida, conta outra. Aqui não é conto dos irmãos Grimm não maluco, é muita treta.

Tropa de Elite

Tá certo, não é o tipo de cinema que eu gosto. Não tem nenhuma imagem bonita, nenhuma cena desconcertante. Aliás, pela grana, achei bem mambembe. Os cenários parecem com os dos especiais da televisão, sem particularidades compositivas. Tudo feito pra chocar. A violência aparece como obscuridade da alma, daqueles lugares em que a iluminação não atinge, tal como aparece nos piores pintores românticos.

O filme é esteticamente pobre. Baseia-se em caracterizações caricaturais e em um ritmo truncado.

Os personagens são pouco verossímeis e algumas cenas beiram o rídiculo. A cena do barco dos milicianos é um horror. Moralista, boboca e trata como escroques os caras porque eles andam com uma porção de putas. Os personagens, a começar pelo capitão Nascimento (aí tenente coronel) têm a profundidade de um pires.

Outra cena bastante constrangedora, e inverossímil, é a reunião do chefe da milícia com os seus apoiadores políticos. O cara fica com um cano na mão dando tiro pra cima ao lado do governador de estado e do secretário de segurança? Faz favor né… Se isso acontece tá na capa dos jornais no dia seguinte. Fora a burrice reiterada do personagem central. O sujeito ocupa um cargo político e, ao invés de mobilizar apoios, age como um justiceiro. Que estupidez é essa?

Além disso, o Freix.., ou melhor, Fraga, é um clichê ambulante. Professor de história, é o cara dos direitos humanos. Seu escritório é decorado com imagens dos rebeldes que perderam, dos rebeldes que morreram. Aí vem o kit completo: Che Guevara, MST (que não morreu e nem perdeu), Marighella, revolução de outubro, Human rights watch, etc. Nem em uma possível loja rebels.com ele conseguiria tamanha cascata.

E por que o político é honesto? Porque está contra tudo o que está aí. Por isso, seu gesto é tão pouco efetivo. Como o Nascimento, ele age contra a democracia. Não tenta organizar as forças políticas legitimamente eleitas, e a sociedade civil, pra emplacar suas políticas públicas. Brada contra a maldade. Ou seja, como no debate eleitoral, o bom político não é o que faz política, mas o que confirma tudo o que um senso comum televisivo reafirma com gosto. É um amontoado de lugares comuns.

Bem, enquanto isso, as políticas públicas são feitas com o consentimento ou não do grande capital. Mas isso não interessa, interessa o concurso do mais puro. Tem uma fala do Capitão Nascimento que a mula condena a necessidade do Freixo, ops, Fraga ter necessidade de poder. Meu chapa, sem poder não se muda nada. E não é a sua lei do mais forte, com soldados treinados pra peitar a banda podre que resolve alguma coisa. Calma aí.

Portanto, além do filme ser tosco, sua tese central é pueril, infantil e autoritária. Como se o que existisse fosse uma forma das pessoas lucrarem com o poder público. Não por acaso, o próximo filme dele é sobre o mensalão.

Agora, quero ver falar da ligação disso com o poder econômico, dos empresários legais e legítimos que financiam os filmes dele. Pois o que ele chama de “sistema”, é um conjunto de práticas arraigadas, que independe das pessoas e da ganância. Aliás, quer lutar contra isso, construa um contra-poder que garanta a participação das pessoas nas decisões. Senão, babou.

A transformação está relacionada à proposição de formas de atuar diretamente na sociedade, de propor leis, não de fugir da raia. Mas isso é outro assunto … O problema é se identificar com uma imagem, sem profundidade, sem vida, que parece um santo que baixa e faz o personagem ter uma superioridade moral depois de ter tido um batismo de sangue.

O caso é que você sai do cinema, o pessoal comemora a luta do São Jorge contra o Dragão, a luta de um contra todos os membros do Leviathan e o mundo continua do mesmo jeito. Não se aprende nada e se tem a impressão de se ter acompanhado um chato barulhento e que te cutuca de dois em dois minutos por quase duas horas. Ainda bem que não deu sono.

PS: Outras leituras do filme aqui e aqui

49 comentários sobre “Pode até pegar geral, mas não me pega

  1. HAHAHAHA, velhinho que critica de merd@ foi essa que voce fez. Filme sem fotografia e novelesco? Personagem sem verossimilhanca?

    Meu caro, ou voce eh um manézinho que quer ser do contra e posar de de intelectualoide(no que falha miseravelmente) ou voce eh simplesmente um ignorante sem capacidade de qualificar o filme do jeito q ele merece.

