Veja falsifica entrevistas para denegrir questão indígena

O antropólogo dos sonhos do panfletão semanal

A Veja é uma revista vagabunda. Distorce entrevistas, ideologiza temas técnicos, trata temas com uma impropriedade ímpar e se recusa a ouvir outro lado. Até o palhaço online deles já declarou isso em um evento para Mauricinhos nervosos. Agora descobrimos que ela falsifica as declarações.

A revista em sua última edição, com o objetivo de denegrir a política indígena brasileira, publica uma matéria com aspas de dois respeitados especialistas na questão: o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro e o ex-presidente da Funai Mércio P. Gomes. Até aí tudo bem, ótimo que eles deram uma folguinha pro Bolívar Lamounier ou pro Demétrio Magnolli.

Melhor, foram atrás do intelctual que constantemente é reconhecido como a maior autoridade brasileira em antropologia e na questão índigena.   O único problema é que parece que na hora de entrevistar os especialistas, os repórteres também tiraram um cochilinho e sonharam com as entrevistas. Não entrevistaram e falsificaram um depoimento que Viveiros de Castro negou a revista.

Mércio P. Gomes, pelo jeito, também não falou com o panfletão da Marginal Pinheiros e reagiu da seguinte forma em seu twitter: “Repudio matéria da Veja desta semana pelo teor anti-indígena e anti-democrático e pela frase que me atribui.” Ao que parece, a revista adaptou de maneira bem criativa (deturpou) um trecho de um artigo de Viveiros de Castro e uma entrevista do ex-presidente da Funai para o Estadão.

Eduardo Viveiros de Castro e Mércio Gomes haviam escrito respostas à redação da revista. Depois da resposta chula da publicação, Viveiros resolveu esclarecer a coisa. Republico o seu texto aqui (os grifos são meus), lá embaixo comento mais umas coisinhas:

Fwd:Resposta à confissão de fraude de Veja

From: E Viveiros de Castro
Date: 4 May 2010 10:01:44 GMT-03:00
To: veja@abril.com.br
Subject: Réplica à confissão de fraude de Veja

Aos Editores da revista Veja:

Em resposta à mensagem que enviei à revista Veja no dia 01/05, denunciando a imputação fraudulenta de declarações que me é feita na matéria “A farra da antropologia oportunista”, o site Veja.com traz ontem uma resposta com o título “No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é”. Ali, os responsáveis pela revista, ou pela resposta, ou, pelo jeito, por coisa nenhuma, reincidem na manipulação e na mentira; pior, confessam cinicamente que fabricaram a declaração a mim atribuída.

Em minha carta de protesto inicial, sublinhei dois pontos: “(1) que nunca tive qualquer espécie de contato com os responsáveis pela matéria; (2) que não pronunciei em qualquer ocasião, ou publiquei em qualquer veículo, reflexão tão grotesca, no conteúdo como na forma”.

Veja contesta estes pontos com os seguintes argumentos:

(1) “Sua primeira afirmação não condiz com a verdade. No início de março, VEJA fez contato com Viveiros de Castro por intermédio da assessoria de imprensa do Museu Nacional do Rio de Janeiro, onde ele trabalha. Por meio da assessoria, Viveiros de Castro recomendou a leitura de um artigo seu intitulado “No Brasil todo mundo é índio, exceto quem não é”, que expressaria sua opinião de forma sistematizada e autorizou VEJA a usar o texto na reportagem de uma maneira sintética.”

Respondo: é falso. A Assessoria de Imprensa do Museu Nacional telefonou-me, talvez no início de março (não acredito mais em nada do que a Veja afirma), perguntando se receberia repórteres da mal-conceituada revista, a propósito de uma matéria que estariam preparando sobre a situação dos índios no Brasil. Respondi que não pretendia sofrer qualquer espécie de contato com esses profissionais, visto que tenho a revista em baixíssima estima e péssima consideração. Esclareci à Assessoria do Museu que eu tinha diversos textos publicados sobre o assunto, cuja consulta e citação é, portanto, livre, e que assim os repórteres, com o perdão da expressão, que se virassem. Não “recomendei a leitura” de nada em particular; e mesmo que o tivesse feito, não poderia ter “autorizado Veja” a usar o texto, simplesmente porque um autor não tem tal poder sobre trabalhos seus já publicados. Quanto à curiosa noção de que eu autorizei a revista, em particular, a “usar de maneira sintética” esse texto, observo que, além de isso “não condizer com a verdade”, certamente não é o caso que esse poder de síntese de que a Veja se acha imbuída inclua a atribuição de sentenças que não só se encontram no texto em questão, como são, ao contrário e justamente, contraditas cabalmente por ele. A matéria de Veja cita, entre aspas, duas frases que formam um argumento único, o qual jamais foi enunciado por mim. Cito, para memória, a atribuição imaginária: “Não basta dizer que é índio para se transformar em um deles. Só é índio quem nasce, cresce e vive num ambiente cultural original” . Com isso, a revista induz maliciosamente o leitor a pensar que (1) a declaração foi dada de viva voz aos repórteres; (2) ela reproduz literalmente algo que disse. Duas grosseiras inverdades.

