Zé Rodrix (1947 – 2009)

Cresci ouvindo o Zé Rodrix em casa. Já gostei muito de músicas dele, não gostei de outras, mas sem dúvida poucas pessoas personificam tanto as várias mudanças do rock brasileiro (para o bem e para o mal). Foi um cara importante e deixou composições e versões (como a de Feira Moderna, aí embaixo) que marcaram a vida de muitas pessoas.

5 comentários sobre “Zé Rodrix (1947 – 2009)

  1. Nossa, esse fez coisa viu. Passou por Edu Lobo, Dzi Croquetes, Maria Alcina, Sá Rodrix & Guarabira, Joelho de Porco, Maria Medalha, Elis Regina, fez jingle, escreveu livro porra louca, livro de receitas. Porra, o bichinho trabalhou viu. O que eu mais gosto é do Sá, Rodrix e Guarabira.

  2. O que eu pensei depois de ver o Som Imaginário tocar a música do Beto Guedes é que até então o Brasil não era tão acostumado com a sonoridade de rock. Não que não houvesse rock, mas nos anos setenta, sobretudo antes do Milton começar a trabalhar com essa sonoridade, o Rock era mais um detalhe, uma forma moderna de trabalhar as coisas. Mesmo em formações melhores que o SI, como otrio do Macalé, o rock não tem sonoridade de rock. É magro demais para isso e respeitoso demais. Acho que esse componente jovem e cheio de volume que diferenciava a produção dos grupos que tocavam com o Milton nos anos setenta dos outros. Embora ele fosse um dos compositores que desse mais bola à tradição brasileira, era o que queria uma sonoridade mais jovem.

    O Som Imaginário, mais do que tocar rock, trouxe essa sonoridade potente, de música alta, que podia ser tocada em lugares grandes.
    Não é atoa que vários desses músicos se interessavam por isso, por esse jeito de encarar o som. Eram músicos experientes, Robertinho Silva, Tavito, Fredera, Wagner Tiso. O Milton os procurou por eles fazerem esse som naturalmente. Um som de rock mesmo. Jovem e barulhento.

    Talvez um uso mais desinibido dessa linguagem tenha sido a maior herança que o Zé Rodrix nos deixou e, em termos de sonoridade, a sua obra prima foi o primeiro disco do Secos & Molhados, que ele produziu. Hoje, vejo muito músico brasileiro preocupado com a sonoridade, com o uso de timbres, superfícies, técnicas de gravação.

    Ainda não tenho idéia se isso é bom ou ruim e nem para que lado isso aponta, mas parece fato que o fonograma nunca teve tanta importância na MPB. Justo agora, em que o disco perdeu a importância para o consumidor.

    Agora, esse feira moderna com harmonia do Interstellar overdrive ficou demais mesmo, melhor que no disco.

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