O capeta da Copa

Ele mandava o virandu sem culpas

O Rafa escreveu um texto massa e o Guaci, que não é bobo, colocou no ar. No começo concordei com tudo, achei demais. Ainda acho na verdade. A medida que a Copa evoluía, um capetinha dentro de mim, no entanto, invocava com o que tava escrito lá. Depois de muita resistência e de uma discordância que o nosso ídolo captou antes mesmo de eu escrever, acabei postando um comentário contestando o post. O Tiago gostou e, junto com ele, achei melhor publicar aqui.

Rafael é o ídolo desse blog e já previra quase tudo que se repete na Copa.  Esqueceu uma coisa, um fenômeno cíclico que acontece de quatro em quatro anos: a zumbificação do torcedor. Eu já estou vítima desse processo e se jogarem água em mim ou me alimentarem depois da meia noite, eu tenho medo do que possa acontecer.

Nessa altura da Copa, quero mais é que a Argentina ganhe tudo, tenha goleadas lindas e já nas quartas de final seja confimada como a oitava maravilha do futebol. Quero também que, nesse embalo, enfrente o Brasil na final e tome uma pemba. Daquelas que vai fazer com que a crise econômica deles pareça um sonho dourado.  Assim como aconteceu na Copa América de 2007 com o “time imbatível”. Onde toda beleza do mundo se esfacelou com três gols para o Brasil (um deles contra).

Por quê? É só começar a Copa e um instinto além de qualquer explicação toma conta e eu não consigo torcer pelos argentinos. Toda minha simpatia pelo Maradona, pelo Verón, pelo Tevez vai pro ralo. Tudo que eles falam me irrita profundamente. Acho qualquer piadinha do Maradona uma merda e começo a implicar com essa obsessão dele pelo Pelé. Pode falar o que for Don Diego, mas vai ganhar três copas jogando bola e depois vem conversar.

O cara ganhou a Copa de 86 e vem tirar chinfra. Dá licença. Enche o saco essa mania dele de tratar o Pelé com desprezo. Quando o Maradona tava no fundo mais profundo da merda, começou um programa de TV e o primeiro entrevistado foi o Pelé. E aí vem esse baixote encher o saco. Não participa nem de propaganda do lado dele por que tem nojinho do negão. Dá licença.

Olha o gremlin torcedor tomando conta.É infantilóide, pode trazer traços de ufanismo besta, pode ser o que for, ligo não. É só acabar a Copa que passa. E mesmo se o Brasil for eliminado na primeira fase, não tem conversa, ainda devo torcer contra a Argentina em quase todas situações.

Quem quer ver espetáculo vai pro museu, exposição, show, teatro, cinema, TV a cabo ou assistir um jogo dos Harlem Globe Trotters. Copa do Mundo é competição. E o fato de ganhar ou perder faz toda a diferença, por mais feio que os jogadores joguem.

O Brasil da minha infância perdia tudo. No campo das competições internacionais, a gente torcia pro vôlei brasileiro, pro Oscar, pra Hortência, pro Joaquim Cruz, Robson Caetano, por que o futebol nacional tinha ido pras cucuias. Era normal ver o time indo embora nas oitavas ou nas quartas de final. Lembro da minha raiva em 88 contra tudo que a França representava por causa da derrota em 86 na Copa do México e da derrota para a Rússia na final das Olimpíadas de Seul (o juiz era francês e achei que o país representava uma coisa muito negativa pro nosso futebol. A suposição depois se confirmou com o Zidane).

94 foi feio, retrancado, longe do jeito que a gente imaginava mas recobrou a moral do time que também, em muitas situações, jogou lindamente. Quem não se lembra do jogo fodaço do Brasil com a Holanda em 98, contra a Inglaterra em 2002, em todas finais de Copa América e Copa das Confederações e nas eliminatórias contra a Argentina? O estigma de freguês dos vizinhos de baixo vem daí. E o Brasil, em geral, joga bonito contra seu maior rival. Quero o Messi perdendo feio pelo Brasil, chorando e tudo mais. Vou fazer o quê?

Outra coisa, tô achando massa que os times da América Latina estão mais competitivos nessa Copa do que na última. Pelo menos Argentina, Uruguai e México já estão praticamente garantidos nas eliminatórias. Chile, Paraguai e Brasil também devem ir. Legal demais.

