Em seu discurso de despedida do Senado, de onde sairia para concorrer como candidato do PSDB nas eleições presidenciais de 1989, Mario Covas garantiu:

Não me submeterei a um esforço artificial de criação de atos e fatos, a qualquer jogo de aparência ou a truques de persuasão publicitária.

Covas se referia, nas entrelinhas, às movimentações públicas e de bastidores do candidato Fernando Collor de Mello, que seduzia um a um os grandes figurões da imprensa nacional e construía, praticamente do dia para a noite, e com a ajuda dos escudeiros Claudio Humberto e Marcos Coimbra, do Vox Populi, sua imagem de político da renovação e salvação nacional na base de hiperexposição na mídia e factóides políticos.

O discurso de despedida foi escrito pelo então deputado José Serra. Incapaz de convencer Roberto Marinho a garantir seu apoio – o Dono do Poder já se encantara irreversivelmente pelo alagoano – a candidatura tucana não decolou, como sabemos.

 

"Não me deixem só, minha gente"

 

Serra aprendeu a lição errada daquela derrota. Sua campanha tem sido pródiga na criação de atos e fatos e truques de publicidade, numa tentativa infeliz de fazer o nível da campanha política regredir à malfadada eleição de 1989, que todos sabem como terminou.

*(O trecho do discurso de Covas está no livro Notícias do planalto, de Mario Sergio Conti, Cia, das Letras, p. 166)

Um texto no NPTO sobre PIB e eleições me levou a pensar  sobre a aliança PT-PMDB em Minas Gerais, a partir do cala-boca que os petistas mineiros receberam. É claro que o apoio ao Hélio Costa sinaliza um fechamento das contas eleitorais entre os dois maiores partidos da base governista. Foi o PT anunciar o apoio  e o candidato pemedebista ao governo de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, fechou com a Dilma. Quase no mesmo dia, o PMDB do DF declarou chapa conjunta com o petista Agnello Queiroz. No Paraná e no Pará, tudo indica que a história vai se repetir.

Mas eu acho que a decisão de jogar o PT de Minas aos leões vai além da composição com o PMDB. O apoio a Hélio Costa tem mais um destinatário: Aécio Neves. Tudo que Lula não queria era uma campanha que reproduzisse a disputa nacional em Minas Gerais.O presidente sabe que um concurso eleitoral de popularidade entre ele e Aécio no Estado poderia tirar mais votos do que uma polarização meramente regional (e olha que o Lula ia ganhar o troféu de popularidade com folga). Por isso, sua insistência em não lançar ninguém do PT.

Para Aécio o acerto também funciona lindamente. Tudo que ele queria era o Pimentel fora da disputa em MG. O petista tem uma imagem muito colada no ex-governador (que o chamava de “meu prefeito”) e essa proximidade certamente poderia embolar a continuidade de seu projeto em Minas. Lula também sabia disso e não queria a popularidade do candidato ao senado pelo PSDB contra a candidata do PT.

Mais do que entregar a candidatura ao PMDB, com essa chapa, o PT parece que entrega o governo para o grupo aecista. Em três meses, Helio Costa já perdeu 20% de seu eleitorado percentual. A ladeira abaixo é certa e o candidato pemedebê se bobear fecha a eleição com menos de 20%. Dificilmente o eleitor do PT (como eu), vai votar no Helio Costa. O sujeito tentou sabotar a Confecom, participou do tal evento do Instituto Millenium, ele que fique lá no Grupo Roberto Marinho com os dele. Meu voto não tem. O Anastasia também não tem. O Aécio que não é bobo nem nada, tá careca de saber isso e já comemora. Ficou difícil do professor “choque de gestão” perder.

Se eu fosse de um PC do B ou de um PSB da vida, tratava de lançar um candidato, por mais fake que ele seja. É a chance de engordar bastante a participação no eleitorado. É a chance de milhões de mineiros terem em quem votar.

