SingerSongwriter

Podia ir direto aos filmes que deram origem à série, mas prefiro mostrar outras facetas que o gênero ganhou ao longo do tempo. Então, vai primeiro o maior: Mark Edward Smith; depois o Slick Rick.

The Fall : Just Step S’ways

When what used to excite you does not
Like you’ve used up all your allowance of experiences
Head filled with a mass of too-well-known people
([This is an important aspect of Big Priest.
His hypnotic induction process.
His] commercial last chance)
Just step sideways from this world today
Just step sideways round this place today
Just step sideways round this world today
Just step outside this grubby place today
Don’t ever hit that vulgar cave
The joker says: ‘Go the opposite way’
Just step outside this futurist world today
Just step right round this…today
The Eastern Bloc rocks to Elton John.
So just step sideways from this place today
To be a celebrity you’ve gotta eat the past, nowadays
But who wants to be in a Hovis advert, anyway?
Just step right round this futurist world today
Just step outside this grubby place today
Just skip out miss the ice flicks of Bacardi
Just step outside this future world today
Don’t let it beat ya
Don’t let it whip ya
Jump on the back of nicotine
Hit those lung wurm back rays
Just step outside this future world today
Today X6
..world today
Just step sideways from this place today
Jump on the back of nicotine
[Hit those lung-wurm back-rays]
Just step outside this future world today
Today X 4

Slick Rick: Children’s Story

Once upon a time not long ago,
when people wore pajamas and lived life slow,
When laws were stern and justice stood,
and people were behavin’ like they ought ta good,
There lived a lil’ boy who was misled,
by anotha lil’ boy and this is what he said:
“Me, Ya, Ty, we gonna make sum cash,
robbin’ old folks and makin’ tha dash”,
They did the job, money came with ease,
but one couldn’t stop, it’s like he had a disease,
He robbed another and another and a sista and her brotha,
tried to rob a man who was a D.T. undercover,
The cop grabbed his arm, he started acting erratic,
he said “Keep still, boy, no need for static”,
Punched him in his belly and he gave him a slap,
but little did he know the lil’ boy was strapped,
The kid pulled out a gun, he said “Why did ya hit me ?”,
the barrel was set straight for the cop’s kidney,
The cop got scared, the kid, he starts to figure,
“I’ll do years if I pull this trigga”,
So he cold dashed and ran around the block,
cop radioes it to another lady cop,
He ran by a tree, there he saw this sista,
a shot for the head, he shot back but he missed her,
Looked around good and from expectations,
so he decided he’d head for the subway stations,
But she was coming and he made a left,
he was runnin’ top speed till he was outta breath,
Knocked an old man down and swore he killed him,
then he made his move to an abandoned building,
Ran up the stairs up to the top floor,
opened up the door there, guess who he saw?,
Dave the dope fiend shootin’ dope,
who don’t know the meaning of water nor soap,
He said “I need bullets, hurry up, run!”
the dope fiend brought back a spanking shotgun,
He went outside but there was cops all over,
then he dipped into a car, a stolen Nova (?),
Raced up the block doing 83,
crashed into a tree near university,
Escaped alive though the car was battered,
rat-a-tat-tatted and all the cops scattered,
Ran out of bullets and still had static,
grabbed a pregnant lady and out the automatic,
Pointed at her head and he said the gun was full o’ lead,
he told the cops “Back off or honey here’s dead”,
Deep in his heart he knew he was wrong,
so he let the lady go and he starts to run on,
Sirens sounded, he seemed astounded,
before long the lil’ boy got surrounded,
He dropped the gun, so went the glory,
and this is the way I must end this story,
He was only seventeen, in a madman’s dream,
the cops shot the kid, I still hear him scream,
This ain’t funny so don’t ya dare laugh,
just another case ‘bout the wrong path,
Straight ‘n narrow or yo’ soul gets cast(?).

14 comentários sobre “SingerSongwriter

  1. Cara, o Mark E Smith é, em primeiro lugar uma parada muito séria. Ao mesmo tempo que é muito rock e leva isso aos limites – talvez de um jeito parecido com o que o Albert Ayler levava o evento do jazz no sul dos EUA -, ele também tem nas letras dele um pouco do que esse pessoal dos cinemas novos tinha no cinema nos 60 e 70. As letras e as melodias são comentário, narrativa, poesia, confrontam a criação deles (tanto que nos 80 existia o tabu de que o Fall não tocava música velha no show). O lance é muito, mas muito cabuloso mesmo.

    O punk e o pós-punk quando a música popular mais se aceita como estética e ao mesmo tempo passa a se discutir do mesmo ponto de vista que obras de arte discutem as outras criações artísticas.

    Na minha opinião, o Fall é o ponto alto disso.