Veja contesta o segundo ponto com o argumento:

(2) “Também não condiz com a verdade a afirmação feita por Viveiros de Castro no item (2) de sua carta. A frase publicada por VEJA espelha opinião escrita mais de uma vez em seu texto (“Não é qualquer um; e não basta achar ou dizer; só é índio, como eu disse, quem se garante” e “pode-se dizer que ser índio é como aquilo que Lacan dizia sobre ser louco: não o é quem quer. Nem quem simplesmente o diz. Pois só é índio quem se garante”).” Ato contínuo, a revista dá o texto na íntegra, repetindo que eu a autorizei a usar o texto “da forma que bem entendesse”.

(Veja o link para meu texto: http://pib.socioambiental.org/files/file/PIB_institucional/No_Brasil_todo_mundo_%C3%A9_%C3%ADndio.pdf).

Pela ordem. Em primeiro lugar, essa resposta da revista fez desaparecer, como num passe de mágica, a frase propriamente afirmativa de minha suposta declaração, a saber, a segunda (Só é índio quem nasce, cresce e vive em um ambiente cultural original”), visto que a primeira (Não basta dizer que é índio etc.) permanece uma mera obviedade, se não for completada por um raciocínio substantivo. Ora, o raciocínio substantivo exposto em meu texto está nas antípodas daquele que Veja falsamente me atribui. A afirmação de Veja de que eu a autorizara a “usar” o texto da forma que ela “bem entendesse” parece assim significar, para os responsáveis (ou não) pela revista, que ela poderia fabricar declarações absurdas e depois dizer que “sintetizavam” o texto. Esse arrogamente “da forma que bem entendesse” não pode incluir um fazer-se de desentendido da parte da Veja.

Reitero que a revista fabricou descaradamente a declaração “Só é indio quem nasce, cresce e vive em um ambiente cultural original”. Se o leitor tiver o trabalho de ler na íntegra a entrevista reproduzida em Veja.com, verá que eu digo exatamente o contrário, a saber, que é impossível de um ponto de vista antropológico (ou qualquer outro) determinar condições necessárias para alguém (uma pessoa ou uma coletivdade) “ser índio”. A frase falsa de Veja põe em minha boca precisamente uma condição necessária, e, ademais, absurda. Em meu texto sustento, ao contrário e positivamente, que é perfeitamente possível especificar diversas condições suficientes para se assumir uma identidade indígena. Talvez os responsáveis pela matéria não conheçam a diferença entre condições necessárias e condições suficientes. Que voltem aos bancos da escola.

A afirmação “só é índio quem nasce, cresce e vive em um ambiente cultural original” é, repito, grotesca. Nenhum antropólogo que se respeite a pronunciaria. Primeiro, porque ela enuncia uma condição impossível (o contrário de uma condição necessária, portanto!) no mundo humano atual; impossível, na verdade, desde que o mundo é mundo. Não existem “ambientes culturais originais”; as culturas estão constantemente em transformação interna e em comunicação externa, e os dois processos são, via de regra, intimamente correlacionados. Não existe instrumento científico capaz de detectar quando uma cultura deixa de ser “original”, nem quando um povo deixa de ser indígena. (E quando será que uma cultura começa a ser original? E quando é que um povo começa a ser indígena?). Ninguém vive no ambiente cultural onde nasceu. Em segundo lugar, o “ambiente cultural original” dos índios, admitindo-se que tal entidade exista, foi destruido meticulosamente durante cinco séculos, por epidemias, massacres, escravização, catequese e destruição ambiental. A seguirmos essa linha de raciocínio, não haveria mais índios no Brasil. Talvez seja isso que Veja queria dizer. Em terceiro lugar, a revista parte do pressuposto inteiramente injustificado de que “ser índio” é algo que remete ao passado; algo que só se pode ou continuar (a duras penas) a ser, ou deixar de ser. A idéia de que uma coletividade possa voltar a ser índia é propriamente impensável pelos autores da matéria e seus mentores intelectuais. Mas como eu lembro em minha entrevista original deturpada por Veja, os bárbaros europeus da Idade Média voltaram a ser romanos e gregos ali pelo século XIV — só que isso se chamou “Renascimento” e não “farra de antropólogos oportunistas”. Como diz Marshall Sahlins, o antropólogo de onde tirei a analogia, alguns povos têm toda a sorte do mundo.

E o Brasil, será que temos toda a sorte do mundo? Será que o Brasil algum dia vai se tornar mesmo um grande Estados Unidos, como quer a Veja ? Será que teremos de viver em um ambiente cultural que não é aquele onde nascemos e crescemos? (Eu cresci durante a ditadura; Deus me livre desse ambiente cultural). Será que vamos deixar de ser brasileiros? Aliás, qual era mesmo nosso ambiente cultural original?

