A copa da minha vida, por Rafael Campos Rocha

Hoje, às 19h, Rafael Campos Rocha inaugurará sua exposição no Paço das Artes, no campus da USP, em São Paulo. Ontem, mais ou menos no mesmo horário, enviou um texto entusiasmado no mesmo horário celebrando a Copa de 2010. Como empolgação é conosco, colocamos na rede

Forlan
Forlan: o grande jogador de uma copa sem craques

Se tem uma coisa que eu detesto é o passadismo. As eras de ouro, editadas nos canais de esporte, ou os times sagrados, editadas na memória do torcedor. É bem verdade que tivemos últimas edições da copa do mundo medíocres, dentre as quais destaca-se a copa de 2002 ganha pelo Brasil e mesmo a de 1998. A melhor copa de Ronaldo, na minha opinião e na dos comissários da FIFA. Foi uma grande copa de um grande jogador em um grande momento, mas era difícil tirar aquela copa da França, em casa. Ainda mais liderada por um Zidane implacável e um Petit em uma partida perfeita. Daquela partida me vem Zizou, levando Leonardo para a lateral do campo para aplicar mais um drible humilhante, sempre revidado com violência pelo eterno ex-são paulino. Conheci somente três jogadores para os quais a pedalada é efetiva: Zidane, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho. Todos os três foram eleitos os melhores do mundo e todos foram campeões pela FIFA, o que não prova a efetividade da pedalada, mas a efetividade da efetividade.

Por isso estou especialmente contente pela vitória da Espanha no mundial: pela prova de que um meio-de-campo leve e habilidoso, de toques de efeito e envolvente, de jogo compassado e pensado pode ganhar um mundial. Zidane já havia mostrado isso em inúmeras ocasiões, mas o argumento é que Zidane é Zidane, o que não serve, por algum motivo ignoto, para os volantes, já Elano e Felipe Melo não são Redondo ou Baresi.  E a Espanha ganhou a copa fora de casa, para um time violento e com pelo menos um jogador de meio de campo genial, Sjneider, e um excelente e incansável atacante: Robben. Os espanhóis provaram que se pode jogar bola deixando jogar, deixando o adversário tentar o gol, tentar a jogada, e depois pedir licença para tentar a sua jogada também. Evidentemente, Holanda estava cansada de ser o futebol bonito e eliminado e resolveu trazer a campo o mau-caratismo que sempre tomou conta de suas últimas equipes (que me perdoem os holandeses, mas estamos falando de uma seleção que enfrenta sérios problemas de preconceito racial dentro de suas fileiras, e por aí vai). A Holanda, uma das seleções mais antipáticas da copa pela violência, catimba e reclamações, só perdeu mesmo nesse quesito para o Brasil, ajudado enormemente pela grande imprensa nacional, sempre pronta a vilipendiar os adversários e mesmo participantes de chaves distantes, como no célebre caso da Sport TV versus Paraguai.

Por isso também foi importante que a equipe campeã também tenha levado o troféu fair play. Não por razões éticas ou qualquer bobagem do tipo, mas somente porque nada mais irritante que pessoas que culpam as outras pelos próprios problemas, que é o caso dos jogadores violentos e, principalmente, reclamões. De novo me vêm a mente os ridículos ataques de raiva de Robinho contra o Chile e, principalmente, contra a Holanda. E, é claro, o ódio de Robben por saber que, em sua forma ideal, Puyol não lhe faria frente. Mas não foi Puyol que machucou Robben para a copa. Foi a incrível falta de inteligência das comissões européias, marcando vários jogos-treino complicados antes da copa, e fazendo assim com que seus times entrem em fase descendente no torneio. Nem a campeã Espanha escapou. Portanto, a violência maçante conseguiu levar a Holanda para a final, mas não à taça.