  2. Eu acho o Fall uma parada muito séria na história da criação artística. Sem exagero. E é pelo o que o Lauro fala, por pensar o rock sem pagar tributo, criando como qualquer outra forma de expressão. É muito comum que se listem bons letristas como aqueles que escrevem como a mais alta poesia dos últimos séculos. Assim, não são letristas, mas poetas. Um dos maiores listados do gênero, Bob Dylan, sacou que letra boa não é por aí.Tato que prefere o Smokey Robinson como letrista (que escreve como um compositor pop).

    Mas o Mark Smith, ao mesmo tempo escreve as letras como letras, não como poemas, e como letras modernas, meio godardianas, meio bo didley, como letras de rock. Concordo com o Lauro que ele seja o ponto culminante do rock se pensando com autonomia. Falando na mesma estatura que as outras artes e sem pagar pau pra ninguém, pra literatura, pro cinema, artes visuais e música “séria”.

    Por isso, o acho um letrista infinitamente superior aos favoritos das livrarias, como o Tom Waits, por exemplo. Não tenho nada contra o Tom Waits, muito pelo contrário, mas fica a impressão de um Howlin Wolf com verniz. Sem contar os pastiches de poetas malditos: O poeta torturado em palco. O pior e mais rídiculo exemplo é uma das vítimas preferenciais do Mark E Smith: Nick Cave.

    O MNArk Smith nota como essa estrutura discursiva, meio em primeira pessoa, pode se transformar em conversa, em ler uma coisa da rua, que se funde com o que aparece num trecho do fausto, naquele ritmo repetitivo, tenso.

  3. não sei se concordo sobre essa avaliação do Tom Waits não, Tiago. Acho o rótulo meio redutor. Apesar de achar que ele realmente deve adorar Howlin Wolff, para mim ele é um compositor que traz uma sensibilidade mais literaria pra canção seguindo os passos de Dylan e Leonard Cohen mais pra Bukowisky do que William Burroughs, combinados com as referências da música de cabaret alema, do vaudeville e Kurt Weill.Não é a toa que a referencia dele é Los Angeles para onde migraram a maioria desses europeus exilados. Acho um compositor extraordinário e que consegue manter um padrão altissimo.

  4. Desculpa minha tosqueira, mas lembrei de um troço que preciso confessar. Dei um cacete no Slick Rick jogando Def Jam Fight for NY essa semana e fiquei me sentindo um merda por isso. Mas ñ tinha jeito, tenho que terminar o jogo né

  5. Rodrigo acho que você tem razão e eu errei o tom, mas não sei se errei. O Adorno tem um texto excelente chamado “A favor de Bach e contra os seus admiradores”. Talvez seja por aí que eu esteja argumentando. O que me incomoda na eleição desse tipo de letrista como o auge das palavras no rock é um certo bomgostismo bem comportado e conservador. Que associa a qualidade a adesão a formatos consolidados antes do rock existir.
    Como já disse anteriormente, gosto do Tom Waits, aliás, gosto bastante. No cmeço dos anos noventa escutei o Rain Dogs e o Big Time até furar. Fora que eu era fã da ex-mulher dele, a Michelle Schocked (eles ainda são casados?)

    Agora, não concordo com a associação dele com o Kurt Weil ou o Hans Eisler. Esses compositores aderiam ao cabaré como uma cultura rebaixada, vagabunda, ele como um formato consagrado, da grande época do cinema. Além disso, o sentido político dessa forma no caso do Weill e Eisler era evidente. No Waits também não é.

    Por isso eu acho que o Slapp Happy e as coisas do Heiner Goebbels têm um sentido mais próximo da parceria Brecht/Weill que o compositor residente na Califórnia.

    PS: André, por isso não mexo com droga. Você acaba matando o seu ídolo. RA!

  6. Agora, o Nick Cave não me interessa mesmo. Eu já escutei, quando era mais novo, e quando revisito os discos acho meio ridículo. Para continuar a sessão Dagmar Krause, envio o vídeo do show que eu mais queria ter visto no ano passado:

    He used to wear fedoras
    Now he sports a fez
    There’s cabalistic innuendoes
    In everything he says.
    Sucking at a cigarette
    Picking up a thread
    Underneath the Casablanca Moon.

    He lurks behind a paper
    In the shadow of a mosque
    He can’t count all the continents
    He’s crossed.
    Trailing party-members leaving
    Footprints in the frost
    Underneath the Acnalbasac Noom.

    His cover was broken somewhere
    In Hoboken – the man said his
    Case was lost.
    He was sent to the Orient,
    a double agent double crossed.
    There’s a cocaine stain on his moustache
    The pieces of his puzzle just don’t join.
    People in high places want to stamp his
    Many faces on a trans-caucasian coin.
    He’d better watch his step ‘cos sooner or
    Later they’ll find his headless body in
    A ventilator.

    Lines of sweat like tinsel start to smart his eyes.
    Neurosis seeps like cement through the cracks in his disguise.
    In a dark bordello he cracked a mirror with his cries
    Underneath the Casablanca Moon.

