E hoje, dia 5 de maio, justo na data de aniversário de Karl Marx, um representante do time do Guaciara entra em campo em Curitiba com alguns craques da imprensa, da academia e da Internet para falar sobre política e futebol. O evento acontece no Paço da Liberdade - SESC Paraná, em Curitiba, e se chama Agenda 2010 – Futebol e Política.
As conversas vão até sexta-feira e devem ser encerradas com música.
A gente já tinha divulgado o evento aqui no Guaci e o Leandro Fortes deu uma força ainda maior divulgando o bate papo no blog dele e no site da Carta Capital, mas não custa reforçar o convite.
Só pra lembrar, junto com um perna de pau como eu, o evento reúne craques da bola e das idéias como Sócrates, Leandro Fortes, Idelber Avelar e Zé Miguel Wisnik. A coisa vai ser boa na terra do Furacão e do Coxa. Apareçam!
* E só um detalhe, a imagem acima é o logo da Ultras Resistência Coral , a genial torcida socialista e soviética do Ferroviário (CE). O lema é uma pérola:
“Nem guerra entre as torcidas/ nem paz entre classes!” Guaciara já é fã!
Dia: 05 de maio, às 19h
Imprensa, Copa do Mundo e Eleições
- Mídias tradicionais e a Internet na cobertura das eleições
- O reordenamento do acesso à informação
- O papel histórico da imprensa como filtro mediador entre a seleção brasileira e a opinião pública, das demandas regionais ao monopólio das transmissões
- Análise comparativa da cobertura das eleições e da Copa do Mundo
- Significados e possíveis diálogos entre a mobilização política e a celebração popular.
Debatedores:
Joaquim Toledo Junior
Mestre pelo departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo, membro do Núcleo Direito e Democracia do Cebrap.
José Paulo Florenzano
Doutor em Ciências Sociais, Professor da PUC-SP, Núcleo de Estudos do Cotidiano e Cultura Urbana.
Leandro Fortes
Jornalista, professor e escritor. Repórter da revista CartaCapital em Brasília, trabalhou em diversos veículos, entre os quais O Estado de S.Paulo, O Globo, revista Época e Jornal do Brasil. É autor de Cayman: o dossiê do medo, Fragmentos da Grande Guerra e Jornalismo Investigativo, entre outros livros.
Mediador: jornalista Israel do Valle
Dia: 06 de maio, às 19h
Arte e profissionalismo na era da imagem
- Os limites do espetáculo no futebol empresarial
- O Barcelona e a nova linguagem do futebol arte
- Prosa e poesia do jogo, segundo Pasolini
- O pragmatismo de Dunga contra as tentações de Ganso e Neymar
Debatedores:
Francisco Bosco
Escritor, letrista e ensaísta. É autor de Da Amizade, entre outros. Doutorando em Teoria Literária pela UFRJ e professor de Teoria Literária da Universidade Estácio de Sá.
José Miguel Wisnik
Ensaísta, músico e professor de Teoria Literária na USP. Publicou entre outros livros, O Coro dos Contrários – a música em torno da Semana de 22, Sem receita – ensaios e canções (Publifolha) e O som e o sentido.
André Mendes Capraro
Doutor em História pela Universidade Federal do Paraná. Pesquisador do Núcleo de Estudos Futebol e Sociedade.
Mediador: jornalista Lauro Mesquita
Dia: 07 de maio, às 19h
Futebol em tempo de ruptura: Democracia corintiana, seleção brasileira e abertura política
- A militarização da seleção brasileira durante a ditadura
- A experiência de vanguarda nas relações de trabalho no Corinthians
- A Copa de 82 como embrião da campanha das diretas
- O jogador e a militância política
- A relevância da democracia corintiana no contexto do futebol atual
Debatedores:
Idelber Avelar
Mestre em literatura brasileira pela Universidade da Carolina do Norte e Ph.D. em literatura latino-americana por Duke University.
Marcos Guterman
Jornalista, escritor e historiador. Faz doutorado em história pela USP. Sua dissertação de mestrado abordou a relação do futebol com a política no governo Médici.
Sócrates Brasileiro Sampaio de Oliveira
Ex-jogador Corinthians e da Seleção Brasileira de Futebol, líder da Democracia Corintiana e teve grande participação no movimento das “Diretas Já”. Formado em Medicina. Atualmente é articulista da Revista CartaCapital.
Mediador: jornalista Rodrigo Merheb
Dia: 7 de maio, 21h
Vai-e-vem de lances: Música e Futebol
Uma conversa musicada e afinada, sobre música e futebol, entre José Miguel Wisnik, ensaísta, músico e professor de Teoria Literária na USP e Sócrates, ex-jogador Corinthians, líder da Democracia Corintiana. Médico e articulista da Revista CartaCapital.


05/05/2010 at 22:59
Que demais esse escudo da torcida do Ferroviário hein? Diz que o Vitória tem uma torcida Punk que também é bem massa.
06/05/2010 at 8:39
Não podemos deixar o lobby das telecomunicações barrar o plano nacional de banda larga
06/05/2010 at 11:49
voce é uma das feras dessa seleção, Lauro. Estamos te esperando e eu espero que o jay poste logo sua simpressões sobre o debate ontem que foi do cacete.
06/05/2010 at 13:17
Pôxa, estou ansioso para saber como foi ontem.
06/05/2010 at 15:46
Laurose, Tiago,
aguardando um texto sobre o ficha limpa de vcs…
Abs
06/05/2010 at 17:32
Foi aprovada a lei ontem, não foi Gus? Acho que um cara até desistiu de concorrer depois da aprovação. Tem muita coisa boa aqui http://politicaetica.com/ no blog do Pax, que é um cara que eu gosto muito de acompanhar e que milita em favor do projeto.
O Jorge Furtado também parece que escreveu um texto contrário http://www.casacinepoa.com.br/o-blog/jorge-furtado/quem-vigia-os-vigilantes.
Eu vou ser bem sincero, é lógico que eu a princípio sou simpático a aprovação do projeto. Não se quais aletrações foram aprovadas no texto original do José Eduardo Cardoso para julgar, mas acho que os temores de excessos foram coibidos, prncipalmente no tocante a presunção de inocência.
Sinceramente, sou simpático ao projeto mas não tenho uma posição fechada sobre ele pra escrever um texto ou interpretar o significado de sua aprovação.
06/05/2010 at 17:53
Gus,como tudo que eu soube veio pelo Pax e um ou outro amigo do judiciário, não conseguiria escrever nada também. Do ponto de vista do direito, inclusive, o Jay, que estuda o tema na filosofia, teria muito mais a dizer que eu ou o lauro. Eu nem tinha posição fechada até o dia da votação. Vi alguns exageros dos dois lados. Mas queria saber como o projeto foi aprovado.
Agora, acho que o caminho é esse, combater a corrupção não por caça às bruxas, mas por atuação legislativa. Isso é muito legal, sobretudo por ter mobilizado parte da sociedade.
04/12/2011 at 10:14
[...] mais que todos nós juntos para que as coisas melhorassem tanto no país. Quando nos reunimos em Curitiba, foi ele—muito antes de mim, de Leandro Fortes, de José Miguel Wisnik, outros convidados do belo [...]