Volto ao tema das alianças e acho que ela indica uma estratégia do Lula para um novo modelo de governabilidade. Parece que o presidente aposta suas fichas em duas disputas: o executivo federal e o Congresso. Como mostra o perfil de Michel Temer na Revista Piauí, todas as encrencas nos dois mandatos do Lula nasceram no Congresso (mais no Senado) e na dependência da base fisiológica.

O PT, dessa forma, ignora as disputas estaduais e se concentra no legislativo federal. Pra se ter uma idéia, nas eleições de 2002, o partido tinha candidato a governador em praticamente em todos Estados (menos em Roraima). Oito anos depois, vai reduzir suas candidaturas a Acre, Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina (que ainda não é certo), São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal. O número de candidatos caiu de 26 para onze em oito anos.

O PT se esforça para  eleger o máximo de senadores e deixa os executivos estaduais aos aliados. Do ponto de vista da governabilidade, tal estratégia parece ter a ver com o que escreveu Luiz Werneck Vianna no Valor há uns dias atrás:

Se Dilma pode ser eleita pelo lulismo, não poderá governar com ele, na medida em que ele é atributo intransferível do carisma do seu inventor. Ela terá de governar com o PT e com a coalizão política que a eleger, na qual está o PMDB, com um dos seus cardeais instalado na Vice-Presidência da República.”

Discordo de vários pontos do argumento do cientista político gramsciano e o texto rendeu uma conversa legal aqui.  No entanto, eu acho que a estratégia de Lula responde a essa necessidade de construir uma base de governabilidade muito forte no caso da eleição da Dilma ou uma bancada poderosíssima em uma (cada vez mais remota) vitória da oposição. A ação de Lula também responde ao argumento do Luís Felipe Alencastro, em entrevista também ao Valor, em que ele expressava o medo do governo Dilma se tornar refém das artimanhas do PMDB no Congresso, tentando garantir uma massiva presença petista no Congresso Nacional. Na entrevista ele dizia:

O que me assusta é a ideia de ter Michel Temer como vice-presidente. Ele é deputado há décadas e foi presidente da Câmara duas vezes. Controla a máquina do PMDB e o Congresso à perfeição. Vai compor chapa com uma candidata que nunca teve mandato e é novata no PT. O presidencialismo pressupõe um vice discreto, porque ele é eleito de carona, para trazer alianças e palanques. Aos trancos e barrancos, instaurou-se um sistema presidencialista que tem dado certo no Brasil. O fato de haver dois turnos, associado à integração do vice na chapa do presidente, deu estabilidade ao sistema. Foi assim com Fernando Henrique e Marco Maciel. Foi assim com Lula e José de Alencar. Dilma e Temer formam uma combinação inédita: uma candidata até então sem mandato associada a um político cheio de mandatos e dono do PMDB, que é o maior partido do Brasil, mas nunca elegeu um presidente e vai com sede ao pote. O PMDB pode estabelecer um vice-presidencialismo, com um papel de protagonista que seria descabido.”

O olho de thundera político do Lula vai muito além do meu reduzido alcance blogosférico e o PT tem mais é que construir uma base poderosa para não depender da rapa sinistra para aprovar projetos que ficam voando na morgação interesseira do Congresso. Só assim tudo que é falado em programas eleitorais pode virar verdade. No entanto, tenho minhas dúvidas sobre a eficácia de tal posição. O que me assusta nessa estratégia é que a falta de candidatos majoritários tende a enfraquecer bastante a legenda nas candidaturas legislativas. Tudo bem que o 13 vai estar na TV dia sim, dia não com a Dilma. O problema são os dias não em mais da metade dos Estados brasileiros.

O presidente do PT/MG, Reginaldo Lopes, parece dar o primeiro sinal da postura do PT nos Estados. Nas eleições proporcionais (para deputados estaduais e federais) o PT sai sozinho em Minas e assim não tem de carregar partidos menores com seu poderoso voto em legenda (de acordo com última pesquisa Ibope o partido tem simpatia de 30% dos eleitores no Brasil). Com isso, passam as chances de eleição de PCdoB, PR, PSC e congêneres para os cabeças de chapa da eleição ao governo estadual (no PMDB, no PDT, no PSB e assim por diante).