    Espero que voce nao tenha uma outro ganha pao pq como critico de cinema, voce nao vale o chao q pisa.

  2. Tropa de Elite provoca sentimentos profundos nas pessoas. O que vai ter de moleque de 13 anos reclamando aqui…

    Essa sede de justiçamento, que não muda nada na vida das pessoas diretamente afetadas acaba sendo o personagem principal do filme.

    Os moradores das favelas nem aparecem, são qualquer coisa. O tal do Fraga não dialoga com ninguém parece tirar tudo de alguma cartilha.E o capitão Nascimento passa 4 anos ouvindo grampos sem saber de nada? Faz-me rir.

  3. É por comentários como este do Rodrigo T que me sinto bastante desanimado a conversar com as pessoas sem vê-las. Duvido que o Rodrigo T dissesse isso (manézinho [sic] e intelectualoide [sic]) face a face com qualquer um de nós.
    Lendo essa resenha, me veio à mente todos os muitos e – por vezes – enormes problemas, defeitos, vacilos, inconsistências e, mesmo, ridículos do filme anterior.
    Como disse há um tempo atrás, numa boa, direção de cinema é, na enorme maioria das vezes, um trabalho que é feito de forma semelhante ao de gerente de loja de livros. Por que se entrevista diretor de cinema, então? Porque cinema é uma mescla de indústria e pensamento. Mas, na enorme maioria das vezes, só se vê a indústria. Tudo isso (ou o pouco disso) só pra dizer que o José Padilha, ou outro gerente, é um cara que não fala nada interessante, mas acredita na aura de pensamento da profissão (e na sua própria também, lógico).

  4. Massa, Tiago. Rodrigo T, não entendi sua opinião sobre o filme. Só entendi que você não gostou do texto do Tiago. E que você tem dificuldade em se expressar, o que te deixa nervoso.

  5. Muito bom Tiago.

    O que me deixa triste é saber que um filme desses se torna o maior sucesso de bilheteria no Brasil, o povo acredita que é realmente igual a realidade; um verdadeiro desserviço na construção do pensamento crítico do cidadão; incapaz de gerar qq mudança para melhor, pelo contrário. Claro que é legitimo o filme nao pretender ter nenhum objetivo ou compromisso nesse sentido [de gerar mudancas], é entretenimento, ficçao, diversão[?]; o problema é a identificação com essa imagem.

    Sem falar na absoluta pobreza estética; Rindo [pra não chorar] do comentário indelicado e equivocado acima, penso na infelicidade dessas pessoas que só viram blockbusters na vida e não conseguem nem perceber quando um filme é novelesco e de fotografia ruim e que, ao inves de defenderem seu ponto de vista só conseguem desqualificar o outro. Para essas raposas as uvas estão muito estragadas.

  6. hahahah

    Nossa, que cara lóki esse tal de Rodrigo!
    só criticou o texto e não expôs a própria opinião. Como ele quer falar que o Tiago é um péssimo crítico sendo que ele não argumenta nada.
    Mané do caralho

  7. ok, parece que meu jeito de escrever incomodou os sensiveis intelectualoides(agora comprovadamente) deste site.

    Nao vou me alongar aqui por que me parece que este blog eh bem mal frequentado a julgar por esses comentarios.

    Dizer que o filme eh novelesco, nao possui consistencia…”esteticamente pobre. Baseia-se em caracterizações caricaturais e em um ritmo truncado.”
    Amigos nao da pra levar a serio uma critica dessa, voces realmente assistiram o filme??

    Quero acreditar que voces fazem parte de alguma das corporacoes citadas no filme como corruptas, como a pm, o cenario politico etc… isso explicaria tamanha falta de bom senso nesta critica infeliz e nos comentarios igualmente ridiculos aqui presentes. Do contrario voces sao apenas imbecis metidos a intelectualoides que julgam a revolta de um espectador de bom senso como sendo um amante de blockbusters de 13 anos. Assim os deixo, junto com a insiguinificancia deste blog, abraços.

  8. Rodrigo T,meu xará, numa coisa voce acertou. Esse blog é muito mal frequentado. Espero que continue assim por muitos anos….vou ver o filme amanha ai venho deixar meus comentários imbecis.

