Esses romanos são loucos

Algumas dúvidas: qual seria o comportamento do eleitorado de qualquer país se o governo federal acabasse de instituir que a saúde que até ontem era paga poderia também ser pública, gratuita e acessível a todos os cidadãos? E se a carga tributária fosse a menor desde 1955? Provavelmente o presidente seria erguido em praça pública e saudado por todos como um grande herói. Em quase todo lugar do mundo, mas existe um país muito louco onde isso não acontece.

E se um presidente colocasse um país em uma guerra sem fim e, graças a uma política econômica irresponsável – com o apoio dos grandes conglomerados empresariais –, arrastasse o país –e o resto do mundo a reboque – a uma crise com proporções nunca antes vistas? Provavelmente, as pessoas iriam as ruas para derrubá-lo e o presidente seria considerado, no mínimo, um aventureiro incompetente.

Pois é, nos Estados Unidos, a coisa é estranha. Se Bush só afundou depois que a vaca chamava o brejo de casa e passou a maior parte do governo em nuvens de popularidade,  o governo Obama mergulha num descrédito gigantesco (80%) e é apontado como uma ameaça às liberdades individuais. Tudo em meio a uma batalha de recuperação econômica.

A oposição americana fala que, além de não precisar de um sistema de saúde, não tem obrigação nenhuma em salvar o sistema financeiro. O partido Republicano vive sem horizonte algum e nesse cenário se alimenta de intolerância e fundamentalismo.

Os conservadores por Deus e contra o sexo anal e a nova ordem mudial

Muito dessa reação violenta e escandalosa contra o governo é atribuído ao movimento Tea Party.  Você pode imaginar o que vem no caldo especial dessa turma: homofobia, xenofobia, a oposição ao sexo anal e a tudo que não se encaixa ao perfil dos “fundadores” da nação.

Esse é o ponto que me chama mais atenção. Os tea partiers, pelo pouco que acompanho se dividem entre Ron Paul e Sarah Palin. De um lado, estão os inimigos mortais da alegria, de um mundo mais desinibido; querem os valores protestantes como regras oficiais do país. São os fãs da Sarah Palin (eles são fãs mesmo, uma vez que a falta de debate político é outra característica do movimento).

Por outro lado, tem os libertarians que se juntam ao senador texano Ron Paul. São contra qualquer tipo de regulação ou intervenção do Estado na economia, a ponto de defenderem a falta de necessidade de Corpo de Bombeiros bancados pelo Estado.

Segundo o próprio Paul, Obama é um corporatista. Ou seja, trabalha pela dominação dos grandes conglomerados, com isso  sufoca a iniciativa individual. A posição desse pessoal é um pouco melhor do que o republicanismo radical, mas a falta de compreensão do papel do Estado é a mesma, ainda mais depois da crise financeira de 2008 que tem nos 30 anos de políticas de desregulamentação um dos seus principais vilões. Pelo menos são contra as intervenções militares americanas e radicalmente a favor da divisão entre estado e religião. Em uma recente pesquisa Rasmussen, o senador libertarian aparece empatado com Obama.

Na maior parte dos casos, os manifestantes das Tea Parties se rebelam contra o establishment político em geral e contra as instituições. O movimento se baseia em um fundamentalismo que remonta à independência dos Estados Unidos  e a uma paranóia em que o Estado é um inimigo e que os servidores públicos trabalham noite e dia para espoliar a vida do “cidadão de bem”.

A paranóia de que o governo federal é um monstro hobbesiano que irá chegar de dsco voador e dominar a liberdade de escolha está presente em todo imaginário dos EUA.

Tal desespero de que o comunismo, o totalitarismo e a invasão alienígena estão à espreita tem sido o combustível do radicalismo anti-Obama. A justificativa número um é o possível aumento de impostos por causa da criação do sistema de Saúde Pública e ajuda aos grandes conglomerados no pós-crise. O engraçado era que poucos reclamavam quando o aumento de impostos era para combater o terrorismo no Iraque.

