rádio da madrugada

coletânea antes do sono:

Alfonso X, o sábio (S. XIII), “Santa Maria, strela do dia” (Maestro Jordi Savall grupo de La capella Reial de Catalunya Hespèrion XXIa)


Grupo Doueh – Wazan Samat

Group Inerane – Ano Nagarus

Omar Souleyman · lansob sherek

Arthur Russell – A Little Lost

DJ / rupture & Andy Moor (the ex) – “Hot Pink Version”


8 comentários sobre “rádio da madrugada

  1. Excelente seleção, Tiagão. Não sacava sem o Omar nem Santa Maria Strela do Dia. O Omar é uma mistura mutcho loka de cassiocore com dancehall, bem legal. Foi revelado pelos Bishop também?

  2. Massa que você gostou. Muito legal mesmo. Então, parece que o Omar Souleyman faz muito sucesso na Síria. MAs no ocidente quem lança são os Bishop. O Alan Bishop fez uma turnê européia com ele. Acho que era uma turnê Sublime Frequencies
    abração e muito obrigado

  3. Pô, é demais. O Omar pega umas paradas de rai, bota uns beats meio tecnóides, outros que lembram dancehall, umas emulações cassiocóricas do que seriam os ritmos árabes.
    Intuição minha, mas parece que esse pessoal começou a usar a tecnologia digital no meio musical sem ter que lidar com nenhum tabu ou quebra de paradigmas. Será que o pessoal no oriente fica no xororô pelo fato de o cara não estar usando instrumentos reais (ou tradicionais, seculares…) nas composições?

  4. Boa pergunta.Não sei como eles lidam com isso.

    Quanto o Afonso X, tem algo que eu acho muito interessante. ele viveu no período em que a espanha não estava unificada, embora sua cantata tenha um formato de missa, o desenho da melodia é muito oriental.

  5. É… mas esse canto coral antigo, assim como o canto gregoriano, por exemplo, possuem características microtonais, ou não diatônicas. A música ocidental, medieval, ainda não havia sido “racionalizada”, ainda não tinha passado pelo cartesianismo. Talvez seja isso que dê esse tom oriental ao qual você se refere, ou talvez ainda a sempre forte influência árabe na cultura espanhola – temos o exemplo fortíssimo das escalas de violão flamenco e dos lamentos nos cantos da música flamenca.

  6. Danilo, mas você não acha que o fato da Espanha ter, na época, o califado mais importante não conta? O país não existia e era metade muçulmano

  7. Não sabia desse contexto histórico exato, como você descreveu. Mas eu é o que eu falei, sobre a grande influência árabe ali. Acho que isso conta, claro. Embora esse estilo de coral não me pareça tão raro na música sacra. Seria o caso, então, de dizer que esse tipo de coral, muito comum na música sacra, e que teve sua origem nas penínsulas itálica e ibérica, nasce sob forte influência da musicalidade árabe? Acho historicamente pertinente, porém, aqui, só especulo.

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