Dez links para os 200 anos de Darwin

nat_sci_image
Beato Salu revolucionou o mundo!

No próximo dia 12, comemoram-se os 200 anos de nascimento de Charles Darwin. Ainda em 2009, celebram-se os 150 anos de lançamento de sua obra mais importante, “A Origem das Espécies”. Talvez só Marx tenha sido tão atacado quanto ele nesses oito anos de neoconservadorismo carola nos Estados Unidos (que emanava o lixo mentiroso para o Brasil via blogues vagabundos e igrejas evangélicas).

De qualquer forma, é um bom momento pra se repensar na sua teoria da evolução, que reconfigurou o pensamento no mundo, nos conceitos elaborados por Darwin (como a árvore da vida) e no papel das ciências naturais nas outras áreas do pensamento.

A New Scientist publicou uma matéria bastante crítica e muito interessante a respeito do conceito de árvore da vida que é comentada no blog do Marcelo Leite. Outras iniciativas aparecem na Internet para estimular esse debate que deve durar o ano inteiro.

22 comentários sobre “Dez links para os 200 anos de Darwin

  1. Rapaz, o Marcelo Leite ataca vários pontos importantes na análise dele. Dei uma olhada na versão da revista mas fico a pé com meu inglês. Primeiro: o conceito de “rede”, apresentado na New Scientist me pareceu beeem mais um adendo à “árvore da vida” que uma refutação. Segundo: criacionistas tirem o cavalo da chuva (chupa!). Terceiro: Ainda que aceito pela comunidade científica, o conceito de redes será um acessório, já que a “árvore” é uma abstração que explica o que acontece com as espécies mais “familiares a nós” (nas palavras do Marcelo) e na esmagadora maioria dos casos (conforme citado na própria NS). Isto implica dizer que o título da matéria da revista está, pra dizer pouco, bem exagerado (“Porque Darwin estava ERRADO sobre a árvore da vida”). Quarto: com o conhecimento da época Darwin não tinha a menor chance de imaginar esse imbróglio das “redes”. No entanto propôs um conceito que é amplamente aceito até hoje (todo o ensino formal é baseado nele), tem vasta comprovação e sem o qual seria praticamente impossível estudar biologia.

    Sob outro ponto de vista, a fusão dos conceitos poderia representar, pra mim, que a tal árvore da vida é uma figueira, com finíssimas raízes aéreas.

    Enfim, sem conservadorismo nem fobia de novidades, mas estamos tratando de um pilar da ciência.

  2. Mais uma patetada sensacionalista pra vender revistas pra neoconservadores. O Mais engraçado deve ser esses caras lendo a matéria e quebrando a cara, diz aí Gilsão?
    Mas numa coisa eu acho que a matéria toca de uma maneira bem interessante a idéia de que a “evolução natural” não necessariamente aprimora as espécies. Abs.

  3. Exatamente: neste caso, “mais desenvolvido” significa “que amealhou mais modificações em relação a um ancestral comum”. Sob este ponto de vista somos mais evoluídos que o jacaré, por exemplo. Porém ele está no mundo há uns milhõezinhos de anos, com a mesma marotice. Nós aparecemos ontem (e já queremos sentar na janelinha).

  4. Demais o Gilson! Abração, fera!

    O título da matéria é igual aos da Folha de S. Paulo, mas nesse caso foi legal pro que o Lauro disse: atraiu os “garotinhos” e deu uma ferrada!

  5. que tal evoluirmos naturalmente?

    já postei o link do guagua.

    os gringos suvacando (chupinhando) todo o sex appeal tropical de ney.

  6. e ai, Laurão? faz um post aí sobre as cidades mineiras proibirem axé e funky no carnaval…

  7. E disse a Ana que, ano passado em Piei, o funk também foi proibido no carnaval.

  8. Beleza Rodrigo, beleza Gilson? Li a matéria agora e acho o seguinte por um lado cada um escolhe que música tocar em sua festa, mesmo por que em cidades como Ouro Preto, Mariana e congêneres não é recomendável que se passem trios elétricos.
    Por outro lado, eu acho que esse esforço na recuperação do carnaval antigo, sempre vem acompanhado de conservadorismo com o que é produzido em matéria de música pelas pessoas mais pobres. É um preconceito antigo e vem desde a época do samba e marchinhas que esse pessoal tanto gosta que toquem no carnaval. Depois eu escrevo uma coisa mais detalhada, mas já adianto, na minha opinião, o pagode, o axé e o funk produziram várias das canções mais bonitas dos últimos anos no Brasil. Tem muita coisa ruim, ô se tem, mas perto do rock brasileiro comercial, a produção carnavalesca da Bahia é só talento.

  9. No RJ rolou um lance paralelo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u491071.shtml ao mesmo tempo que http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u492069.shtml . Isso da comparação entre rock nacional me lembrou o Catra, que catou um som idiota do Biquini Cavadão e fez a excelente Adultério, eu falei aqui http://www.overmundo.com.br/overblog/mr-catra-sp-e-baixada , e de um jeito completamente diferente do que o Nas fez no som Rule (que ele usa sample do Tears for Fears)

  10. afe, Laurão, ai eu discordo de você, my friend. Até achava o Tchan legalzinho mas entre ouvir dez minutos de axé e um exame de próstata eu paro pra pensar. Questão de gosto. Agora acho que as prefeituras estão certas. A galera que vai ouvir trio elétrico em Ouro Preto é formada por playbozinhos que não respeitam a cidade e depredam tudo.Bem vinda medida.

  11. Rodrigão, hoje a noite eu vou escrever um post mais completo sobre esse assunto, mas eu acho que é difícil escapar da depredação quano se organiza um carnaval de rua seja com frevo, axé, samba, marchinha, pagode ou o que for. A festa é baseada em curtir o dia inteiro na rua, sempre somado a geneorsas doses de álcool, libido no último grau e nehum com cuidados com a saúde ou o patrimônio.
    Acho certíssimo as prefeituras zelarem pelo patrimônio (cultural, inclusive) e, como já havia falado, não acho que trio elétrico caiba nessas cidades históricas mesmo, mas quanto a música acho que vale a pena escutar.
    Vou tentar mostrar como Araketu, Timbalada, Olodum, Psirico, Tchan e muito mais gente tem contribuído com canções lindas para o cancioneiro carnavalesco. Abração.

  12. o devendra é tipo assim venezuelani, eu permito ele ser assim, eu vou dar um agogÔ p ele

  13. Venezuelano de Nova York né Carol, quero ver ele curtir a transmissão do concurso de miss mundo com narração de Hugo Chavez e comentários de Ronaldo Ésper.

  14. Pô, MC Leozinho e Catra embalaram nossos carnavais em heliodora. Sem contar o mega hit festeiro “Sou praieiro / Sou guerreirôoo!” Porém, isso não estragou em nada nossa descontração durante as marchinhas de carnaval na mesma noite. Agora, carnaval com CPM 22 e Pitty não consigo imaginar não.

    Agora, falando sério, quisera eu que desrespeito com as pessoas e o espaço público fosse coisa apenas de playboy. Nunca participei de nenhum baile ou festa carnavalesca com playboys, mas isso é algo ideológico, pessoal. No Brasil, pobres ou remediados, quando aglomerados, tendem a se lambuzar. Não sei se é fenômeno apenas local ou se tem explicações mais complexas sobre isso. Tem gente mais inteligente que frequenta esse espaço que pode opinar sobre.

    Bárbaro ou não, friso: sou todo carnaval, de janeiro a janeiro.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s