Grato mais uma vez pela atenção

Eduardo Viveiros de Castro
antropólogo – UFRJ

Bibliografia para produzir a matéria
  • O jornalismo vagabundo da revista ainda toma a parte pelo todo para “desacreditar todo o processo de demarcação de terras indígenas e de quilombos, cuja posse a Constituição de 1988 manda reconhecer como um direito originário”, como escreve Marcelo Leite em seu blog.
  • O texto dos repórteres que odeiam trabalhar ativa os desejos mais violentos tanto de comentadores de sites que recomendam “ferro quente” às populações indígenas e quilombolas na área de comentários quanto dos verdadeiros coronéis que têm poder e armas pra fazer essas mutretas. Como lembra o sempre atento Sakamoto em seu blog: “Condenação de carrasco de Dorothy Stang é excessão, não é regra.”
  • Se os veículos de comunicação fazem um estardalhaço gigantesco sobre as ameaças à liberdade de expressão, qualquer pessoa deve sentir suas liberdades individuais ameaçadas quando a maior revista do país tem liberdade de colocar na sua boca um argumento que vai contra tudo o que você pensa. Se esse comportamento sair impune, o brasileiro tem mesmo de temer. Sua liberdade de opinião está ameaçada por jornalistas preguiçosos, burros e sem escrúpulos.

37 comentários sobre “Veja falsifica entrevistas para denegrir questão indígena

  1. cacilda! que coisa doida sô! escrevesse bem laurito: é e dar medo.

  2. Você pode até não concordar com a Veja, claro você é esquerdinha. Mas acusar a revista de vagabunda é demais. Tb não a acho perfeita, mas é muito melhor que as pseudo revista coalhadas de PTistas e propagandas estatais. E viva a companheirada!

    Quanto a chamar o Reinaldo Azevedo de palhaço, acho que você deveria saber melhor sobre oque ele pensa e a meneira clara e objetiva que escreve. Vocês acham ele um escriba fraquinho, até aí é um direito, mas não há como discordar que ele é um excelente argumentador e frequentemente acerta em cheio os esquerdinhas, o idiota do chefe da quadrilha e a terrorista que vocês insanos querem transformar em presidente.

  3. É um palhaço que muda de opinião de acordo com o patrão. E tenho dito.

    E a revista é vagabunda. Não faz reportagem, mas produz panfletos para campanhas da pior qualidade. Campanhas de hidrófobos e dementes que usam esse tipo de artifício para propor a revisão da Lei Áurea por exemplo.

    Ainda bem que não sou autoridade em nada, senão teria medo de um dia colocarem coisas que eu não falei em uma matéria. Esse é o tipo de uso inaceitável do prestígio de uma pessoa, além de ser uma invasão temerária no direito individual das pessoas. É muito perigoso isso, sinceramente. E o pior é que a Veja se recusa a dar direito de resposta, nega o espaço até na seção de cartas. É um comportamento inaceitável.

    Acho a Veja de quinta por ter desisitido de ser uma revista e se tornar um panfleto. Não sei qual revista que vc tá falando, mas ainda não vi nenhum entrevistado reclamando de uma entrevista que ele não deu nessas revistas de esquerda.

  4. Pronto, até aqui vem nego chamar o Reinaldo Azevedo de “excelente argumentador”.

  5. Cesar,
    Por que você se incomoda em pintar por aqui? Você é burro e mal educado. Recebe respostas por educação. Se você nunca reparou, você é o tipo acabado do idiota que é exatamente o contrário do que esse blog valoriza: escreve mal, é desinformado e tem opiniões estupidamente convencionais. Peço por favor que não se dê mais ao trabalho de comentar aqui, ou que pense duas vezes antes de escrever suas bobagens. É sério.

  6. Búúúúúúh!!! Cesar Poli !!

    Pra ti, agora, só falta o bicho papão!!

    Pois, com esses teus argumentos pré-fabricados, o Bicho Papão tornou-se mais real e perigoso que tu!!

    Fala sério…!

  7. Acrescento sinônimos ao adjetivo já colocado: revista de má qualidade, ordinária, sem caráter, baixa. Além de manipuladora e mediocre. E o que dizer dos leitores que a defendem?

  8. Recebi de um amigo meu hoje, quando discutíamos justamente esta questão:

    – JonLee [o biográfo de Che que motivou a capa da Veja puto com a capa Che Guevara,reclamou do tom da matéria, errada, tosca, enfim, manipulada
    Recebeu como resposta um email do reporter: “vc nunca mais vai ser citado na Veja”.

    Aí conclui este meu amigo: Acho que é a gloria de um intelectual.

    E eu completo. Também acho!