Também foi merecidíssima e simpaticíssima a premiação de Forlan, que acompanho desde que transformou um modorrento amistoso Brasil e Uruguai em um eletrizante 3 a 3. Os times mais divertidos da copa estavam disputando o terceiro e quarto lugar, eu sei, mas Espanha e Holanda eram os melhores times da copa. E não adianta lembrar-se de copas que trouxeram craques como Hagi, Romário e Maradona, ou seleções empolgantes como a Nigéria. A Nigéria e a Romênia empolgavam porque não eram adversárias a altura. . E só se pode julgar um homem pelos seus inimigos, como já dizia Goethe, um megalomaníaco antipático, mas bom à beça. Vide Maradona precisou se aposentar para que no Brasil as pessoas começassem a admitir que aquela foi a maior atuação de um jogador em uma copa do mundo. Aliás, para mim o problema de Messi na copa é um problema de Édipo, que só será vencido com a desistência de Maradona do cargo. E tenho dito.

Para terminar, não me lembro de nenhuma outra copa em que um polvo tivesse acertado todos os resultados de jogos em que foi solicitado seu prognóstico.

Convenhamos, isso foi legal pra caramba!

52 comentários sobre “A copa da minha vida, por Rafael Campos Rocha

  1. Rafael, presumo que te conheça muito bem. Por isso, acho que esse papo de que as últimas copas foram medíocres é a senhora de todas as blagues.

    Em primeiro lugar, por você supôr que a torcida seja um sentimento irracional que deva ser combatido, assim como a associação entre esta e qualquer união cívica. Em 98 e 2002, o Brasil tinha times meio imbatíveis. Um foi derrotado, outro não, mas não foi fácil assim. Tá certo que em 2002 o único time difícil mesmo foi a Turquia, mas, mesmo assim, qual o problema?

    O time jogou maravilhosamente bem e era uma geração impressionante. Que, aliás, tecnicamente, tinha mais recursos que esse time da Espanha e que talvez qualquer time dos últimos tempos. Não entendo o problema disso? Qual o problema de existir essa energia picassiana? O futebol desse time da Espanha é de menino aplicado. Se existiu um futebol arte, esse é um futebol cultura. Futebol de menino CDF, conhecedor das regras. Mas é um futebol deescolinha, canonizado e conhecedor da gramática e da ortografia.
    Por isso, parabéns pelo texto excelente, mas saudosista

  2. Melhor defesa e pior ataque consagram a Espanha

    http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,melhor-defesa-e-pior-ataque-consagram-a-espanha,579731,0.htm

    Por isso ninguém mais do que o fera no vídeo abaixo merece a comemoração com uma gata como a Sara Carbonero

    Esse papo de imprensa nacionalista não dua 20 minutos pra quem folheia o Olé ou vê as fotos de jornalisas espanhóis (como a gata do vídeo acima) com os rostos pintados com as cores espanholas (mais imagens incríveis da séria e isenta imprensa européia http://bit.ly/bufBBl ).

    Acho também que a Espanha mereceu ganhar a Copa, simplesmente por que levou o caneco o pé. Mas o time é péssimo, apagado, sem brilho algum, um time sem nenhum grande momento nessa Copa. Dessa seleção, o único momento memorável é o balaço do Casillas nessa gata, mas se a Holanda tivesse ganhado, na minha opinião também teria ficado de bom tamanho. Afinal os dois times (tanto Holanda quanto Espanha) são arremedos do futebol parrerista de 94, inspirado na valorização da posse de bola e na busca de espaço nos campos. Ou no Zagallo de 98, na marcação da saída do time adversário.

    São dois times que tocam pro lado e que esperam uma falta ou uma confusão na área pra marcar. Mais uma vez fico com os gaúchos do Impedimento: http://impedimento.wordpress.com/2010/07/12/aqueles-que-se-refletem-na-taca-serao-esquecidos/

    “Uma esquadra que, a despeito da flâmula do ofensivismo que lhe penduraram no pescoço, marcou apenas oito gols em sete jogos, o pior ataque entre os campeões na história das copas. Que era cantada aos quatro ventos como o suprasumo da beleza dentro das quatro linhas apenas porque conta com uns três ou quatro carimbadores de bola em sua meia cancha, mas que na hora da FRITURA precisou contar com um gol de cabeça de PUYOL e, na final, com uma jogada amplamente irregular quando o adversário já estava com dez viventes peleando. E que perdeu para a SUÍÇA, que nunca na história das copas havia sequer chutado uma bola a gol.”