O medo do centro e da esquerda política americana é que essas manifestações de rua descambem pra mais capítulos de violência nos EUA. Por causa disso, Bill Clinton recentemente comparou a ascensão do Tea Party ao atentado ao Oklahoma City Building há 14 anos atrás. Assim como a galera que reclama da “Nova Ordem Mundial”, o responsável pelo atentado, Timothy McVeigh, também participava de manifestações contra os impostos, o controle de armas e a intervenção do governo federal na vida dos americanos.

O atentado matou 168 pessoas e para McVeigh o atentado serviu para um “bem maior”, pois as pessoas que “traem a constituição são inimigos domésticos e deveriam ser punidas de acordo”.  É uma relação muito louca com a Constituição (que serve mais ou menos como o Corão ou a Bíblia) e com os outros regimes de governo, que são uma espécie de grande Satã. Também é um discurso que sempre ganha em agressividade quando os democratas estão no poder.

A não ser que tenha guerra. Quando um democrata assume o poder, o estado se torna um inimigo automático, os políticos e funcionários públicos são chamados de gangsters e tratados como uma ameaça permanente aos direitos individuais (nada muito diferente da reação da direita por aqui).

É claro que a euforia em torno da Tea Party pode ser exagerada. Mas esse discurso foi o que fortaleceu a bancada republicana no primeiro governo Clinton. Na ápoca a reação era contra uma Lei Criminal de 1994, que entre outras coisas previa a admissão de gays nas forças armadas.

A movimentação contra essa legislação nos estados americanos mais conservadores deu brecha, entre outras coisas para o aumento da bancada republicana nos EUA  de 94 até 2006. Essa ascensão fez o ex-presidente democrata fritar no óleo da Monica Lewinski e empurrou o governo Clinton para uma administração mais à direita.

Isso certamente pode acontecer e, seguindo o gosto da direita americana, pode força-los a novas intervenções militares, avanço do protecionismo e perseguição de estrangeiros. A coisa toda ainda está pra ser escrita, mas até agora a oposição ao Obama no Congresso Americano faz de tudo para barrar qualquer proposta que o poder executivo propõe.  O cenário é bem pouco animador.

20 comentários sobre “Esses romanos são loucos

  1. Eu tava lendo um artigo sobre esses malucos do Tea Party esses dias dizendo que a imprensa (especialmente a Fox) exagera os protestos deles. O artigo (perdi o link) mostrava que a Fox cobriu ruidosamente o protesto de menos de mil malucos em Washington contra a reforma na saúde. No mesmo dia, centenas de milhares se reuniram em Washington para pedir a reforma nas leis de imigração, e a Fox, claro, nenhuma linha. Eu ia comparar eles ao “Cansei” brasileiro, mas lembrei que o que esses caras não teê em articulação política eles têm em ameaça física direta. E isso é perigoso PACA.

  2. O que eu na verdade acho mais complicado é, em primeiro lugar, essa obsessão universal da direita de tratar o oponente como um criminoso. Em segundo lugar, é esse fundamentalismo em relação à constituição americana e ao tal “way of living” que republicanos sempre dizem estar em colapso.
    Esse apego à constituição como se alguns princípios (como a questão do porte de armas) fossem leis pétreas enviadas diretamente do céu é muito doido e absolutamente contrário à lógica de uma sociedade democrática.

  3. E num cenário fictício no qual o sexo anal seja proibido, ou quiçá, condenado, como é que o pessoal imagina fiscalizar um troço desses?

  4. O Obama não merece a oposição que recebe, mas mereceria outra. o plano de health care é modesto e cheio de brechas que agradam demais o setor privado de saúde. preservou figurões que tocam o país desde o Clinton. a maioria da equipe econômica é formada por filhotes do greenspan: bernanke, larry summers, paulson, todos eles meteram as mãos na merda em favor do mercado financeiro, e hoje supostamente. e, o mais grave de todos, o robert gates, sucessor de rumsfeld, continua à frente do departamento de defesa (desde 2006). foi sob o obama que o teatro de guerra afegão foi oficialmente estendido para o “afpak”, carregando a guerra para dentro do paquistão.
    o obama faz um lixo de administração, convenhamos. é um político fraco e, parece, anda bastante refém dos clinton. não vai ter força para impor uma reforma da regulação dos mercados financeiros, não vai cumprir a promessa de sair do iraque. a única promessa que cumprirá, parece, é a de aumentar o efetivo militar americano no afeganistão (isso ele já fez). vale lembrar que o doce e meigo kennedy também ficou com sede de sangue depois de receber uma cópia da chave do salão oval.
    esses romanos são mais loucos do que imaginamos.