  9. Recebi de um amigo meu hoje, Felipe Milanez, editor da National Geographic, quando discutíamos justamente esta questão:

    – Diego Schelp escreveu aquela merda de matéria sobre o Che Guevara na Veja e tinha pedido entrevista com o JonLee [o biográfo de Che que motivou a capa da Veja]. O Jon Lee não conseguiu responder mas queria

    depois que ele leu a materia, reclamou do tom, achou errada, tosca, enfim, manipulada, e mandou um email, super educado, dizendo que a matéria não afzia sentido, era sacana, etc.

    O Diogo respondeu, idiota, defendendo, que nem agora.

    E o jon lee mandou outro, educado. O Diogo mandou mais um (eu tenho esse email, ele circulou). Nele ele dizia: o senhor não será nunca mais citado nas páginas da Veja.”

    Aí conclui este meu amigo: “A glória de um intelectual é quando a Veja promete que nunca mais irá cita-lo.”

    E eu completo. Também acho!

  10. O post está esquetando! Ainda bem que apareci por aqui!

    Vamos por etapas:

    – Lauro: você pode achar a veja um lixo, achar que ela não dá direito de resposta e tal. Já cansei de ouvir isso de várias pessoas que repetem essa ladainha. Mas seus argumentos são fortes e bem fundamentados. Acho que a Veja tem enormes defeitos, mas é bem melhor que suas “concorrentes” esquerdinhas.

    – Gonzo: Não aposto que você tenha meia dúzia de argumentos para argumentar com o Reinaldo azevedo. Assim como muito de vocês, ele também se formou num lugar onde existem mais comunas que em Havana ou PyongYang. Na FFLCH. Alías, ele tb foi esquerdinha, foi Trotsquista. Mas como suas próprias palavras, ditas diretamente pra mim, ele foi um péssimo Trotsquista. Leu tudo o que o Leon escreveu…

    – Joaquim Toledo Jr: Mal educado é você e burro tenha certeza que não sou. Seu QI deve ser de 160 pra votar na Dilma! Um assombro! Eu visito vários blogs e esse aqui é um deles. Você pode até me achar desinformado e ter opiniões convencionais, mas se não me engano que luta contra os 2636837% de aprovação do Lula sou eu, não você. Você deve até ter, e pior, usar aquelas camisetas encadidas do PT. Você é um cara que se acha informado, que luta a favor de seu lá o que ou quem, que quer mudar o mundo e não passa de um cara esquerdinha preconceituoso e que rotula quem não reza sua cartilha. Comportamento tipicamente padrão e convencional, assim como você julga o meu.

    – Alberto Lima: divertido seus comentários, mas quando eu tinha uns 5 aninhos eu aacho que tinha medo era do lobo mau. Sabe que eu também acho suas idéias pré-fabricadas? Curioso, não?

    – Walter Hupsel: Você tem todo o direito de não gostar da revista, estamos numa democracia para o desespero do PT). Acho podre essa atitude do jornalista e também acho que não deveria ser assim. Falando a respeito da matéria do Che ser uma porcaria eu discordo, claro! Sou do tipo de pessoa que tem a democracia como valor inegociável. O cara não era um revolucionário. Era um ASSASSINO PORCO E FEDORENTO como foi mostrado na revista. Vai dizer que vocÊ tem camisetas ou bandeiras desse merda?

    Ah, meu tio esquerdinha que foi preso e ganhou bolsa ditadura tem um calendário dele! Maravilhoso não?

    Uma sugestão: Pq vocês não enviam exemplares da revistas para os companheiros de Cuba usar de papel higiênico junto com o Gramna. Ia ser uma bela atitude social!

  11. César, mais uma vez vc confunde as coisa. O problema na matéria do Che não é ideológico, é técnico. Fazem uma matéria com base na biografia escrita por Jon Lee Anderson. Atribuem coisas a ele que ele não falou. Coisas que ele é até contrário, uma vez que a matéria é só um panfleto anticomunista bobo. Ele reclama e daí o que fazem, solta o tradcional discurso pré-fabricado anti-Cuba e vêm falar que entendem mais do livro do que o próprio autor. Não tem nada a ver com gostar ou não de Cuba, é gostar ou não de jornalismo bem-feito. Eu gosto, a Veja não.

  12. E esse papo ainda bem que eu aopareci aqui, por favor né. O Joaquim é um dos donos do blog.

    O post esqunetou por queo Maurício Caleiro comentou ele no twitter e ele tem uma rede de seguidores grande. Pára com isso cara. Depois neguinho fala que vc está sendo ridículo e vc vem falar de QI. Numa boa César não faça piada de vc mesmo.

    A coisa aqui vai além da formação de má consciência. É mais perniciosa. Ao atribuir palavras a pessoas que sequer foram entrevistadas, a revista cumpre um papel autoritário que as desrespeita no seu direito individual de falar com quem bem entender e no direito de opinião.

