Steve Reich

só alegria
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Na segunda-feira, o grande Steve Reich recebeu o prêmio Pulitzer de 2009, por Double sextet, sua peça mais recente. Para comemorar, fiz um texto apressado, mas com vários endereços e alguns vídeos.
Mesmo que não admita, Reich e a melhor crítica esperam o prêmio pelo menos desde 2003. Naquele ano, ele perdeu o Pulitzer para um classicizante  John Adams, mas sua obra ganhava tanto prestígio que parecia difícil freia-lo.
Aquele, foi o ano em que Reich apresentou os seus Three Tales, peça cantada em que aspectos dos Triple Quartets eram levados a diante. Os quartetos indicavam um aprofundamento na pesquisa do compositor e foram festejados mesmo por críticos que vêm a música mais tonal com alguma desconfiança.

Agora, dizem que os novos sextetos de Reich são uma obra-prima. Talvez por isso, ele tenha sido premiado. Reforçando um benéfico processo de canonização de sua geração de artistas dos Estados Unidos.

Essa mudança de posição destes artistas na histórica da cultura americana já é anunciada faz mais de uma década. Com este prêmio e as retrospectivas recentes de Richard Serra e Dan Graham, por exemplo, o processo se torna ainda mais evidente.

Aliás, o prêmio Pulitzer na área de música também tem mudado muito. Antes era visto como um prêmio que agraceava compositores mais ligados à vida universitária, mas em 2007 eles premiaram Ornette Coleman e no ano passado David Lang. Acho que estes músicos, como os artistas mencionados acima, mudaram a forma do país se enxergar e isso é uma conquista e tanto.

Por isso, é interessante vermos como o compositor anunciava o que viria em sua composição de agora em uma entrevista de 1992, feita por Jorge Lima Barreto, do grupo português Telectu. A entrevista foi feita no momento em que a obra de Reich se torna mais cheia de significados literários e está hospedada no site de Vítor Rua, a outra metade do Telectu.

Em 2006, encorajado por grandes amigos, resolvi comparar a escultura de Sol LeWitt e Donald Judd com a Música para 18 músicos, de Reich. Não sei se deu certo, mas o texto continua na internet.
Por fim, fiquem com as músicas, que é o que interessa:


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