    Ganhou, levou o caneco, tá com o nome entre os grandes da Copa, mas passou longe de um exibição inesquecível ao longo de toda Copa do Mundo

  3. acho que tem uma outra injustiça no meu texto: a premiação de casillas, nem de perto o melhor goleiro da copa, em minha humilde opinião. teve a sorte de ganhar o caneco e ficar constrangedor para a fifa não dar nenhum prêmio individual para o selecionado campeão. pra mim o goleiro da alemanha e da própria holanda eram melhores. e o do uruguai, até a desastrosa apresentação….ahhh! tá explicado!

  4. belo texto, rafa. mas não consegui me empolgar com a espanha em nenhum dos jogos dessa copa. ontem foi um martírio. ficou a impressão que o jogo só sairia daquele impasse (era um impasse, não apenas um empate) se por alguma excepcionalidade fosse criado um desequilíbrio para algum dos lados. foi o que aconteceu: a espanha só achou o gol pro fim da prorrogação, com um jogador a menos no time da holanda. cumprindo o meu desejo aparentemente impossível, ninguém ganhou aquele jogo de ontem. a taça caiu na mão de um dos times, porque não tinha como não sair dali um campeão.

  5. Gostei muito do texto do Rafael. E acho que quem tá querendo dessacralizar o futebol alvejando o futebol arte tá escolhendo o lado fraco mais fraco da corda.O futebol truculento do deixa que eu chuto, da Holanda é praticado por quase todas as equipes do mundo e é o sintoma mais óbvio do pesasdo jogo de interesses que envolve o futebol. No campo, o principal subprofuto disto é excessivo poder que é conferido aos técnicos do futebol, gente necessitada de manter seu emprego e que por isto mesmo tenta concentrar o máximo de poder no banco na tentativa de tornar o jogo uma espécie de ciencia matemática com mínimos riscos. O técnico da Espanha ( e também o da Alemanha) quebrou esse paradigma. Escolheu o melhor que tinha a disposição e pôs pra jogar. Lá dentro o jogo cria sua dinâmica própria e nem sempre a superioridade técnica de um time se traduz em gols. Mas é muito diferente da filosofia de um Dunga que escala jogadores aplicados, obedientes, sem senso crítico,s fracos e sem personalidade como Robinho ou um “jesus freak” como Kaká. Grandes treinadores não tem medo de gente como Gerson, Socrates, Zico. Ou de um menino como Ganso que com 20 anos já demonstra pensar muito além do que um Dunga aceitaria. O pouco apreço que ele tinha pelos seus comandados ficou evidente quando sequer entrou em campo pra cumprimenta-los depois de uma derrota que evidenciou a impressionante fragilidade emocional e técnica do seu time. A Copa do Mundo está em excelentes mãos.

  6. desculpem pelos erros, estou escrevendo no meio de uma reunião que nada tem a ver com futebol…

  7. Ainda não assisti os melhores momentos do jogo de ontem(perdi o playstation chon chon), mas se não sintonizei errado ontem, essa foi a final de copa mais chata que eu assisti na vida.

    Na comparação com a disputa de terceiro lugar, parecia que eu voltava a acompanhar a série B do Brasileirão. Por favor, alguém sabe me falar de um momento bonito do jogo?

    Rodrigo nem eu nem ninguém quer demonizar o futebol arte não. Quero o Brasil jogando ofensivamente, marcando muitos gols, com toques refinados, dribles na entrada da área, tudo isso. Mas acredito que a tal característica do futebol brasileiro só sobrevive com times nacionais fortes, bons jogadores jogando aqui. Além disso, tenho certeza absoluta de que se a Espanha jogou futebol arte nessa Copa, esse tal de futebol arte é danado de feio e desinteressante.

    O time jogou eficientemente, mas não empolgou em nenhum jogo – nenhum. Contra o Paraguai pareciam ratinhos de laboratório esperando a falha da retranca. Nenhuma jogada incrível, um sofrimento dos diabos. Alemanha empolgou, Argentina empolgou, Gana empolgou, Uruguai foi quem mais empolgou, Espanha foi chata, modorrenta e eficaz (nenhuma palavra com o brilho do futebol arte). Marcou oito gols em sete jogos? Ganhou porque não levou gols, não por que atacou brilhantemente.

