Metal em todo lugar

Mystifier, o verdadeiro Black Metal, direto de Salvador
Mystifier, o verdadeiro Black Metal, direto de Salvador

O metal é uma força onipresente nas cidades pequenas e grandes. Para o bem e principalmente para o mal, é impressionante como há metaleiros em qualquer biboca do Ocidente (e também em várias do Oriente). No Brasil a coisa é generalizada. Em qualquer cidade, sempre vai ter um grupinho de fãs do metal.

Essa história do Iron Maiden ter arrastado 63 mil pessoas para o autódromo de Interlagos – em dia de chuva – é impressionante. Afinal, a banda fez shows em outras várias capitais (todas com ingressos esgotados) e acho que é a oitava vez que eles tocam por aqui. É um nível Ivete Sangalo. Isso num país onde a música internacional sempre vendeu muito menos que a música brasileira.

Do Oiapoque ao Chuí existem bandas dos mais variados estilos do metal. Como o Tiago disse antes, eu também ia nos festivais de rock em cidades de cinco mil habitantes.  E lá, eu entrei em contato com gêneros musicais que eu só pensava existir no oeste da Bélgica e na fronteira alemã com a Tchecoslováquia.

Mas essa devoção pelo metal não fica só no Brasil e valeria um estudo sobre a razão de um interesse tão abrangente em um estilo musical que não vai muito a lugar nenhum.

Um dos lugares onde essa obsessão é mais bizarra é nos países nórdicos. A  história por  é entremeada por racismo, assassinatos e até incêndios. Vale a pena conferir a série completa de reportagens sobre Black Metal na Noruega que a VBS produziu.

No Islã, a coisa tem pegado fogo também. Essa entrevista da NPR com o Mark LeVine, que escreveu o Heavy Metal Islam, é muito legal a respeito de como esse movimento chega em qualquer lugar e sempre como uma expressão de revolta juvenil. Até em Bagdá.

11 comentários sobre “Metal em todo lugar

  1. No caso do Black Metal norueguês algumas coisas contam. Eles são um grupo de músicos super tradicionais. Através da revolta metaleira, conclamam os seus fãs a voltarem os olhos para as tradições vikings do pedaço de gelo e terra que eles moram. Vêm o culto ao satã como uma forma de recusa aos valores judaíco-cristãos.
    É muita loucura aliada a um convívio pouco íntimo com as meninas.

  2. eu tenho impressão que aconteceu com o metal o mesmo que ocorreu com outro subgenêro do rock, o progressivo, decretado clinicamente morto a partir de 76 mas que sobreviveu graças a devoção dos fãs em paises de terceiro mundo e na Europa. Aquela banda Marillion grava discos até hoje fazendo vaquinhas com fãs pela internet e arrecada uma fortuna. A coisa do metal é ainda mais violenta pois chega a ser quase um fenomêno de massa deslocado do mainstream da música pop. Eu vi recentemente um documentário de um antropológo americano fã de metal. Achei bacana, simpatizei,mas continuo sem achar a menor graça na música.

  3. Quanto ao black metal, a coisa que me deixou mais impressionado foi ler ha muitos anos atras este texto sobre o Burzum:

    http://www.anus.com/metal/burzum/

    Que foi onde eu meio que saquei a ideologia black metal. As resenhas desse site em geral sao uma curiosidade interessante.

  4. O black metal é a revolta contra o mundo administrado! Legal.

  5. o texto dá a impressão de que é um molequinho assustadão fazendo uma leitura pedestre do nietzsche e até do nazismo que virou pop limão com aspirações de ser música clássica. metal, quanto mais eu sei, menos me interessa.

  6. claro, quem não ama um homem musculoso, cabeludo e de sunga de pele de animal? de espada em punho então…

  7. hahahahhahahahahahahaah

    Vou fazer uma camiseta “Quem Não Quer Ser o Conan?”

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