  9. Este blog é sujo e recebe dinheiro de corporações corruptas!!! Eu sabia! Eu sabia! E é! E é!

    E ééééééééé

  10. Ainda não vi o filme, mas a sua crítica me fez achar a trama muito familiar, por que será?? rsrs

  11. Acertou, Rodrigo T: sou puliça, do BOPE, rasreamos teu IP e amanhão o bicho vai pegar pro teu lado por ofender a corporação. E digo mais: vai pegar GERAL!

  12. Tiago, ainda não vi o Tropa de Elite II.
    Você assistiu ao primeiro? O que achou?

  13. prezado amigo,

    fiquei extremamente satisfeito com a sua crítica. poucas vezes eu li algo na internet com a qual concordasse da primeira linha até o ponto final. parabéns. gostaria no entanto, de comentar o comentário do rodrigo t, como alguns fizeram…

    “Meu caro, ou voce eh um manézinho que quer ser do contra e posar de de intelectualoide(no que falha miseravelmente) ou voce eh simplesmente um ignorante sem capacidade de qualificar o filme do jeito q ele merece.” – Rodrigo T.

    interessante que o cara tenta jogar vc contra a sua crítica, você contra o tropa de elite usando o próprio tropa de elite. não exatamente esse o clichê usado pelo cap. nascimento para desqualificar o historiador de esquerda representado? como se intelectualidade no brasil fosse algo venenoso e mais ainda, inacessível, sendo que está disponível somente sua versão ‘pseudo’. essa desqualificação do “pseudointelectual” mostra em quem bateu forte o complexo de inferioridade por não ter se enxergado nitidamente em comentários tão bem tecidos quanto os seus, mas tbm mostra quem ainda acredita que brasil e inteligência são opostos impossíveis…

  14. valeu william. Sempre que escuto, ou leio, pseudointelectual saco saco a minha piedade. É muito mirim. Prefiro ser o que sou, insignificante

  15. Glaucia, não acho o filme nada demais, mas pelo menos a situação é ambígua. O esforço do personagem se mostra inútil. Agora, acho muito chapado, muito ralinho. Mas como disse, esse não é o tipo de filme que me interessa. Abração e volte sempre

  16. Em que país vocês todos vivem? Algum de vocês já foi a uma favela e viu do que se trata? Vendo seus filhos jogando video game na sala luxuosa e achando achando que conhecem o mundo… Para tudo! nenhuma dessas críticas e comentários veio de um computador de lan house, com certeza!

    PARABÉNS INTELECTUALÓIDES COM VIDRO DE CARRO FECHADO! ACHANDO QUE CONHECEM O MUNDO, SE BORRAM DE MEDO DO QUE OS CERCA E FICAM TENTANDO ACREDITAR QUE AQUILO NÃO EXISTE…

    Sim, nossa política é podre e sim, quem elege essa podridão somos nós mesmos, sim nosso país tem pena de morte e sim, mesmo não sendo criminoso você está sujeito a ela!

  17. Sabichão, você sabe mais que todos, mas isso não vem ao caso. O assunto do texto é um filme, um filme ruim, sem qualidade dramática e com um nível de discussão política abaixo do infantil. Esse papo de que os políticos são podres é de uma miséria de ideias absoluta. Que conversa é essa? Então vou começar uma campanha dizendo que o nível dos dentistas, dos garçons, dos banqueiros é podre. E daí? Isso resolve o que? Só serve pra auto-afirmação de gente insegura, que se acha mais justa, mais honesta, mais sabida que as outras. Bem, parto do ponto de vista que todos somos iguais. Quando alguém emite uma opinião diferente da minha, falo sobre a opinião, não suponho que uma pessoa seja ou não. Mais, quando eu falo de política, não fico nesse papo, a procura de heróis olímpicos, fico atrás de soluções. O mais rídiculo é ver em uma besta, como o Nascimento, como esse herói olímpico. Mas já falei mais do que eu devia. Não vou discutir com quem não falou nada sobre o que estava escrito.

  18. o pior é nego falar de vidro de carro com o Tiago, o pedestre mais convicto que eu conheço.

    Já já entra neguinho postando letra do Biquini Cavadão aqui.

  19. eu quero é saber quando o Ze Padilha vai fazer um filme sobre a mafia do audivisual, quando o capitãio nascimento vai entrar de sola em cima da galera que monopoliza a grana do cinema. eQuanto foi gasto de dinheiro público pra fazer um filme de mercado sobre um justiceiro proto-fascista que explora medos tao primitivos e o que é pior prega a despolitização, a inutilidade da mobilização social como força transformadora. Eu quero ver o Ze padilha botar a grana dele onde está a boca. fazer um filme com os lucros astronomicos de tropa de elite pra denunciar a milicia do audiovisual.