    O problema é que nessa Copa estão louvando o futebol da Espanha pelo que o time jogou na Eurocopa e nas eliminatórias. Na Copa, a Espanha jogou mal. Eu assisti os jogos, não vi nada bonito ali, nada.
    Mais defendeu do que atacou. Praticou o futebol de toques laterais, famoso na Itália até os anos 80. O futebol que consagrou Parreira e Zagallo. Numa boa, esse é o futebol arte? Eu discordo.

    Sinceramente, se não houvesse expulsão, o título certamente iria para os pênaltis. A final foi mais feia e chata do que em 94.

    Ao contrário do que você argumenta, o técnico espanhol foi acusado antes das eliminatórias por não escalar Raul (assim como implicaram com Felipão por não levar Romário). O problema é achar que tudo é um contraponto ao Dunga. Não é. E essa seleção é mais Parreira e Zagalo do que Telê Santana.

    O Brasil vive um péssimo momento em matéria de jogadores e essa cortina de fumaça de que a culpa é do Dunga e do Felipe Melo (péssimos, sem sombra de dúvidas) ajuda o futebol a ficar do jeito que está. Por que tira de cena o principal responsável pela falência em campo do futebol brasileiro: Ricardo Teixeira.

    Uma pequena lista dos nossos fracassos: o maior jogador do último campeonato brasileiro foi um sérvio em vias de se aposentar; o Brasil não ganha uma Libertadores desde 2006. São Paulo e Flamengo (últimos campeões brasileiros) ganharam com times fracos e com poucos brilhos individuais (como de Pet). Fora também, várias das grandes promessas dos estaduais não se confirmaram. A Patomania em Milão durou cinco rodadas.

    Acho que o Ganso e o Neymar podem fazer a diferença também, mas até agora eles são promessas. Se tivessem ido a Copa, não sei se poderiam fazer diferença em meio àquele exército de volantes. Não é sem reazão que o Lúcio (por falta de opção) tenha se tornado armador em várias ocasiões.

    Mas em 1998 o Brasil levou seus melhores jogadores, em 2006 também (suas estrelas). Você se lembra o que a imprensa da época cobrava? Que se colocassem o time reserva (com meninos menos conhecido mas com mais vontade de jogar pelo Brasil). Que o Brasil precisava de comprometimento, não de estrelas e tudo mais.

    O Dunga montou essa seleção sob o trauma de 2006. Tirou todo mundo que atrapalhasse e formou um grupo em torno dos soldadinhos de 2006: Kaká e Elano. Daí ganhou tudo e passou a acreditar que estava no caminho certo – nada mais natural. O técnico da Alemanha que já levou suas lambadas viu que precisava mudar o time e no último ano reuniu Ozil, Müller e a molecada. Dunga era inexperiente e fraco, sua escalação deu errado e agora inventam novas fórmulas mágicas sem atacar no problema central! A qualidade técnica dos times brasileiros está piorando e, por isso formamos jogadores piores. Tudo isso por que a CBF acaba com times massacra campeonatos e só se importa em vender jogos para fora do país.

    No sul de MG mesmo, não há mais nem metade do número de times que existia antes. O mercado encolheu e dá menos oportunidade a profissionais do futebol de começarem sua carreira e, eventualmente, lançarem um novo craque. Na Espanha, na Alemanha, na Holanda, ao contrário, a Federação cuida de seu campeonato e sabe que o retorno disso vai ser um futebol de alto nível (a seleção vai ganhar com isso). A Itália não tem jogadores nacionais nos seus principais times e nem a Inglaterra (Liverpool e Arsenal têm pouquíssimos titulares nacionais, por exemplo).

    Mesmo assim, acho o desempenho espanhol nessa Copa muito abaixo da média. Fernando Torres não fez NADA nessa Copa. A não-escalação de Marcos Sena entre os 22 é um claro sinal de opção defensiva do time.

    Puyol, Capdevila, Busquets foram uma opção do técnico de segurar o jogo na intermediária.