  5. fui meio impreciso: tim geithner e larry summers são ligados ao robert rubin, conhecido por ser um dos arquitetos da desregulamentação do mercado financeiro nos eua(as palavras são do stiglitz). o paulson foi para washington depois de ser alto executivo do goldman sachs.
    geithner era secretario do tesouro do estado de nova york, e tinha sob ele o citibank, um dos bancos que estourou (no mal sentido) com a crise. são todos “anti-regulamentacionistas”, se é que existe isso.

  6. Jay, eu acompanho o governo e acho que o Obama não faz nada de muito diferente dos outros governos democratas, mas vc há de convir que a situação dele é sinistra. Com esse plano de saúde já o chamam de comunista e pedem a cabeça dele. Além disso, ele pegou a crise mais sinistra da história do país. Não sei tb se ele é fraco politicamente, bem ou mal conseguiu aprovar uma lei de saúde pública universal que nenhum democrata havia aprovado. Agora, tá num moio azedíssimo e com os republicanos botando faca no pescoço dele dia sim e dia tb.

  7. Voltei para dar mais audiência ao blog de vocês!

    Os EUA realmente são um país com umas coisas que não dá pra entender. Esse caso do sistema de saúde é uma delas. Também temos que lembrar que eles são um país belicista e que guerra é o negócio deles. Um exemplo besta: Vocês acham que Guerra ao Terror merecia o Oscar? Não acham que Bastardos Inglórios era bem mais filme? Ou os demais que concoriam ao prêmio? Exetuando-se Avatar.

    Esse pessoal da Tea Party são um tipo de direita que eu não gosto. Realmente eles tem um que de fãs e não de políticos. Claro que a FOX, que é sabidamente republicana vai dar destaque, assim como a CNN vai dar menos ênfase. A mistura de valores religiosos com política nunca deu e nunca dará certo. Esse puritanismo do americano médio é também muito ruim.

    Acontece que a máscara do Obama caiu. Bem ou mal, os EUA não aceitam esse populismo barato que funciona na AL. Essa paranóia que vocês citam de comunismo, controle, intervenção estatal é deplorado pela sociedade deles. Eles não aceitam e não querem o “Capitalismo de Estado” que foi criado aqui no atual governo. Eles querem meritocracia e não a Burguesia do Capital Alheio.

    Não, eu não sou ingênuo de acreditar que lá não exista corrupção, favorecimento, etc e, acreditar que tudo funcione as mil maravilhas.)

    Não precisa nem falar que eu queria que o Senado do Arizona, John Mccain, ganhasse a eleição. Essa queda do Sr. Barrack Hussein Obama estava mais que prevista por qualquer analista ou pessoa que pense um pouco mais a direita. Demorou até demais para acontecer.

    Não acho o cenário pouco aminador, pelo contrário! Torço que o Obama não seja reeleito e isso tem grandes chances de acontecer se as coisas não mudarem de rumo. Infelizmente os republicanos não tem ninguém melhor que a Sarah Palin para lançar.

    Nem os democratas nem os republicanos são de esquerda e gostam desses valores. Eles tem suas posições e as aplicam durantes as administrações. Claro, os republicanos são mais conservadores e bem mais de direita. Agora você falar que quando eles assumem o poder os republicanos fazem oposição e histeria sistemática, quase como acontece por aqui, santa paciência! Eles aprenderam essa metodologia de oposição com os PTistas? Eles fazem oposição.

    Gostemos ou não, os EUA foram construídos por idéias de liberdade e individualidade e eles se orgulham muito disso entre outras coisas.

    Uma das razões fundamentais por que deploro os vários esquerdismos é a sua incapacidade de reconhecer a autoridade do indivíduo sobre a manada.