  20. valeu galera

    aprendi pra caralho com o texto e com os comentários.
    lembro agora desse troço:

    Who makes the nazis?
    Who makes the nazis?
    I’ll tell ya who makes the nazis

    adoro essa versão

    abraçao

  21. Caramba, q coisa hein? Como mais um filme, eu talvez assista qdo passar na tv ou alguém me emprestar. Eu tô pobre, não dá pra mim ir pro cinema mesmo. Sei lá viu, o Tropa pra mim tem a mesma relevância de um Velozes e Furiosos. Alguém precisar de um filme pra ter uma epifania sobre a realidade do país, meu Deus, tem misericórdia!

  22. Oi, Tiago. A trilogia desse documentário, “A Batalha do Chile”, é maravilhosa. Não fiz ainda, mas pretendo assistir às cenas extras que, se nao me engano, fazem parte da 4ª parte do box em DVD.

    Realmente dá medo em identificar, no documentário, o pensamento e as atitudes de certos eleitores. Mas, Tiago, ao menos aqueles eleitores eram genuínos – tanto em suas propostas quanto em seus atos. Maior medo dá é me deparar hoje, no Brasil, com pessoas que falam “X” mas pensam “Y”; pessoas que se identificam com um partido, como o dos tucanos, que anunciam em sua plataforma a palavra Democracia, sem no entanto justificar o seu sentido.cEleitor que é “lobo em pele de cordeiro”. Isso dá mais medo ainda.

  23. Desculpem a todos, eu achei o filme pobre demais, mesmo, onde já se viu alguém andar armado assim por aí?

    Aquela gente suja podia bem que passar no shopping e se vestir melhorzinho, podia até ser roupa da C&A mesmo.

    Quando viajo para fora do país todo mundo pergunta se eu moro em favela! Porque fazer um filme assim?

    Eu tenho muita vergonha. Podia ter gente bonita, fazendo coisas culturais, mostrando as raizes européias da cultura que temos no Brasil.

    Favela é coisa em extinção e o analfabetismo só existe parra quem quer.

  24. Tiago Mesquita,

    já faz um tempo que estou procurando o número dois (02) do Inimigo do Rei…

    você tem????

    poderíamos permutar, eu tenho o livro:

    O INIMIGO DO REI (imprimindo utopias anarquistas), de carlos baqueiro e eliene nunes), achiamé editor, 2009

    xxxxxx

    27/03/2010 at 8:48
    Arthur, existe algum registro historiográfico sobre o CCS? Se não, seria importante alguém fazer. eu tenho muita coisa lá em casa. Do CCS, do jornal o Inimigo do Rei. Tenho tudo isso na casa dos meus pais.

  25. Senhores, cheguei aqui pelo facebook, li a crítica e queria saber em sua opinião qual seria um bom filme?

  26. Caro Floriano, vários filmes são bons filmes e isso é difícil de reduzir a um só. Mas vamos nos reduzir ao tema de Tropa de Elite – polícia e violência no Brasil.

    Em minha opinião um filme como Os Fuzis, do Ruy Guerra, é muito mais interessante. Outro filmaço sobre violência brasileira e tráfico de drogas no Rio é o Notícias de uma Guerra Particular, do João Moreira Salles (esse filme até inspirou uma série de cenas do Tropa de Elite).

    E o capitão Nascimento original, o ex-policial Rodrigo Pimentel apareceu para o público do cinema brasileiro nesse filme, assim como o ex-delegado Hélio Luz.

    Tem mais um punhado de filmes legais pra se falar a respeito. E qual foi sua opinião sobre o filme resenhado aqui no blog?

    atenciosamente.

  27. não vi e não gostei. na real pq sou contra esse comédia do padilha. na época do tropa de elite 1 não sabia que ele era um tucanão de primeira. vi o filme e até gostei.. mas depois de saber que o diretor “não pôde calar” e fez um filme sobre o mensalão, desencanei de dar dinheiro pra essa tropa..

  28. Que medo dessa Ellen!

    E não vou opinar sobre o texto pq ainda não vi o filme 🙂

  29. Nossa, é impressionante como algumas pessoas querem aparecer a todo custo, mesmo falando mal de um produto de sucesso, que merece elogio de todos os aspectos. Valeu ciber-revolucionário, teu texto é horroso, mal-escrito e pretensioso. Se você não tem conteúdo para chamar a atenção, por favor não dê uma de “troll” para conseguir algum destaque. Uma atitude pífia, ridícula, que merece todo tipo de reprovação. No entanto, acredito que é este o tipo de resposta que você procura. Parabéns, você conseguiu, mas isso não o tira da sua mediocridade!