Pode ser até uma solução, mas não resolve um outro problema muito grave que pode afetar o PT muito em breve, a desmobilização das bases. A intervenção federal no PT do Rio liquidou as chances do partido no Estado. Em Minas Gerais, a ação pode ter o mesmo resultado. A falta de um candidato em quem votar é um choque de desilusão que, na capital mineira, já teve início nas eleições municipais de 2008.

O PT se agigantou e parece ser um partido onde a renovação é cada vez mais difícil. Os nomes novos têm pouco espaço e candidatos fora da zona de influência federal são sufocados pela máquina.  A disputa pelo governo de Minas entre Patrus e Pimentel e mesmo a disputa pelo comando da campanha da Dilma mostram isso. Se antes era uma máquina de personalidades políticas que respondiam sobre os diversos temas da federação, o partido é marcado por uma seqüência de nomes de pouca expressão nacional.

A caraterística do PT sempre foi ser um partido pautado pela democracia direta e com uma intensa articulação com a base. Isso é cada vez mais contestável graças às decisões dos dirigentes nacionais. Na África do Sul, um fenômeno parecido acontece hoje com o CNA – com implicações muito mais graves por causa do caldo racial forte.

No Brasil, os partidos fora da esquerda nunca se comportaram com esse grau de comprometimento democrático. A caricatura disso é o conselho de seis notáveis que referendou a candidatura do Serra pelo PSDB em 2002. Uma proposta de convenção na ápoca tinha efeito semelhante a um convite de banho numa piscina de ácido sulfúrico. A situação por todos os partidos não mudou nada, no PT parece ter mudado…

No governo Lula, a política das conferências nacionais e da construção de projetos legislativos com base  em consultas públicas ainda têm esse forte componente democratizante da origem do PT . Entre várias outras coisas (quem acompanha o blog sabe), essa é a razão em que eu vou votar na Dilma pra presidente. O problema é que a Real Politik suplanta cada vez mais a essência do Partido dos Trabalhadores que é construir uma política que nasce da base partidária. O PT ainda hoje, nas cidades de interior (nas poucas que eu conheço)  é o único partido que mantém reuniões regulares e que se estrutura como organização política de fato ( e não só uma legenda devotada a uma pessoa ou a um pequeníssimo grupo de interesses). Mas acho que essa falta de ação, que o governo federal impõe à estrutura partidária, paralisa esse tipo de organização.

Acho que a discussão é como continuar com o aprofundamento das políticas do governo Lula e ao mesmo tempo aprofundar a democracia em uma organização partidária  necessariamente popular e que impõe sua renovação para além da engessada estrutura burocrática. Uma hora ou outra o PT vai ter que encarar essa discussão se quiser continuar sobrevivendo no longo prazo.

Olhando retrospectivamente, e a uma distância bastante curta, a crise no senado parece ter ligações com o debate, no legislativo, em torno do marco regulatório do pré-sal. A oposição, que não é besta nem acha que o presidente Lula seja, sabia muito bem que a força de um Sarney governista na presidência do senado multiplicava enormemente as chances de a proposta do governo passar, e de quebra em regime de urgência, abrindo para o governo um ano de festejos em torno do fato, e sua capitalização eleitoral.

Entre 1995 e 1997, foi com a ajuda do mesmo Sarney, então como agora presidente do senado, que o governo FHC garantiu a aprovação (na forma de emenda constitucional, o que, em termo de adesões ao projeto, é muito mais complicado do que a aprovação do presente conjunto de medidas) da Lei do Petróleo, que determinou a quebra do monopólio da Petrobrás.

Encurralando Sarney, a oposição deixa o PMDB com sangue nos olhos. O blefe foi dela: limpamos o caminho e nos tornamos fiel da balança no debate sobre o pré-sal, se possível jogando para a próxima administração, se possível do José Serra. Como sempre, faltou, como se diz, combinar com os russos. O senador Arthur Virgílio que o diga.