    Também acho injusto dizer que a Holanda representa o lado negro da força no futebol. Snejder foi tão efetivo quanto o Túlio Maravilha espanhol (o Villa). E Robben jogou um bolão a Copa inteira.

  8. legal o texto, rafa. adoro a seleção da espanha, mas ainda prefiro o futebol peladeiro do jogo de sábado. a holanda fica com o mérito de ter eliminado o brasil. depois do jogo, de qualquer modo, fiz este texto que acabo de publicar no meu blog: se a argentina teve ejaculação precoce e o uruguai orgasmos múltiplos, a espanha realiza uma espécie de sexo tântrico. abraços e parabéns aos meninos, sempre, pelo blog!

  9. Lauro, lógico que se a gente levar a discussão pra um campo mais amplo não dá pra fugir do Ricardo Teixeira como o principal agente da ruína do futebol brasleiro, ele foi ersponsável pela desastrosa contratacao do Dunga.. Mas na análise do fracasso da seleção nessa competição especifica a responsabilidade imediata é do treinador e dos jogadores. Sobre a Espanha acho que a equpipe jogou um grande futebol contra a Alemanha e durante a copa exibiu suas qualidades fundamentais. Tomou a iniciativa em todos os jogos. Não foi a Espanha da Eurocopa, mas impos um ritmo cadenciado, de jogo inteligente, sem correria. Definitivamente não gostei da Holanda. Ontem eles ficaram com medo do toque de bola e partiram pra dar botinada. Abusar da infração pra segurar um adversário de maiores recursos é anti-jogo. Quem joga assim não merece ganhar copa do mundo. Que o exemplo espanhol que teve todos os 23 jogadores egressos das seleções de base contamine o futebol brasileiro. A meu ver,não existe crise técnica nem de valores. Enfrentamos é modelos de gestão e gerenciamento incompetentes de técnicos e dirigentes.

  10. E minha seleção de melhores é:

    Casillas
    Lugano e Alcaraz
    Sérgio Ramos e Philip Lahm (que é um cuzão, mas beleza)
    Müller, Ozil, Schweisteiger e Snejder
    Forlan e Villa

    Lógico que Iniesta, Gyan Abdiah, Tevez, Coentrão, Honda, Luis Suarez, Robben, Muslera e, vá lá, até Maicon têm um lugar todo especial no meu coração, mas essa coisa de ir pra final acaba tendo um peso. Então é isso aí.

  11. Acho que a contratação do Dunga é reflexo do fracasso em 2006 e eu manteria tb (e olha que eu acho ele ruim). O cara ganhou tudo. Sinceramente, acho que o buraco é mais embaixo Rodrigo. E acho a Espanha um arremedo das seleções desse monstro Parreira/Zagallo. É um time eficiente que joga feio. Parece um monte de Zinhos no meio campo e um Túlio Maravilha e um Donizete Pantera na frente. No me gusta.

  12. a Espanha é fraca, Laurão? nao concordo. To com o Cruiff. A Espanha representa ” o melhor Barcelona, o jogador habilidoso e o que mais sofre com a truculência dos adversários”. E a Holanda é “”feia, vulgar, dura, pouco vistosa e carente de futebol”.
    Sobre o Dunga: o que ele ganhou, o Parreira tb ganhou.Ou seja, paramos no mesmo lugar indo de ume xtremo a outro em termos de método de trabalho. Alguém lembra de Copa América e Copa das Confederações?

  13. Tô com o Tiago, a Copa América é legal demais. O mais emocionante dos torneios. Se for assim quem se lembra da vitória história da Grécia em Lisboa, pelamor né Rodrigo. E eu tirei o fraca e coloquei “eficiente”. A Espanha não é nada mais do que isso. Montou um time pragmpático pra marcar três pontos e levar o caneco. Se fosse a seleção brasileira, os mesmos comentaristas que agora exaltam o futebol arte espanhol iam estar falando da vitória sem graça da seleção. O jogo de ontem foi muito, mas muito ruim. Acompanhei a série C no ano passadoe vi partidas muito mais interessantes do que essa final de Copa.