    Pra finalizar, concordo que a crise foi feia e forte. Eu que analiso os mercados e principalmente câmbio, senti na pele (e na tela) os efeitos e as movimentações e implicações que a crise gerou. Essas crises são cíclicas e sempre vão existir no sistema capitalista. Ainda bem que vão continuar existindo. As crises acabam por regular e corrigir as imperfeições do mercado. Não se esqueçam, essa crise só existiu pq o mundo nsurfou durante 20 anos de enorme prosperidade e “nunca antes na história mundial”, a economia cresceu tanto e tirou tanta gente da miséria.

    Não, não foi o Lula nem o PT que fez isso aqui no Brasil.

    Esse movimento teve seu início com o Republicano Ronald Reagan que seu maior legado foi derrotar o pesadelo soviético.

    Vai um video dele, muito bom:

  8. César, acho estranho que você defenda essa aversão dos americanos a qualquer tipo de populismo uma vez que o país acaba de passar por oito anos de um governo extremamente na economia e que jogou durante um pouco mais de sete anos a responsabilidade de todos os mals em inimigos externos, que ao fim e ao cabo nem tinham a força que eles demonstraram.

    Acho também estranho vc culpar esse capitalismo de Estado. Não fosse a intervenção estatal GM e Citibank não existiriam hoje. O colapso do capitalismo só não foi maior por causa da intervenção do governo. Sinceramente, sem essa intervenção os danos seriam bem maiores.

    No Brasil foi também a intervenção horizontal dos cortes de impostos, estímulo ao mercado interno e políticas de aumento do salário mínimo, somadas a uma agressiva política de crédito dos bancos públicos o que segurou o rojão por aqui.

    Depois da crise a fonte dos bancos privados secou e a onda de demissões de grandes empresas colocaram a economia brasileira em dúvida. Essa ação emrgencial do governo Lula é que não fez a economia ser tão vulnerável quanto na época do FHC em que o sistema bancário se protegia e deixava a conta pra boa parte da população.

    Por fim, o reaganismo pode até ter cumprido algum papel na história, eu sinceramente não sei, mas na crise de 2008, os seus pricípios naufragaram. No Brasil não há candidato presidencial que defenda esses princípios por que eles não são aplicáveis na economia brasileira.

    O Serra mesmo, até agora, de proposta concreta mesmo só disse que vai criar mais dois ministérios (segurança pública e idosos, logo ele que disse que ia enxugar a máquina).

    Acho bobagem desmerecer um governo que teve tantos avanços econômicos como o governo Lula. E acho engraçado colocar os acertos da atual política econômica em um presidente que já deixou de governar há quase 8 anos e que deixou déficit, desemprego e fragilidade internacional como herança.

  9. Lauro,

    As medidas tomadas pelos governos americanos e brasileiros forma sim de extrema importância para minimizar os efeitos da crise. Foi um momento delicado e ações tinham de ser tomadas. Muitos acham boas e muitos acham que essa injeção maciça de dinheiro público nas economias vai cobrar seu preço no futuro. Eu ainda não tenho opinião totalmente formada a respeito.

    Inicialmente, no meu ponto de vista, deixaria as empresas irem a bancarrota. Isso seria uma visão mais purista, mas estávamos no meio do olho do furacão. Especialmente a GM tem um valor representativo muito forte para o americano. Os casos da GM e do mundo financeiro foram diferentes. No Citi, como em todo setor financeiro, houve imprudência e excesso de alavancagem. Já na GM houve falta de capitalismo mesmo, sindicatos asfixiando e sugando e outras barbeiragens.

    Andei lendo uma entrevista do Eric Hobsbawn no Estadão esses dias e vi ele refletindo sobre a crise e suas consequências. O cara é marxista e falou que trouxe essa discussão de modelo a tona novamente, oque descordo fortemente. Pelo menos no eixo da OTAN isso não acontece, na minha opinião.

    Não desmereço os avanços conseguidos no governo Lula, só tenho a certeza que o Lula não fez nada para que isso acontecesse, basta pegar como referência a sua teoria da bravata. Ele disse isso claramente. Ele surfou numa onda de prosperidade que se tivesse sido o novo governo eleito até do PSTU , eles iriam navegar nessa onda. As bases vieram da redemocratização, isso com a vitória do Tancredo e seguindo a linha sucessória. Claro que o Lula teve acertos, mas pra mim os erros são muito maiores e se disfarçam nessa nuvem de fumaça chamada crescimento econômico.