Arthur Virgílio: "nada dá certo, pô."

Arthur Virgílio: "nada dá certo, pô."

O PMDB poderia estar agora mais dividido, e a oposição, se tivesse ficado quieta, teria maiores chances de ver seus anseios realizados. Mas, em que pese a delicada discussão em torno da questão distributiva (entre União, estados e municípios), que, para um partido como o PMDB, cujo poder é majoritariamente local, é crucial, o governo pode agora contar com a mágoa dos peemedebistas, na câmara e no senado. E pautar, como tem pautado, o debate em torno do pré-sal.

No ano passado, a eleição do Obama mostrou que a Internet podia ser uma ferramenta eleitoral muito mais poderosa do que se imaginava. Ainda que com alguns exageros – afinal a crise econômica nos EUA também foi uma poderosa ferramenta eleitoral pró Democratas – o uso de blogs e redes sociais finalmente se consolidou nas campanhas.

Daí em diante, um dos debates tem sido como conviver com sites e redes sociais nas eleições: como utilizar as ferramentas? quais devem ser seus limites legais? quais as melhores ferramentas a se usar? As discussões sobre a lei estão bem adiantadas e os temores de um controle sobre a Internet também são bem fundamentados (ainda mais depois dos baques nas eleições do ano passado).

O debate político já pega fogo na rede desde sempre. Depois dos blogs então, mais do que em qualquer lugar. O que a campanha nos moldes da do Obama trouxe é a idéia de uma mobilização maciça pela Internet. As manifestações no Irã só reforçaram esse caráter aglutinador – é bom lembrar que em nenhuma dessas situações bem sucedidas as pessoas usavam nariz de palhaço, prática ridícula e muito utilizada entre os ativistas de laptop do lado de cá. Pra coisa pegar no Brasil, a campanha tem de sair do deslumbre e abrir o olho para as particularidades brasileiras na Internet.

Mas pra isso, a gente tem de ir mais fundo em algumas características que os políticos, principalmente os de oposição sofrem pra reconhecer: o Brasil não é o mesmo dos anos FHC. O crescimento constante da economia,  a ação dos programas sociais e a amplificação do acesso à tecnologia mudou muita coisa. E não só na Internet, mas na mídia de maneira geral.

Uma matéria do Financial Times publicada ontem deixa isso bem claro. O texto informa que o jornal que disputa a maior circulação do Brasil com a Folha hoje é o tablóide belorizontino Super Notícia. O jornal segue todo o receituário clássico dos tablóides: mulher com pouca roupa na capa, esportes, celebridades, novelas, muito sangue, prestação de serviços e promoções.

Ao contrário dos outros jornais que capengam nas vendas, a matéria informa que o Super Notícia vendeu uma média de quase 294 mil cópias por dia no mês passado. Foi o quarto mês nos últimos dois anos em que o tablóide de Belo Horizonte desbancou a Folha. Ainda de acordo com a notícia, o Extra, do Rio, atingiu 285 mil cópias por dia. O varejão da notícia pode ser a salvação da lavoura para alguns meios de comunicação, mas em uma situação histórica em que o Estado sustenta a economia, o que mais importa não é o número de exemplares que o jornal vende que conta e sim o poder de influenciar. Traduzo um pedacinho do Financial Times:

Há cinco anos, os tablóides no Brasil vendiam só 400 mil exemplares por dia. Hoje eles vendem 1,5 milhão. São Paulo tem vários desses jornais, incluindo dois diários gratuitos. (…)

A grave crise na indústria dos jornais tem atingido jornalões como o Estado de S. Paulo, segundo maior jornal do Brasil (sic. – o erro é do FT) , que perdeu 17, 89% em vendas no ano passado ou a Folha, que despencou 5,02%.