  14. E se a seleção na Copa América de 2007 foi toda desinteressante, na final mostrou um poder de fogo e um jogo emocionante

    Não é todo dia que se bate a Argentina por 3 a 0

  15. Espanha fraca num dá, Laurose. O time ganhou uma COpa, fraco num é. Eu concordo com quase tudo do longo comentário do Laurose. Agora, só existe uma coisa que faz a final de 94 ser melhor que essa: o Brasil ter participado. Eu lembro da minha aflição vendo o jogo em 94 sozinho em casa e do quase sono na prorrogação. Tava igual o jogo de ontem até a expulsão, parecia que era certo os pênaltis e só sairia um campeão, como pontuou o JJ, porque assim teria que ser.

    O Dunga ganhou tudo que pode, ninguém em sã consciência no planeta o deixaria de fora. Ele perdeu 5 ou 6 partidas em 60 disputadas, uma foi em jogo eliminatório de Copa. Mal aí. E que fique claro: num gosto do tipo de jogo que ele desenvolve, mas o Muricy que também não preza por futebol bonito me fez bem feliz nos últimos anos no tricolor. E que venha logo essa próxima geração que promete mais mesmo!

  16. olha, teve vários momentos emocionantes pra mim no primeiro tempo de espanha e holanda, como a cabeçada de sèrgio ramos e a defesa incrìvel do puta goleiro holandes, além da infiltração anterior do ramos com pedalada e tudo e erro de chute (como chuta mal a Espanha!). e um contra-ataque holandes puxado por aquele loiro feioso da ponta-onde-não-estava-robben. e mesmo no segundo e na prorrogação: dois contra-ataques holandeses saìdos de duas bolas perdidas do gato/volante Xabi Alonso. enfim, eu me diverti nessa copa: com argentina e nigéria, todos os do uruguai e alemanha, todos os dos e.u.a (quem diria!), sem falar no espetacular itália e eslováquia. e isso o jay tem razão, somente os dois últimos da espanha. mas, enfim, o futebol é uma caixinha de tristezas.

  17. concordo com arthur. não acho o dunga mau técnico. acho que fez um bom trabalho e perdeu o jogo pra holanda, que quase levou a copa e não perdia dois anos fazia.

  18. Se alguém jogou futebol vistoso nessa Copa foi a Alemanha e, em alguns momentos, a Argentina. Mesmo assim, o Uruguai foi o tme mais empolgante da Copa, por que jogou todas as partidas com uma vontade que parece não existir mais nas seleções. Um grau de comprometimento e paixão que é coisa de quem ama. Dunga tentou imprimir isso no Brasil, mas não passaram de soldados bravos e não jogadores com entrega total.

    Quem acredita que os outros times praticaram um futebol arte vive em esforço de auto-engano, numa boa.

    Fora isso, nessa Copa quebram-se diversos tabus:

    – Pelé acertou sua previsão de campeão pela primeira vez na história.
    – O único time que não perdeu na Copa foi a Nova Zelândia.
    – A Suíça e o Chile marcaram gols.
    – Pela primeira vez um time europeu ganhou fora de seu continente.
    – E a experiência mostrou que os octópodes entendem muito mais de futebol do que todos nós que perdemos horas do nosso tempo valioso tentando explicar esse jogo .

  19. Eu também gostei da copa, sobretudo dos momentos que o rafa mencionou. Também adorei o México e Argentina. Acho que tanto o México como os EUA times que entusiasmam.
    Sobre a Espanha, repito o que disse: é futebol cultura, não futebol arte. Achei o 2o. tempo dela contra a Alemanha um dos melhores momemntos da competição

  20. Gostei de Gana e EUA tb. E adorei a Copa, gostei muito mesmo, só não acho que a Espanha seja a “Vitória do Futebol” como a imprensa – que testa hipóteses e não tem nenhum compromisso com a coerência – insiste em rotular.

  21. Texto bem bacana, Rafael. A copa foi legal mesmo. É Engraçado pensar que o Paraguai poderia ter sido campeão. A Espanha mereceu no dois últimos jogos, sem o Torres, enganador.