38 comentários sobre “O capeta da Copa

  1. Eu entendo muito do prazer das jogadas lindas e de assistir o Messi jogando muito, mas pouca coisa me deu tanta alegria do que isso:

    e principalmente isso:

  2. Gostei muito do comentário: da psicologia futebolística, da perspectiva histórica e, principalmente, do inconfundível estilo “editorial” da playboy (e congêneres); o uso da palavrão no jornalismo opinativo, por exemplo, é uma joia rara que apresentas. Excelente texto. Saudades, Lauretes!

  3. hahahaa. Adorei seu texto, Lauro. Acho que todo mundo fica com um pouco desse espírito, do jeito que você escreveu. Bjo!

  4. Ótimo texto mesmo. Me identifiquei com tudinho! Não há quem não esteja tomado por esse espírito anti-argentino ao extremo. E, claro, com o patriotismo à flor da pele. Sou Brasil até debaixo d’água e se der essa final linda, Brasil e Argentina, vou morrer de prazer em ver os hermanos tomando uma sacolada tupiniquim.
    Força total para os time latino americanos!
    Beijão e mais uma vez, parabéns pelo blog. Lindo de ver!

  5. Perfeito Laurão, é isso mesmo, jogar bonito é coisa pra penteadeira, bora fazer um busto do Mauro Silva aqui na porta de casa.

    Só descordo de uma coisa, sempre torço pros EEUU. Acabo considerando a América como um continente só na luta contra os europeus (nossos verdadeiros rivais). Sem falar que ia ser massa demais ver o futebol suplantar os esportes que eles praticam por lá. No jogo de agora há pouco foi massa ver a torcida chorando com o empate e ver a galera querendo MATAR o juizão pelo gol mal anulado; gente é um fenômeno muito interessante mesmo.

  6. Bacana mesmo é a narração argentina de 2004.
    1- “Se guardó todos los goles Delgado para este, el que vale la copa.”
    2- “Brasil vá por la quimera”
    3- “le quiero matar, Adriano”
    4- “Un grupo de imbéciles del banco de suplentes brasileño le fueron a gritar el gol al banco argentino.”
    5- “Esto es lo que es llamado el culo histórico de Brasil”.
    Não tem preço.

  7. bem, eu realmente não consigo torcer contra a Argentina. Tenho simpatia total pelo país acho Maradona do caralho, o maior que eu vi jogar e o Messi hoje pra mim é o melhor jogador do mundo. Acho até interessante que essa coisa de patriotismo seja canalizada pra algo tão inofensivo quanto futebol,mas do mesmo jeito que tem gente que abraça a camisa amarela como se fosse uma extensão de si mesmo, minha indiferença só é despertada quando o Brasil joga como o Brasil. Purismo? talvez. Minha geração tem um problema sério, que é viver sob o estigma da seleção de 82. Por ter visto a beleza do futebol perfeito e irretocável eu criei essa utopia que a seleção brasileira deveria sempre se guiar por esse padrão elevado de grandeza. Quando ela pelo menos tenta como em 2002, eu to lá torcendo, quando tenta mimetizar os subterfugios criados por seleçoes menores pra compensar a falta de talento, eu fico indiferente. O Dunga tá tentando repetir 94, a copa de referência dele, mas a meu ver tá esquecendo do fator Romário. União e espirito de grupo sozinhos não ganham copa. Romarios e Maradonas sim.

  8. Tendo a achar que a postura de achar que “futebol deve ser jogado assim”, da mesma forma que “assado” é totalmente incongruente com o característica principal do jogo, qual seja, a de ser uma linguagem universal. No futebol vale de tudo, desde que, claro, dê resultado. É comum vermos desde velhas de 60 anos até, sei lá, padres, tecendo ideias sobre a melhor forma de jogar. O Zé Miguel Wisnik, fala sobre isso no livro dele, de como o “vazio” operacional do jogo na maior parte do tempo permite que muita coisa seja produzida. No final das contas a única maneira de saber se foi bom ou ruim é através do resultado. Por isso acho que falar do Brasil de 82 é calar sobre a Itália de 82, ou sobre a Holanda de 74 ou a Hungria de 54. Em 54 um time que tinha união, espírito de grupo e umas pílulas conseguiu ganhar o mundial.

    Fico vendo essas retrancas que todo mundo quase está fazendo no mundial de hoje e me lembro das negociações sobre o clima que fizeram água ano passado. Assim como lá todos queriam um mundo melhor ecologicamente mas ninguém quis pôr a mão no bolso, aqui todos acham bonito o futebol show, mas insistem no jogo mais pragmático, porque é mais difícil perder assim. A retranca tem igualado as chances, e aumenta a possibilidade do “pior” vencer o “melhor” (outra característica forte do esporte). Inda agorinha mesmo a Argélia tá dando um calor na Inglaterra, fosse em 82, o jogo estaria 8 x 0 pros europeus. Há uma beleza também em ver a superação do “pior” sobre o “melhor”; é uma celebração DE humanidade (mas isso é ainda outra conversa).
    Talvez por isso, malgrado o mega evento de hoje, o futebol ainda esteja em crescimento no mundo (na India, China, EUA e em outros lugares).