    Pior que isso, ao atribuir essas opiniões com essa gratuidade, os preguiçosos da Veja ainda são autoritários ao ponto de dizer que interpretam melhor o que os autores dizem que os próprios autores.

    Com isso, a revista, os repórteres inimigos do batente e o palhaço online que bota a cara pra bater agem de maneira totalitária. Utilizam o prestígio dos entrevistados só para reafirmar o preconceito e a desinformação deles. Não leem o que esses caras escreveram e nem se peocupam em confirmar se essa é a posição deles sobre o assunto.

    Foda-se, qualquer coisa a Abril aciona alguns dos cem advogados da empresa e tá tudo resolvido. Com isso, toda semana a população brasileira recebe doses cavalares de desinformação e quem paga o pato é quem compra essa fonte de má consciência e de evidências mal-elaboradas.

    Isso, num primeiro momento, por que não pára por aí. Essas “provas” apresentadas pela “reportagem” são argumentos para regiões onde matar ou não matar as pessoas são detalhes. Viram combustível para extermínio mesmo.

  13. Pior que nem sossego para o Demétrio Magnoli eles deram. O especialista de aluguel aparece dando os seus pitacos por lá. Ele fala de tudo. E diz que os indígenas querem dividir o país, as besteiras de sempre.

    O problema da Veja não é ideológico, e se você, Cesar, tivesse ideia de como funciona uma redação saberia disso. O problema é técnico mesmo. Os jornalistas são meninos formados pelo curso da editora que nunca vão a campo. Ficam de colarinho branco a receber as realidades do mundo e montá-las da forma que consideram mais adequada. Nunca fizeram uma pesquisa na vida, não fazem a menor idéia de como funciona a pesquisa científica. Outro dia um desses molecotes, por discordar da posição de um dos maiores historiadores vivos sobre ação afirmativa, disse que ele, ao entrar em confronto com a sua editora, jogava a carreira no lixo. O sujeito é professor na Sorbonne e em Brown e é a editora abril que jogará a carreira dele no lixo? Anhan, tá bom.

    Portanto, não se trata de opinião, mas da qualidade do trabalho. Nesse caso a qualidade do trabalho é péssima. Porra, inventar entrevista é mentira. Os caras mentiram. era o caso de mandar os repórteres embora e pedir desculpas públicas. O sujeito ficou pescando frase para justificar um ponto de vista.

    Eles partem da certeza, quando você deve partir da dúvida ao fazer qualquer pesquisa. Sempre que você vai perguntar algo para a realidade é melhor ir com uma pergunta no bolso, não uma resposta. Resposta já se sabe, portanto não precisa checar. E como diria o Noel rosa, quem acha vive se perdendo.

    A falta de inteligência do bobão do Reinaldo Azevedo leva a isso. O sujeito olha a realidade como se ela fosse transparente. Trabalha para justificar certezas, não para tentar investigar as dúvidas. ele acha que sabe de tudo, por isso, não tem utilidade para nada e serve a qualquer um que pague.

    Sério César, o problema dele não é ideológico é sua fragilidade intelectual mesmo. Ele transforma todo o debate sobre a qualidade de determinado argumento ou apuração em posição ideológica. Por que? Porque nunca participou de um único debate intelectual na vida. Nunca, nunquinha. Acha que o alto da erudição é descobrir como se escreve determinado termo em alemão para colocar em uma revista. Poupe-me, é o comum, do comum, do comum. Então, ele transforma tudo em posição ideológica. Que papo é essse de esquerdinha? É rótulo, é partir do princípio que tal sujeito é uma série de estereótipos porque pensa diferente de você. Aliás, é burrice mesmo. Na maioria dos debates que assisti e participei, fora da disputa política, ideologia nunca foi central. Agora, essa tropa de ignorantes que chegou a internet transforma isso em importante. Não é, não é mesmo.

    Essa luta entre os virtuosos contra os ímpios não me interessa. Sou mais o que o Lauro disse, falar de como deve ou pode ser feito o trabalho da imprensa. Aliás, é isso o que o Joaquim falou, quem não entendeu, não quis ou não é capaz de …

    Por fim, chega de rótulos, chega de estupidez. Para de falar esquerdinha, você não conhece ninguém aqui. Pergunte, tente entendê-los antes de rotular. O que Cuba tem a ver com as calças. Começa o festival de besteiras que assola a internet e não para mais …

  14. e fica assim, qualquer discordância é Cuba pra lá, esquerdinha pra cá. Você sabe a posição de qualquer um aqui sobre Cuba? Não. então não parta das certezas limitadas de sempre

  15. Mas que sacanagem das grossas, não?
    E eu que pensei que a imprensa só fazia isso com peixes pequenos…
    Então nem adianta fazer um movimento para que qualquer ser pensante não dê mais entrevista, declaração ou qq coisa…
    E o pior é isso: vai tentar colocar um processo em cima, um trabalho absurdo para depois de meses sair uma notinha de desculpas.
    E o jornalista que assinou isso, hein? Não há um controle entre os pares? Ele não deveria perder o direito de ser jornalista, ou coisa do gênero?
    É o fim da picada!