O Super Notícia só perdeu 0.87%  das vendas em 2008. Os publishers da Sempre Editora (que administra o jornal) vão gastar €10m num novo parque gráfico que permitirá que eles quase dobrem a tiragem diária para 600 mil cópias por dia.(…)

Em quase uma década de crescimento econômico, uma nova baixa classe média urbana Inasceu no Brasil.  A chamada classe C agora representa 50% da população ou 90 milhões de brasileiros. Pode se comparar o atual momento com o século 19 na Inglaterra quando os primeiros tablóides apareceram para atender o operariado .”

Mas nem todo investimento é certo. Baqueada com o poder de Lula e impressionada com o surgimento da Classe C, a editora Abril tentou misturar influência e informação leve com a Revista da Semana. O resultado foi o fechamento em menos de dois anos. Basta dar uma passadinha de olhos na capa da Veja toda semana pra saber a razão do fracasso do empreendimento dos Civita. A Abril simplesmente não entende nada do que seria o público da revista. Uma das principais linhas de argumento da editora da marginal Pinheiros é colocar sob suspeita a ascensão social obtida por boa parte de quem poderia ler a publicação.

Outro erro é a distribuição, os tablóides que fazem sucesso têm muita semelhança com a Internet e chegam na mão do leitor. Em São Paulo, jornais como o Metro e o Destak funcionam assim, estão rua, de graça. EM BH o preço transita na faixa dos R$ 0,50, mas Super, Hoje em Dia e Aqui também levam as tragédias e banhos de sangue direto pro consumidor em esquinas e sinais de trânsito.

A Internet brasileira também vive mais fortemente de suas particularidades. A primeira de todas é o orkut. Nos Estados Unidos, a rede social da Google não tem nem um décimo da relevância que tem aqui. Uma matéria recente do caderno de informática da Folha mostra que em seu horário de pico o site tem uma audiência de 20 milhões de usuários. Para se ter uma idéia, a audiência das emissoras de TV aberta nas capitais brasileiras é de 15,4 milhões, na média das 18h às 23h59. É claro que a pulverização dos usuários em comunidades e perfis deve ser tomada em conta, mas quem ignorar o orkut vai fazer campanha pra poucas pessoas.

Nas eleições municipais do ano passado em minha cidade, Pouso Alegre, a comunidade do orkut que leva o nome da cidade, era a principal fonte de informações, debates, campanha e de distribuição de boatos. A cidade que há anos convive com uma imprensa tendenciosa e pouco confiável encontrou no orkut uma ferramenta onde as informações da imprensa são contestadas quando necessário, por exemplo. Além disso, os próprios usuários eram fonte e divulgadores de notícias (falsas ou não) que repercutiam imensamente na rede. A batalha da eleição no orkut foi fundamental pra formatar discursos que davam certo por lá e descartar assuntos que não colavam. Em times de futebol que não tem tanta cobertura na imprensa, como mostramos aqui, a troca de informações também acontece no orkut.

No Facebook, o índice de participantes não chega nem a 3 milhões. A rede tem gente mais velha e é mais elitizada. Além disso, o conteúdo só é acessível para quem adiciona você como amigo. A caixa de ressonância é mais limitada e as pessoas estão menos expostas à invasão de privacidade. O problema é que o público no Brasil é muito restrito. É o mesmo público da revista Veja, a elite branca.

Quem não percebe nem as mudanças que o país passa, inclusive na imprensa e na Internet, dificilmente vai conseguir convencer a população de alguma coisa. A mudança social no Brasil é um fato histórico muito importante e quem não percebe o quanto isso transformou o jeito das pessoas se relacionarem com a notícia por aqui também vai ficar batendo cabeça ou apontando o dedo no Congresso; criminalizando os oponentes ou simplesmente falando de um Brasil que não existe. A oposição fez isso na última eleição presidencial e eu agradeço a eles até hoje por causa disso. A falta de representatividade não é só da mídia ou da oposição, mas de todo establishment político, com certeza essa eleição também vai ser um palco de reorganização dessas forças.

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E quem tá com um blog muito bom na praça é nosso amigo Arthur Dantas. Clique lá e sempre que quiser visitar é só procurar na sortida lista de links à direita.

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