  9. Depois respondo esse monte de bons comentários, tô numa correria brava aqui e em outras tretas pela Internet, que vão virar post. Mas só queria registrar que o melhor jogo da Copa que eu assisti atpe agora foi o 1X0 de Sérvia e Alemaha. Cheguei atrasado no trabalhopor causa dele. Não conseguia sair de casa.

    O placar foi magro , mas foi um jogo disputadíssimo em que o posicionamento em campo e a movimentação foram a chave. E a busca do placar deixou ele dramático no segundo tempo. Nem sempre o que te prende em um jogo é só a beleza plástica dos lances. Nessa partida de hoje de manhã isso ficou bem claro pra mim.

  10. Galera (apropriadamente),
    Antes do texto do Lauro e dos comentários do Gilson e do Carlinhos, a melhor coisa que eu havia lido sobre futebol na cobertura da Copa foi a frase de um jornalista colombiano que cobre a seleção brasileira: “no meu país, time bom é time que ganha.” (a conversa havia enveredado por esse tal de futebol-arte, que perder jogando bonito é melhor do que ganhar jogando feio e outras coisas insensatas assim).
    Ao contrário de uma pintura, de um prato assim, um vinho assado, a gravata de fulano de tal e por aí vai, o esporte, um enfrentamento ritualizado(ou luta, ou guerra e por aí vai; a antropologia dos esportes usa essa metáfora o tempo inteiro, e me parece bastante adequada – ela não foi inventada pelo Dunga pra vender cerveja) tem, por meio de suas regras e sistemas de pontuação, um jeito muito claro de definir quem foi o melhor, isto é, o melhor de acordo com as regras do jogo, que são claras, como diria o outro: é o vencedor (quem correu mais rápido, quem saltou mais longe, quem marcou mais gols). E como disse o Gilson, a beleza está em vencer, superando suas limitações, retrancando, chapelando, goleando, tanto faz. A beleza está em ganhar.
    Quero que o Brasil ganhe. Não me importa como, desde que, claro, de modo justo, dentro das quatro linhas e segundo as regras (por definição, só pode haver beleza no jogo vencido segundo as regras, que são o universo normativo que realmente conta).
    Pra mim, a seleção da Holanda de 1974 é uma merda (não ganhou), assim como a de 1978. A seleção do Brasil de 1974 é uma bela merda (não ganhou). A de 1978, tudo indica que foi roubada pela ditadura argentina, então não dá pra dizer com segurança; pra todos os efeitos, não ganhou… A de 1982 é a pior de todas, pois além de tomar um vira humilhante (clara indicação de incapacidade, ou alguém acha que perdemos da Itália porque éramos bons demais? Não faz muito sentido, na minha opinião. Perdemos porque não éramos os melhores e pronto, acabou.), ainda traumatizou muita gente naquela fase deprê entre a anistia e as Diretas-Já. A de 1986, 1990, 1998 são ruins, horríveis (a de 1998 é a pior). As de 1994 e 2002 são boas.
    Gosta de firula? Joga Playstation. E se não for muito bom nos controles, lembra como foi gostoso ganhar do seu primo que joga pra caralho sem firula, retrancando, dando porrada, chute pro mato e aproveitando o único descuido dele.

  11. Queria ver quem fala que a Argentina tem que ganhar ali no meio da apresentação do Bloco do Matinho na festa de São João de São Luís (que homenageia os feras da seleção).

  12. uma das coisas fascinantes sobre o futebol é que cada jogo fabrica sua própria dinamica que joga tudo pro terreno do imprevisivel. Nem sempre, ao contrário da maioria dos outros esportes, os times equipados com os mais criativos e e geniais vencem. A prosa consistente as vezes derrota a poesia. Ainda assim, eu acho muito mais fácil ganhar uma copa com Ronaldinho Gaucho, Neymar e Ganso do que com Julio Batista, Felipe Melo e Josue. Não existe conflito entre futebol bonito e futebol competitivo ainda mais hoje em dia quando tá tudo compactado e o jogo se desenrola cada vez mais previsivel numa faixa pequena do campo. O craque nunca foi tão necessário. Essa conversa de firula pra mim foi inventada por alguém que deve ter tomado muita bola no meio das canetas em peladas de rua.