    No mais:
    – o prêmio do Forlán ficou meio forçado. Eu preferiria o Iniesta, desta copa, ao Forlán, desta copa, no meu time.
    – Snejder é bem mais ou menos, os goleiros adversários jogaram muito ele.
    – o melhor time do Brasil era aquele mesmo, sem gansos (ainda), e o Dunga é um técnico de razoável pra bom (o problema é que quando o jogo começa ele elouquece, como eu, e não vê mais nada). Acho que poderia ter chegado à final, perdendo para os espanhois.
    – Maradona mostrou que ter técnico é importante.
    – Futebol arte, de verdade, foi da alemanha.
    – Mais chato que um espanhol campeão, só um argentino campeão.

  22. Mais uma coisa: copa do mundo é bom, mas o que vale mesmo é copa das confederações.

  23. Pois é. Eu errei. Eu perdi. Só eu perdi. O futebol? Nem sei.

    Parabéns ao futebol-escolinha:

    Que só dribla sem instinto. Não chuta de longe. Faz meia-hora de tabelas pros lados e prá trás. Mas vence com média de 1 gol por jogo (o suficiente).

    Acho engraçado esse auê em torno do Forlán. Mas ele talvez seja mais a cara do nosso gosto. Um certo desprezo ao esporte coletivo que o futebol é. Afinal, o cara é fominha, dificilmente acerta um passe, mas chuta de todo lugar e a bola vai na direção do gol quase sempre. Fora as madeixas louiras… Ok, Forlán. Eu me rendo a tudo hoje.

    E essa falsa mentira que se diz sobre a Espanha idílica pode ser boa para as escolhas que a CBF (urgh!) terá que fazer nos próximos dias, e o treinador escolhido terá que fazer… sediaremos 2014 com uma seleção mágica? Como bem disse o Lauro (e o Carlinhos em outra ocasião), as nossas safras já não são mais as mesmas.

    A Copa foi massa. Nenhum foi craque nela. Pra mim o jogador mais importante foi o Casillas, e o mais completo foi o Schweinsteiger. O Villa é massa, mas vai brilhar no Barcelona.

    Boas lembranças mesmo, mas a final foi triste. Discordo um pouco do Jay no exagero contra a final de 2010. 2006 foi pior, o craque saiu sem decidir. 1998 foi legal porque o Brasil resolveu facilitar. 1994 aquele horror. 1990 paupérrima. Enfim… piores rolaram e ainda deverão rolar.

    Beijos!

  24. Voltando a palpitaria, vou resumir minha nova tese:

    Usar um time de clube vencedor como base sempre deu boa seleção pra Copa do Mundo. Espanha agradecerá eternamente ao Barcelona. Ou o contrário? Arrá!!!
    A seleção brasileira de 2014 virá de uma base com 6 a 8 jogadores de um só clube! Graças a máfia CBF-patrocinadores-algum-clube!

    Tipo…
    André Sanchez e CBF armam um super-Corinthians com os melhores craques que forem surgindo no Brasil até 2013. Se o Curintia conseguir algum destaque internacional (até então, nunca na história deste país, OU só no playstation-chon), tá montada a base. Muito dinheiro! Muita máfia! Eis o Brasil 2014.

    Anotem e me cobrem! ;-P

  25. E pela primeira vez, a seleção do país sede não foi para a segunda fase da Copa

    E acho que foi a primeira Copa com uma Maria Chuteira oficial (a incrível Larissa Riquelme)

    E a bitoca do Casillas na jornalista que ele namora foi o “vocês vão ter que me engolir” em versão sensual e romântica.

  26. Melhores jogos das últimas semanas: Flamengo X Universidad (CHI); São Paulo X Cruzeiro; Internacional X Estudiantes; Grêmio X Santos; Alemanha X Uruguai.
    Proponho que a FIFA, a título de controle de qualidade, inclua sempre na Copa do Mundo o campeão atual da Libertadores.

  27. en cerrando de vez o capítulo Dunga na minha vida. Discordo que tenha feito um bom trabalho. Acho que foi um dos piores treinadores que a seleção já teve em sua história. Pra mim a síntese do que foi o comando dele foi o Brasl ter terminado o jogo contra a Holanda com apenas duas substituiçoes apenas porque nao tinha mais ninguém pra botar. Inadmissível e definitivo atestado de incompetencia. Quer convocar quem tá fechado com o grupo,chama pra tomar uma cerveja em casa. Está lazaronizado.

