CAROLINER RAINBOW BLUEMBIEGH TREASON OF THE ABYSS ou CAROLINER RAINBOW GRACE BLOCKS USED IN THE PLACEMENT OF THE PERSONALITY ou CAROLINER RAINBOW DAY OF THE TERRIBLE COCKSUNS

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Caroliner, desde 1982 confundindo todo mundo. Estes são fera e vieram para avacalhar. Parece um pouco o momento em que a alucinação deixou de ser um estado alterado e se tornou realidade. Nosso juízo de verdade é suspenso e fodeu, agora pode acontecer qualquer coisa.

Não por acaso, uma das bandas mais influentes dos Estados Unidos.

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12 comentários sobre “CAROLINER RAINBOW BLUEMBIEGH TREASON OF THE ABYSS ou CAROLINER RAINBOW GRACE BLOCKS USED IN THE PLACEMENT OF THE PERSONALITY ou CAROLINER RAINBOW DAY OF THE TERRIBLE COCKSUNS

  1. descontração mais paranóia, me lembra o paul mccarthy ou o thomas pynchon.

  2. é uma descontração não muito descontraída. É aquela curtição família Charles Manson, hehehe

    Grande dica do nosso novo Sidney Magal!

  3. O Caroliner é um caso muito sério. Vem de um pessoal de responsa, freaks de San Francisco que formaram grupos como Residents (que eu acho a coisa mais próxima do Pynchon na música), MX80, Tuxedomoon, Chrome, Snakefinger e mais uma rapa. O DIY deles vinha dessa contracultura lisérgica mas já super crítica. em Los Angeles esse pessoal fundou o LAFMS (Los Angeles Free Music Society), com Doo DOetes, smegma e muitas outras genialidades, e de SF saiu o Caroliner. Acho que essa idéia de paranóia fa\ sentido. ela só existe porque eles resolvem tornar real as imagens alucinatórias. Como se o pesadelo fosse que os sonhos acontecessem
    Acho um esquema genial, artistas de primeira do fim de século XX. Não por acaso, são a maior influência do Sun City Girls, Thinking Fellers Union Local 282, Trumans Water e todos esses que fizeram a melhor música da década de 90.
    Dizem que existe um texto do Alex Ross, crítico de música erudita da New Yorker, enchendo a maior bola do Caroliner. Queria ver
    abraços. Por fim, que papo é esse de Sidney Magal?

  4. Giácomo, realmente existe interlocução entre TODOS os nomes que você citou nó comentário acima, especialmente no mundo freak, lisérgico, multicores, parafernália e barulhento deles.

    Mas queria conversar mais sobre um ponto no qual vejo uma separação: o “super crítico”.

    O pessoal do LAFMS encabeça um lado realmente crítico, especialmente contra um mito do “artista” como entidade desconectada do mundo e contra a caretice que a música pop vinha tendo nos mid-1970s, com exceções indo pro underground. Incluímos aí o Residents, pré-punk, a no-wave, etc.

    Do outro lado, acho que sem muita preocupação crítica, vejo a turma do Caroliner e do TFUL 282, do Chrome, e muita coisa californiana que também amo, mas numa linha quase nerd.

    O que você acha?

    Vamo correr atrás desse texto do Alex Ross!!!

    Abraços!

  5. Não entendo o que você quer dizer com essa linha quase nerd, mas acho duas coisas: Em relação aos grupos que se organizaram em torno do LAFMS existia uma preocupação mais conceitual de elaborar uma posição da música popular em relação à redução desse formato estético ao fonograma. Assim, eles parecem seguir uma linha mais estética, cheia de pricípios e doutrinas.
    Por outro lado, acho que o desbunde do Caroliner, do TFUL 282 e do Chrome são muito diferentes, e não entendo o uso do termo da sessão da tarde “nerd’, para qualificar.
    Dois grupos parecem lidar com essa mistura de fascínio e horror (o Chrome e o Caroliner). Um fazendo com que uma espécie de automatização se torne barulho e grunhido e o outro presentificando a alucinação, como se o delírio nunca passasse e se tornasse um tormento. Mas claro, tudo feito de um modo deslumbrante, ´s só ficção.
    Na minha opinião, o TFUL foi quem melhor levou isso para o formato pop, esse aspecto lírico dos últimos grupos (para separá-los dos que tinham orientação estética mais marcaa, e coloco o Tuxedomoon e o MX 80 nesse barco)só aparece como momentos de maravilhamento e a capacidade deles de migrar de uma estrutura musical para outra.
    Só para fechar essa brincadeira, acho que o Sun City Girls, dentro dessa lógica, é lírico e estético ao mesmo tempo.
    Que bom que voc~e gostou Berna, pensei que você já conhecesse

  6. Quem me apresentou o Caroliner foi o mu amante mineiro, o Ceará. Mais um motivo por ser eternamente grato a ele.

    Sidney Magal porque você é professor, mudão! Hhahaha

  7. Não por isso, Tutu. Fiquei com vontade de te pegar DE NOVO! 😛

    Giácomo, aproveito suas próprias palavras pra me explicar: “…em torno do LAFMS existia uma preocupação mais conceitual”. Acrescento: LAFMS, Residents e o SCG são mais rigorosos na revolução estética que promoveram. E mais: LAFMS e Residents foram muito contundentes na “revisão” da música pop, não dando espaço a, por exemplo, a falar sobre UFO. Inclusive nas letras, os feras do Chrome e do TFUL 282 mostram esse descompromisso.

  8. Claro que não tô subestimando essa turma: Ninguém é jacu ali. Bobo sou eu. 😛

    Mas o Caroliner é diferente, porque aparenta zuação, mas é mordaz. Tem um album com o maravilhoso nome “Strike Them Hard, Drag Them To Church”. Precisa dizer nada.

    Não sei se é dito num desses sites, mas complemento aqui a algum amigo preguiçoso:

    Todas as músicas do Caroliner são causos contados e vividos nos anos 1800 por um “touro cantor”. Embora habitante do meio rural, o “singing bull” vive agruras típicas do mundo urbano também, com uma visão da vida, da religião e até do redneck americano pela ótica dos californianos da cidade. Mas o touro louco rola o tempo todo também, misturando tesouro roubado do trem do oeste com remédio pra complicações intestinais.

    Duro de entender! Eu não consigo!

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