  13. Escalação de Playstation só vale no Playstation. Quem já jogou bola sabe disso.
    Neymar na Seleção???!!!
    No Playstation-chon-chon!!!

  14. O futebol desta seleção evangélica tem tudo para culminar em desfile em carro de bombeiro; não porque ela é boa, mas porque – exceto a Argentina – as demais são terríveis.

  15. Não concordo que o nível da Copa está ruim, o que me parece é que a hegemonia das seleções mais tradicionais está indo por água abaixo e considero isso muito bom. A famosa frase feita: “já não tem mais bobo no futebol” cada vez tem feito mais sentido. Hoje mesmo aconteceu um jogaço entre duas seleções que não são destaques em Copa do Mundo: EUA X Argélia talvez tenha sido o melhor jogo até agora da Copa. Jogo aberto com as duas equipes precisando da vitória, jogando um bom futebol e se lançando ao ataque, sendo decidido aos 45 do 2º tempo.
    Outra coisa que gosto no futebol é que ele é democrático, na melhor definição desse conceito, joga o negro, o branco, o índio, o aborígene, o muçulmano, o protestante, o pentecostal, o gay, o playboy, o pedreiro e vence quem tem mais capacidade pra enfiar a bolinha dentro da meta. Pouco me importa se é uma seleção de evangélico ou de ateus. Depois que vestiram a Amarelinha, aqueles sujeitos, ao menos na minha imaginação, me representam, estão realizando um sonho que a maioria da população mundial queria viver, um sonho que gerações de crianças nascidas no Brasil sempre tiveram, mas os convocados da Seleção que foram capazes de chegar lá. Não é a toa que a música mais tocada nos ipods dos jogadores é aquela do Jorge Aragão: “respeita quem pôde chegar aonde a gente chegou”. E meu respeito é para o que os jogadores fazem dentro de campo, fora dele é problema pessoal dos atletas, cada um sabe onde o calo aperta. Outra questão que ninguém comentou aqui é o fato do Dunga peitar a Rede Globo, de não permitir que ela tenha privilégios ou exclusividades em relação aos outros meios de comunicação, acho isso muito louvável e noto que a maioria das pessoas estão a favor do técnico, o que é um grande avanço para o Brasil.

  16. Adorei o jogo Argélia e EUA também. Este time dos EUA não é nenhuma maravilha, mas não arrega. Se a tendência se confirmar não me lembro de uma segunda fase com tantos times do continente americano.

  17. Tô cheio de coisa pra fazer, Lauro, afinal o fim do semestre está chegando e não sei se consigo escrever algo por agora. Mas queria dar uma dica de leitura que mostra porque esse esporte é tão comovente, é a história do F.C. Start, um time de ex- jogadores do Dínamo de Kiev que foram obrigados a enfrentar uma equipe de oficiais nazistas sob a condição de perderem para continuarem vivos. O fato é que os jogadores do Start resolveram não perder o jogo, honrar a camisa (vermelha e branca) que vestiam e, após vencerem e humilharem os jogadores nazistas 2 vezes, foram massacrados pelos soldados de Hitler.

    Quem quiser, dá uma sacada nesses links e em outros do google. Abç.

    http://www.gtamind.com.br/forum/index.php?showtopic=10180

    http://educacao.uol.com.br/historia/ult1704u94.jhtm

    http://novo-mundo.org/futebol-e-o-resto-dos-esportes/os-herois-do-dinamo-de-kiev.html

  18. Mandei um comentário e a conexão cortou, então vou tentar repetir. Demétrio, chamar o time de 82 de ruim é sacanagem, tinha apenas dois defeitos, goleiro (devia ser Raul ou Leão) e centroavante (Careca bichou, põe o Dinamite ou o Claudio Adão), fora isto foi um time maravilhoso de ver jogar.
    Gilson, em 54, no primeiro jogo entre a Alemanha e a Hungria o técnico alemão mandou o lateral quebrar o Puskas, já pensando na final, e além disso o juiz ajudou, em um dos gols da Alemanha houve falta no goleiro e o juiz “não viu” e teve o gol do Puskas anulado por “impedimento”. Tá certo que o salto alto atrapalhou, igual com a Holanda de 74, mas…
    Hoje, assistindo ao ótimo segundo tempo de Eslováquia x Italia, torci igual um doido, “Não, putada, vocês não têm direito ao empate!”, “Chora, macarrão, vai embora!”, me senti vingado no final.
    Amanhã vou torcer pro Chile tirar a Espanha, preferia os dois seguindo, mas a Suiça atrapalhou, então…
    Lauro e Tiago, saudades imensas, grande abraço prá vocês!