  16. “é um excelente argumentador e frequentemente acerta em cheio os esquerdinhas, o idiota do chefe da quadrilha e a terrorista que vocês insanos querem transformar em presidente.”

    Olha o tipo de argumento …
    é argumento de quem chama o adversário de corrupto, terrorista, não de quem quer entender as posições poíticas e nem entender o que acontece no país. é coisa de tapado. César, já te falei isso e falarei de novo. Procure mover suas ações e interesses por gosto, não por ódio ou vontade de agradar alguém.
    Por fim, para de repetir frase feita, você depõe contra você mesmo. Que papo é esse de companheirada? Você tem os números do patrocínio federal para me provar isso? acho que não. então para de chutar. Não estamos comparando revistas, apenas dizendo que o trabalho da Veja é porco, mal feito, vagabundo. Você já tinha ouvido falar do Viveiros de Castro antes? Provavelmente não. Bem, é o etnólogo indigenista mais respeitado do mundo.
    Por fim, é dessa estupidez que brotam argumentos como o desse jornalista, mais uma vez, a falar sobre a lei áurea. Além do infeliz dizer que o fim de um tipo de violência é o ferimento ao direito de propriedade, ainda desconhece a história do Brasil completamente. Pois, infelizmente, aqueles carrascos foram indenizados.

    O direito de propriedade, de uso da terra como renda, foi parte da negociação para o fim da escravatura. Com a lei de terras de 1850, os escravos deixaram de ser renda e a terra tornou-se renda. A estrutura fundiária se modificou daí. Antes a terra era uma concessão, não propriedade. Mas isso esses caras não fazem nem idéia.

  17. Bom, lauro

    “as pessoas da sala de jantar” não aparecem apenas nos comentários de grandes portais. O Sr. Poli mostra que elas invadem os blogs também, cheia de preconceitos, de preto-e-branco, de verdades!

    Putz.. ele é Padre?

  18. Via Hupsel, mais uma matéria sobre as falácias do pasquim da marginal
    http://faire-savoir.info/2010/05/04/a-farra-do-jornalismo-oportunista/
    Aqui, uma nota da Associação Brasileira de Antropologia:
    http://antropologiadascoisas.blogspot.com/2010/05/aba-associacao-brasileira-de.html
    Isso não é sobre ideologia, mas sobre um trabalho minimamente bem feito. Aliás, por falar em patrocínios, quem lembra da relação íntima entre a Primeira Leitura, o governo de Pernambuco e a Nossa caixa?

  19. Laurão, texto perfeito. Sentir essa raiva em você é muito bacana… raiva certa, na hora certa… para a pessoas certas. Parabéns cara. E cuidado… a Veja está no teu encalço… se precisar, chama a gente aí pra dar porrada.

  20. Um bando de jornalistinhas de ar-condicionado com o projeto claro de transformar esse país, num país de ar-condicionado: incolor, inodoro e insípido.
    PS: Essa paranóia de cheiro que esses pitbulls possuem é curiosa…Para o fulano ai de cima, o problema do CHE era de odor.

  21. Esse Cesar além de tudo, é MENTIROSO e sem vergonha. Teve um post aí que o mané falou qu ia me pagar uma passagem só de ida pra Cuba e até hoje nada. Eu já falei e repito novamente: eu quero. E eu sei que ele não vai pagar- até porque esse fulano deve ser desses pobres que sobem nas tamancas e o parco dinheiro que lhe sobra gasta com assinatura da Veja ou com jantares românticos com o Reinaldão (“ele falou isso PESSOALMENTE pra mim” rrrau).

    Um dos donos do blog pediu pra você não vir mais aqui, cara. É como se pedissem pra uma pessoa não ir mais na sua casa e cara pintar lá toda semana. Que cara, desparafusado. E se quer mesmo passa por gente dubein, comece pagando minha passagem de ida pra Cuba antes de falar da mentira e do erro dos outros, vai.

  22. Massa você aqui Adriano, é foda, mas neguinho de revista semanal insiste em desqualificar minha profissão. Fico puto demais. E o pior é isso, tudo jornalista vagabundo de google e ar condicionado, como escreveu o Pedro.

  23. Esses sicofantas tão achincalhando com a nossa profissão. Sério, dá vontade de processar por perdas e danos. Agora, é o b.o. deles pra eternidade. A gente já tá sacando agora, e não veremos, mas em perspectiva histórica a coisa vai ficar feia demais.

  24. Prezado velot wamba:

    Mentiroso, eu!??? SSe você não sabe ler uma ironia, volta pra escola! Acho que você é que deve estar precisando do meu dinheiro.