    Yesterday evening he finally lost his mind;
    The walls fell in & all mankind
    Was standing before him all raising their hands
    In a significant gesture which he didn’t understand.

    His cover was broken somewhere
    In Hoboken – the man said his
    Case was lost.
    He was sent to the Orient,
    a double agent double crossed.

    He used to wear fedoras
    Now he sports a fez
    There’s cabalistic innuendoes
    In everything he says.
    Sucking at a cigarette
    Picking up a thread
    Underneath the Casablanca Moon.

    He’d better watch his step ‘cos sooner or
    Later they’ll find his headless body in
    A ventilator.

  7. Tiago,meu problema é com essa busca de razões ulteriores para um artista se apropriar de um determinado estilo. Acho um território muito fluido para definições categóricas. Sei que sua argumentação não em cima de originalidade porque sabemos que isto é uma bobagem, mas a crítica que você formula em relação ao Nick Cave pode, a rigor, ser estendida, a particamente todo mundo da música brasileira imediatamente pós bossa nova. Vários daqueles compositores se apropriaram de estilos rebaixados ou não, mas operaram uma acomodação a uma estética mais palatável à classe média que consuma sua música. Chico Biuarque amaciou a barra pesada de Ismael Silva e Noel Rosa, Caetano pegou o universo popularesco numa abordagem que era o extremo da paródia, Edu Lobo mimetizou vários pontos de ciranda e de cantadores nordestinos para alguma de suas belissimas composições. Enfim, sem querer me alongar muito, eu gosto do jeito como o Nick Cave incoropora o universo temático do sul dos EUA especialmente o lado mais gótico e constrói algo adjacente aquelas canções “blue collar”. “Mercy Seat” é uma canção excepecional e o acho que o Johnny Cash entendeu na sua gravação que havia algo ali, uma tentativa de replicar um universo temático que trazia novidades ao genero. Não sei, enfim. Tem muita coisa do Nick Cave que eu tb acho muito ruins. Esse debate merece ser retomado qualquer dia.

  8. Não se trata de tornar um estilo palatável ou não rodrgio, não sei se me fiz entender. No caso do Nick Cave trata-se de uma má interpretação mesmo. Acho que ele, com aquele peso dramático todo que ele dá para as músicas, as transforma em personagens, não em obras individuai que se dissociam dos personagens. ele é a caricatura do crooner pós-moderno.
    Apropriação por apropriação, o Kurt Weill nem fazia da classe média, era da intelectualidade mais sofisticada da alemanha, não se trata disso. O que eu digo não tem nada a ver com classe, mas com a divisão entre arte e cultura. Acho que o Fall faz arte, o Nick Cave cria um pastiche de uma cultura. Aliás, uma cultura já bem pastichizada, pára o gosto de “malditos’ de plantão. Nada mais chato que isso.

  9. voce se expressou perfeitamente, Tiago,eu que nao concordo com voce. Engraçado o que é percepção pois eu nunca vi o Nick Cave dessa forma.Ao contrário, os trabalhos dele que mais admitro sao marcados pela economia de recursos, por arranjos esparsos e um confessionalismo muito mais intimista que atirado, usandoe struturas bem tradicionais, quando todo mundo ainda nao fazia isto,especialmente Boatman’s Call e Abbatoir Blues. O que ele tem de gótico ou madito pra mim nao vem como pastiche e sim como paródia. Mas o drama em si nao me causa nenhuma estranheza a priori. Eu aprendi inclusive a me reconciliar com a Maria Betania que me enchia o saco com aquela teatralidade e os decalques da Dalva de Oliveira.

  10. mas olha Tiago, a última vez que eu encontrei com o Nick cave ele cabntou uma puta música em homenagem ao Rogerio Ceni. Pergunte ao Jay e ao Lauro. Se isto não fizer voce mudar sua opinião sobre ela, nada mais o fará.

  11. Pôxa, piorou. Rogério Ceni. Agora, eu acho o Nick Cave uma tristeza. Esses malditos de sarau de fato não me interessam. Acho o Nick Cave isso, cantor de Sarau. Na verdade ele é um Scott Walker de terceira divisão. Sem inventividade. Sei lá, um Joe Pizzarelli roqueiro clássico.

    Muito diferente da Betania, que arrisca uma interpretação da história da música brasileira (ela é intérprete) que tenta se afastar da tal linha evolutiva. E sem ressentimentos tinhorescos.

    Agora, o que eu queria reforçar ao contrapor um cantor que eu gosto e outro que não gosto ao Fall é reforçar não a idéia metaleira de traição, mas a idéia de autonomia. Acho que o que o Mark e. Smith leva adiante é essa possibilidade de fazer do rock uma forma de arte que não precisa pagar tributo a nenhuma tradição. Talvez por ter ciência disso, o Will Oldham seja melhor singer songwriter que o Nick Cave. Reforço, eu gosto do Tom Waits, embora não acompanhe a carreira dele faz tempo.

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