  30. Sempre lindas as manifestações dos fãs do filme.

    Uma expressão desqualificadora e um apreço justificado pelo sucesso de bilheteria. Falar do filme mesmo que é bom…

  31. Gostaria que alguém definisse o que significa o comentário “Podia ter gente bonita, fazendo coisas culturais, mostrando as raizes européias da cultura que temos no Brasil”.
    Soou meio… como dizer… racista, talvez?

    Outra coisa, rapaz, como a galera tem raiva dos intelectuais, hein? Qual é o problema em ser intelectual, caramba? E qual a diferença entre o pseudo e o intelectual de verdade?

  32. KKKKKKKKKKK……

    Olha, EU gostei MUITO do filme. Fotografia, som, interpretações, roteiro, tudo excelente. Mas essa é a MINHA opinião. Sou um entusiasta SIM do novo novo-cinema-brasileiro (seja lá o que isso signifique) e tenho acompanhado a boa safra de filmes que surgiram nos últimos 10 anos. No caso especifico de Tropa2 esta claro que não é um filme para fazer sucesso na academia ou entre os intelectualóides, mas acho importante o populacho (eu inclusive) consiga perceber os diferentes papéis sociais de cada personagem e à partir dessa percepção se identificar e se posicionar em relação à sua própria realidade.
    Vejo muito preconceito nas opiniões expressas aqui. Acho ingênuo o autor do texto da postagem ter a esperança de que o cinéfilo médio brasileiro minimamente assalariado e semi alfabetizado tenha ferramentas para fazer uma análise com essa profundidade. Esse filme foi feito para o povo das favelas, dos guetos, dos coletivos, etc. Mas essa é apenas a MINHA opinião. Adorei o filme e Viva o cinema brasileiro.

  33. Tiago

    fazia tempo que eu queria dizer o que me incomodava no filme (que eu sei que é ele todo), só não conseguia definir tão bem. Esse mártir que prejudica e relega a própria vida em função do combate ao crime é tão romântico que só convence pq as pessoas estão ansiosas por um salvador.
    Nós, de uma forma geral, nos sentimos sem rumo nem prumo, frágeis mesmo diante de tanta violência. Muito mais fácil esperar que um sujeito paternalista assuma esse papel, né?

    O que eu sabia é que essa suposta base realista alçava o filme a bem dizer uma fotografia – que dá ares de realidade. Mistura perigosa essa de juntar ansiedade com um retrato perfeito do que se deseja, não acha?

    De qualquer forma, aquela violência é praticada no dia a dia, talvez ela tenha sido só mostrada de uma forma cruel (cruel no sentido que vc apresenta, com as consequências políticas que vc apresenta). E vale ver pra saber o que vê a população em geral vê e o que esse pessoal tá apoiando.

  34. Apesar de ter uma opinião ligeiramente adversa à crítica deste texto, gostei da forma que este foi elaborado.

    Considero interessante lermos pontos de vista diversos, mesmo quando fazemos parte de um determinado “fandom” de uma obra de qualquer gênero.

    Sendo assim, apesar de não concordar intergralmente, o texto me serviu de acréscimo para visualizar pontos desta película.

  35. Próximo da série será Tropa de Elite x Os Mercenários, tipo Alien x Predador….
    Jason Statham e Stallone vão dar um pau nesse Nascimento aí.
    Isso sim será filme

  36. Um preconceito inspirado pelo Tropa de Elite I me informa : ___ Não ! Sequência?! Nunca! ___ Amigos me disseram que este não teria nada a ver com o anterior. Os momentosos assuntos da política são ambientados em Brasília, não há favela, nem tiroteio, não é filme de ação. Será? Um filme com foco na política?! Uhmmmm . . .! Sei . . .! Sei . . .! Prefiro a realidade núa e crúa, em que, desvendados os subterfúgios e as cortinas de fumaça, os fatos e personagens são identificáveis e caracterizáveis. A realidade apresenta-se muito melhor que a ficção. Mais cor, mais luz e sombra, mais labirintos, menos caricata e grotesca. A dinâmica em tempo real tem outro significado, nunca um intento de desmoralizar a
    atividade Política, natural exercício do homen, não privilégio de uma
    classe. A arte da Política e a arte do cinema usadas e vilipendiadas. Com
    objetivos meramente comerciais?

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