  19. O lance legal de Copa do mundo e do futebol, em geral, é que a gente sempre torce pra um dos times, geralmente pro mais fraco ou pra um que temos menos antipatia. Até quando é Grêmio X Corinthians hahahahahahaha

  20. André, se eu entendi, o Demétrio quis provocar aquele saudosismo em torno do time de 82, que acha que se o futebol nõ for daquele jeito não tem graça. De fato, esse papo é muito chato mesmo. Puxa vida, o futebol pode ser chato em um time como de 82 como pode ser fascinante em um time como o de 94. Eu não entendo essa história de que não precisa ganhar. claro que precisa. Eu torço, quero ganhar. é um jogo, nao é uma performance.

  21. André dos Anjos, ao que consta o próprio Puskas reconheceu que a Alemanha quis mais a vitória que a Hungria naquele dia. No filme sobre o Milagre de Berna há um relato da sacada do técnico alemão sobre o esquema da Hungria, notadamente a volta de Hidegkuti, que garantia a supremacia da esquadra comunista no meio campo e no ataque (numa espécie de futebol total sem tanto preparo físico). Como se vẽ, não foi tão à toa a vitória, malgrado a discrepância técnica entre os times. Nego que perde pra Fritz Walter e Helmut Hahn, de fato não tem muito que reclamar.

    Este é o ponto que defendo, e aqui vai um ponto de vista bem pessoal (que vale tanto quanto o do Stevie Wonder): o aspecto anímico vale mais que o técnico em jogos decisivos.

    E só pra registrar, grande resultado do Brasa hoje.

  22. pra quem gosta de futebol tosco de resultados como o de 94,hoje deve ter sido uma festa. vai jogar mal assim no inferno. Josue, Gilberto Silva, Julio Batista e Daniel Alves deve ser o pior meio de campo que já disputou um jogo do Brasil numa copa do mundo. Valeu Dunga, esse time tem sua cara.

  23. Jogou mal demais mesmo, cruz credo. Mas eu tô curtindo a Copa viu. Achei massa essa classificação em peso da América do Sul. Acho que os times que mostraram melhor futebol entraram. Ao contrário do Rodrigo, acho que a era da retranca tá acabando. Jogos horríveis sempre vão existir.

  24. Rodrigo, eu achei muito ruim, o time não ganhou (RA!). O segundo tempo foi péssimo e o Kaka fez muita falta. Mas acho que o país tem poucos bons meio-campistas no momento Só consigo lembrar do Alex pra posição (porque o Ganso, até onde eu sei, tá quebrado) . Ah, tem o Zé Roberto de volante, mas aí não é meio campo.

  25. tb to curtindo a copa, laurão, jogos emcionantes. E tb estou adorando os times da américa latina passarem todos. Tá virando Copa américa. Tiago, o Ganso nao estava quebrado, so apressou uma cirurgia que tava prevista pro fim do ano porque nao foi pra copa. Mas esse jogo tava pro Alex. Acho que o Brasil tem boas chances,mas se perder Kaká e Robinho,fica quase impossivel. So to achando o time muito pilhado, descontrolado, tenso além do necessário.

  26. #35, boa Rodrigo, tô sentindo falta só dessa frieza ASSASSINA. No mais, nosso onze é o que jogou contra a Coreia. Com aqueles cabra dominamos Marte!

    States e Japão colocando colocando grilo na cabeça de todo mundo, Europa decadente… decerto estamos no século XXI.

    Uma boa que ouvi hoje: diziam que a Eurocopa era a Copa do Mundo sem Argentina e Brasil. Agora podemos dizer que a Copa América é a Copa do Mundo sem Gana e Japão!!!!!!

  27. é isso ai, Gilson. A CBF pode sair pela äfrica fazendo mutreta com ditadores a custo de 2,5 mi, porque com esse modelo exportador dos paises sul-americanos as federaçoes se fortalecem e os clubes se fodem. O Brasil podia ser a NBA do futebol. Enquanto isso os clubes europeus que so importam e nao investem em valores novos (com exceção dos espanhois) ficam cada vez mais poderosos e suas seleçoes nacionais mais velhas e fracas. Ha quanto tempo a gente escuta falar de Gerard, Lampard, Henry, Pirlo?
    concordo com voce. Frieza é fundamental. Esse time do Dunga bate muito mas bate mal por puro descontrole. Acho um time forte, vamos ver se é eficiente como o de 94.

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