  28. Como becão que sempre fui (Lauro sabe, jogou comigo aqui em BH) gostei muito do gol do Puyol, que é um cara que admiro muito. Mas depois dele, a Espanha teve chance de aplicar um chocolate histórico na Alemanha, com as duas bolas que o Villa recebeu no mano a mano e tentou o drible curto (e perdeu) em vez de jogar na frente e deixar os grandalhões prá trás e com aquele egoísmo ridículo do Pedro, que foi driblar em vez de servir o Alonso. Para a Espanha se igualar ao Barça, precisa de um cara com faro de gol como o Messi, que aliás decepcionou, devia estar com o faro estragado pela proximidade com o Diego…
    Nossa seleção de 82 (lá vem o velho saudosista) também trocava muito a bola (meu pai ficava irritadíssimo), cercava por todos os lados, mas tinha muita gente prá fazer gols.
    Rodrigo, concordo que jogar feio e perder é foda, preferível seria ganhar jogando bonito, mas fazer o que? Cabou a era Dunga…

  29. Esse final de copa só prestou para eu me lembrar dessa coincidência musical….

    Um Cafuné na Cabeça, Malandro, Eu Quero Até de Macaco

    Brigam Espanha e Holanda
    Pelos direitos do mar
    O mar é das gaivotas
    Que nele sabem voar
    Brigam Espanha e Holanda
    Pelos direitos do mar
    Brigam Espanha e Holanda
    Por que não sabem que o mar
    Por que não sabem que o mar
    Por que não sabem que o mar
    É de quem sabe amar

  30. Andre, aquela seleção de 82 fez 15 gols em cinco jogos, média de 3 por jogo, maior que a da seleção de 70. Tocava muito a bola mas era muito objetiva, tinha excelentes finalizadores. Concordo com voce, o ideal é ganhar jogando bonito. Ganhar jogando feio também é bom, agora perder jogando mal é irredimível.

  31. A Espanha teve uma média de gols baixa. Agora, Rodrgo o seu comentário anterior foi genial. Um dos melhores insultos que eu já escutei na vida. Demais mesmo

  32. ah maikon: nas duas últimas copas tiveram problemas de racismo dentro da seleção, com ameaça de boicote dos jogadores negros. depois teve uma segunda ameça de boicote por bichos…essas coisas.
    minha seleção:
    goleiro holandes
    maikon
    juan
    puyol
    lahn (mesmo véio)
    swatzentagger ou seja lá como se chama
    aquele uruguaio que roubou bola de todo mundo
    iniesta
    xavi
    muller
    forlan

    villa na reserva, apesar de achar que ele comporia melhor com o furlan que o muller.

  33. Bora Lá:

    Casillas, maicon, juan, tanaka, schweinsteiger (bastian era mais fácil), arevalo rios, van bommel (a la Simeone), muller (joga assim no bayern também viado!!!), forlan (craque da copa), klose e villa

    sopa de letras vai bem na lateral, assim como el mago forlán na meia.

  34. Pena que o Forlan nao acertou nenhum passe, nas poucas vezes que tentou.

    Mas como reclamar de um cara que faz todos os gols que importam?

    😀

  35. Se o Asamoah Gyan tivesse acertado aquele penalti, talvez fosse ele o craque da copa. Mas Forlan foi muito bacana, provou que sabe muito mais de bola que o butineiro do pai dele!

  36. Acho muito triste não ter um comentariozinho mínimo de alguma mulher nesse post tão importante e com comentários tão bem fundamentados (em opiniões próprias, o que há de mal nisso?)! Por isso, faço-o!

    Copa de vários gatos (pitada feminina) como Piquet, Podolsky, Van Pierse e, até mesmo, o Júlio César à la Buzz Lightyear, dentre alguns outros! E as gatas também, como foram tantas vezes citadas acima. Teve lá suas vantagens de ser assistida sim!

  37. Seu Maryland, parabéns, o seu comentário foi o mais sábio. O blog vai te dar uma medalha, satisfeito?
    De resto, o seu nome é mais falso que nota de três.

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