    Tosco é você me rotular e chamar de pobre.

    Volto a repetir: vocês se movimentam em bloco. A esquerda sempre fez isso e pior, acha isso correto! Esse monte de coisas que vocês escreveram, umas bem escritas, outras nem tanto, me lembram as falas ou discursos da nova musa de vocês. A Dilma! Fala um monte de coisas que no final não tem sentido nenhum e ninguém entende! BINGO!!!

    Sim, para mim e para muita, mais muita gente, é insano votar nela por uma série enorme de motivos. Para vocês não é política, é continuismo e rivalidade contra a suposta Direita. O PT não tem propostas, assim como o PSBD não tem. O Serra e o PSDB ou qq outro partido no Brasil não são de direita porcaria nenhuma. Graças ao aparelhamento promovido no Brasil e toda a AL ser de direita ficou feio e sujo. Vocês pensam isso e está claro em todas suas palavras e posições.

    Senhores, eu repito: vocês tem todo o direito de não gostar da Veja! Eu também não a acho a oitava maravilha do mundo. Também acho tendenciosa e sensacionalista em muita coisa. Os argumentos dos irmãos Mesquita estão muito bem elaborados e tem toda a pertinência sim! A Veja deveria publica-los sim! Como uma contra opinião. Concordo que isso dificilmente acontecerá e acho isso errado, mas faz parte do sistema, infelizmente.

    Parem vocês de serem preconceitusos. Parem de se achar os caras que vão mudar o mundo a partir do PT ou de ideologias ou de posições políticas! Prestem mais atenção e vão conhecer realmente como os PTistas funcionam. Vocês defendem uma utopia ou sei lá o que, que não existe.

    Esclarecendo: Não sou padre e tenho pavor de igreja, seitas ou qq coisa do tipo.

    Finalizando: Eu só queria saber um argumento provando que a Dilma não foi terrorista.

  25. César, numa boa, pare de enxergar PT e PSDB em tudo. Essa questão não tem nada a ver com partidos, mas com uma revista que há muito tempo deixou de fazer jornalismo. E quem não entendeu a ironia do Arthur foi você. Só tá brincando com esse lance da passagem de Cuba e com a obsessão de comentaristas de Internet de falar desse país como a prova de insucesso de qualquer iniciativa de esquerda. Menos, muito menos.

    Nesse seu critério, Aloysio Nunes Ferreira, secretário da Casa Civil do governo de SP, e José Aníbal, um dos líderes do PSDB na CÂmara, também foram terroristas. Ambos militaram na guerrilha tb. Gabeira, que hoje se alia ao DEM e ao PSDB no RIo tb, participou do sequesro de Charles Elbrick. Sérgio Motta, que era do PSDB, ajudou a sustentar os movimentos de resistência a ditadura. Era um momento histórico específico e todas essas pessoas eram muito mais novas do que nós somos na época. Dilma foi presa com 21 anos. Na cadeia foi torturada e vítima de violências indescritíveis. Portanto, pare, essa não é a conversa aqui e eu não admito esse tipo de argumento nojento.

    Dilma é uma servidora pública, agora candidata, assim como o Serra e a Marina – todos têm pessoas que participaram da luta armada em suas coalisões. Reduzir a questão eleitoral a isso é coisa de gente ostensivamente obtusa. Sinceramente, essa coisa de dizer que essas pessoas eram terroristas é um argumento escroto e revanchista que não aceita que a democracia tenha colocado os personagens do autoritarismo de escanteio, apesar da força deles ainda no Forças Armadas e nas mesas de jantar por aí.

    Pare com essa conversa, vocÇê não tem idéia do que fala. Não sei qual o problema com o seu tio, mas isso é pra psicanálise e não para a página de comentários de um blog.

    E depois, primeiro, esse não é o assunto do post. Segundo, o seu fanatismo está tornando a conversa difícil, muito difícil. Já disse isso uma vez e repito. Dispenso esse tipo de comentário aqui. Sem desrespeito, mas você não quer diálogo nenhum. Vai conversar com quem pode contribuir alguma coisa com o que você pensa. Eu, sinceramente, me cansei dessa obsessão patológica sua.

    O post é sobre um desvio ético da Veja e você acha que é campanha para a Dilma, sinceramente, vira o disco.

  26. Nossa, o cara é totoca demais, não sei se você já fez terapia ou foi atrás de algum psiquiatra – e agora é sem ironia. Você tá dodói, precisa se cuidar e não tem problema nenhum nisso. Mas olha isso: da Veja foi para Dilma, Che, torturadores, esquerdinha etc etc. Você tá envolto num hermetismo deprê demais, parece que isso se chama paranoia.

    Acho que você tá precisando de mais afeto, abraço, sei lá.