    Realmente a linha Reagan teve seu fim em 2008, mas é inegável o papel que deixou na história e a prosperidade nesse período.

    O Serra é um candidato que não me agrada, mas voto nele e faço campanha por não querer a canditada poste de vocês. O PT queimou seus quadros e não existe nome forte para a susseção de Lula dentro do partido, os mensaleiros estão nos bastidores agora. Mesmo aqui em SP, o Mercadante não tem a menor chance. É sabido, o Estado mais rico do Brasil não quer nem saber do PT.

    Finalizando: Legal demais essas suas argumentações. Como disse e repito, venho aqui para ver também o outro lado da moeda. Esse tema eu gosto e leio muito a respeito!

    PS: Não sei se é você ou seu irmão que ainda está em Sampa, afinal vocês são iguais! Mas também estou morando nessa cidade louca. Quem sabe um dia a gente não toma umas cervejas e conversa pessoalmente sobre esses temas. Ah, claro também falaremos de futebol e mulher, só pra relaxar.

    Quando quiserem uma carona para PA, basta dar um toque tb.

    ABS

    Acredito que esse foi o post mais bacana de todos que já participei aqui.

  10. BTW…

    Meninos, ontem estive com sua mãe aqui na eleição da Univás. Conversamos um pouco e fiquei sabendo de uma super notícia, que eu já suspeitava, sei pai vai sair candidato a Deputado Federal!

    Acredito que ele possa fazer a diferença. Ele é uma ótima pessoa em todos os aspectos! Estou torcendo e num dilema: Como votar no PT?

    abs

  11. Você não conhece nada da política americana…Sua visão é repleta de preconceitos e simplismos pedestres. Típico da esquerda, que acredita nos bons selvagens e nas melhores intenções dos ativistas políticos…No fundo, é o contrário dos conservadores, é adepto da censura esquerdista política.

    “Estado é um inimigo e que os servidores públicos trabalham noite e dia para espoliar a vida do “cidadão de bem”.”

    De fato é isso mesmo, com a diferença de que os servidores públicos trabalham somente umas 4 horas por dia e vão pra casa…praticar sexo anal!

    “Os conservadores por Deus e contra o sexo anal e a nova ordem mudial”

    Ora, você mostra que não entende nada de ONU. Estava lá, Lula, Obama e toda a buona gente, defendendo um Estado Mundial. Isso saiu da boca deles.

    Basicamente, o Mundo dos “esquerdistas progressistas chiques de notebook e iphone” funciona assim: Se você for protestar, seja de esquerda, senão é fanático, racista, homofóbico, nazista, fascista etc e etc…É um cinismo absurdo.

    “Por causa disso, Bill Clinton recentemente comparou a ascensão do Tea Party ao atentado ao Oklahoma City Building há 14 anos atrás. Assim como a galera que reclama da “Nova Ordem Mundial”

    Bill que é…De esquerda! Que lindo, os Tea Party são marginalizados e nunca mataram ninguém, ao contrário da esquerda que vive de perseguir os opositores de Obama. Bill, como você sabe, é Deus, portanto deve tá certo,né.

  12. Essa visão sobre o funcionalismo público está para lá de velha e equivocada!
    Até quem trabalha para um governo sem plano de governo, trabalha muito e tenta trabalhar bem, apesar do salário medíocre que determinados órgãos pagam e da falta de um… plano de governo!!

  13. eu achando que esse Cesar era o fundo do poço e me aparece esse outro aí. Esses romanos são loucos!

  14. Il sexo annale abate il cappitali. Num italiano prá lá de macarrônico reproduzo faixa desfraldada em manifestação gay na Itália nos anos setenta.

  15. na verdade, essa frase surgiu na França em 68, era slogan da Frente Revolucionária de Libertação Sexual. Eu preparei o livro com os manifestos dessa organização pra lá de descontraída pra Conrad mas eles nunca lançaram. É legal que eles citam uma parada biográfica de infância do De Gaulle, que le era o rei do torca-troca na infância da área dele, hahahahaha. E a tradução era do João Silvério Trevisan, outro gay bm do descontraído e genial.

  16. Seria curioso eu também achar o Sr. velot wamba ém o fundo do poço?

    Esses romanos são loucos!

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