    Se você não entendeu, o ponto é: essa bela bosta de revista tá queimando o filme do jornalismo, é um lance maior. No mínimo, teriam que se retratar publicamente e dar uma puta prensa nos 3 jornalistas responsáveis pela matéria. Você nem se interessou pelo assunto do post. Eles tão abrindo brecha pra uma mentalidade genocida e usando voz de gente que nem se manifestou. Isso é muito, mas muito perigoso. Pros esquerdinhas, pros direitinhas, pras pessoas comuns e pros confusos como você. Estamos falando de algo que afeta todo mundo.

  27. Amigos,
    Sobre o Reinaldão rolou um tempo atrás no NPTO, um comentarista de lá, o JP_Rodrigues, deu uma resposta bem factual (ele realmente leu aquilo lá), que é interessante reproduzir:

    “Vam´lá, eu li aquela joça durante uns três ou quatro anos, comentei em vão achando algo parecido com o que vocês acham, então acho que vi o que havia para ver.
    1. Suas análises se resumem a uma variação em torno de uma meia dúzia de frases de efeito e outra meia dúzia de citações literárias. Ele é uma fábrica de clichês, em resumo. Exemplos: para o primeiro caso, “fulano confunde uma correlação com uma relação de causa e efeito”, “eu uso a lógica” (para afirmar que um sofisma seu é um raciocínio inescapável), “o governo cria dificuldades para vender facilidades” e “Voltaire chamou Rousseau de burro”; para o segundo caso, “você precisa de 50 anos a menos de idade ou 50 a mais de reflexão”, “eles não aprenderam nada, eles não esqueceram nada” (atribuido ora a Tayllerand, ora a Napoleão, ora a outros).
    2. Exemplos de sua ignorância em vários campos: afirmar que Capitão Nascimento era kantiano, isso apesar de Capitão Nascimento transgridir a lei; afirmar que o Hopper era o pintor do interior dos Estados Unidos, quando ele é conhecido como o retratista da solidão da urbe americana; afirmar que uma pesquisa de mestrado em geografia sobre Osasco (que ele não leu) orientada pelo Prof. Vensentini era um exemplo de desperdício do dinheiro público e manipulação ideológica, sendo uma “falta de ambição intelectual” (eu imagino esse mentecapto avaliando um projeto de Durkheim, que ele uma vez citou elogiosamente, sobre as religiões australianas, de Champolion sobre a pedra de Rosetta, de Norbert Elias sobre manuais de modos à mesa alemães do século XIV, ou de Ginzburg sobre o sabath no Friuli); afirmar que Gramsci defende que a razão emana do partido; que a historiografia nacional não lê Otávio Tarquínio de Souza e os pensadores políticos brasileiros do século XIX. E por aí vai.
    3. Isso para não falar de apropriação de ideias alheias, ao afirmar que o PT é o capitalismo do capital alheio ao encastelar uma burguesia sindical, o que é um resumo do que escreveu o Chico de Oliveira.
    4. Ou nas previsões erradas dele sobre Sarah Palin, terceiro mandato do Lula…”

  28. Olá amigos,

    gostei da matéria e de toda essa discussão.
    Gostaria de contribuir.
    Sugiro a leitura de um capítulo do livro “O mundo assombrado pelos demônios” de Carl Sagan.
    O capítulo é intitulado “A arte refinada de detectar mentiras”.
    porque quando entramos em discussões passionais esquecemos de argumentar corretamente. Neste capítulo, Sagan mostra como reconhecer uma mentira. Com esse manual, não é preciso passar da capa da Veja para reconhecer sua incrível falta de ética. No fundo, é difícil passar da capa de qualquer revista. Com esse manual é fácil perceber que muitos dos argumentos presentes nessa discussão são “ad hominem” (quando atacamos o argumentador e/ou sua ideologia e não o argumento).
    parabéns pelo blog!! adorei o A.C.!

    abraço
    diogo granato

  29. Carlinhos e o pior é que neguinho confunde essa patacoada com erudição. É muito desespero atrás de alguém q justifica os preconceitos. Precisa mandar um textinho aqui pro Guagua hein?

  30. ae guaci!

    é uma pena que ainda existam brasileiros que estão cagando para a renovação da política e dos meios de comunicação – preferem baixar a cabeça prum sistema comandado por alguns “poderosos” que há dezenas de anos só contribuem para a fomentação da desigualdade no país.

    e aí, quando a turma nova cria um espaço de diálogo e exposição das ideias-sem-rabo-preso-com-fdp-nenhum tem uns idiotas que acham que dominam o assunto. o maluco aí é mais um rabo-preso.

    mas as pragas pouco a pouco vão perdendo força e pra eles, dormir em paz será cada vez mais difícil. “o que é verdadeiro fica”.

  31. Certeza Pedrinho, o negócio é todo mundo se organizar e colocar suas idéias em debate. O importante é que a circulação dessas informações “direcionadas” é cada vez mais contestada por gente que conhece o assunto e que agora tem canais pra expor suas opiniões.

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